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Amarone e os outros vinhos tintos da região de Valpolicella - por Adriana Grasso na allTV
0 comentários Postado por Adriana Grasso às 15:25No programa VINHOS do dia 10/05/2011 a apresentadora Adriana Grasso falou sobre Enoturismo na região italiana de Valpolicella, no Veneto, as particularidades na produção dos 4 principais vinhos tintos dessa área: o Valpolicella, o Valpolicella Superiore (Ripasso), o Recioto e o Amarone, e na Hora da Dica ela passou um vídeo com a explicação do significado de algumas palavras e frases encontradas nos rótulos dos vinhos italianos.
Para conferir como foi o programa, assista o vídeo abaixo:
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Processo de produção do vinho Amarone della Valpolicella
0 comentários Postado por Adriana Grasso às 11:34O programa VINHOS apresentado por Adriana Grasso na allTV, mudou de dia e horário. A partir desta semana ele será apresentado, ao vivo, todas as terças das 21 as 22 horas. O assunto do programa de amanhã será o vinho italiano Amarone della Valpolicella. Por enquanto fica aí um vídeo com o processo de produção do Amarone.
O programa é transmitido na Internet pelo site: http://www.alltv.com.br/. Quem quiser pode participar enviando perguntas ou dúvidas através do Chat do programa.
Então aguardo vocês amanhã (10/05/2011), as 21 horas, na allTV!
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No programa VINHOS do dia 14/04/2011, na allTV, a apresentadora Adriana Grasso falou sobre os diferentes tipos de Chianti que existem no mercado, que vão dos mais leves e simples aos complexos e estruturados.
Para conferir como foi o programa, assista o vídeo abaixo:
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Muitos consumidores de vinho têm uma idéia distorcida do Chianti. Isso se deve principalmente à diversidade de tipos existentes, que vão dos mais leves e simples aos complexos e estruturados, e também a alguns produtos de baixa qualidade, que apareceram no mercado há muitos anos - aquele vinho econômico, vendido em garrafas revestidas de palha.
O Chianti de hoje é um vinho reconhecido com o status de DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida) e tem regulamentos mais rígidos para sua produção que no passado.
O grande problema é que somente a palavra Chianti diz pouca coisa sobre o vinho. Ela identifica que é tinto, seco, produzido na Itália, na região da Toscana, em algum lugar de uma vasta área, que se estende de Pisa até Arezzo e Siena, e é feito principalmente com uva Sangiovese.
Para melhor compreender a tipologia do Chianti, é necessário prestar atenção ao nome completo do vinho. Ele pode ser simplesmente Chianti ou: Chianti Colli Aretini, Chianti Colli Fiorentini, Chianti Colli Senesi, Chianti Colline Pisane, Chianti Montalbano, Chianti Rufina, Chianti Montispertoli e Chianti Classico. E cada um desses vinhos tem características distintas.
Além disso, o Chianti pode ser “Riserva”, indicando que passou por um período de envelhecimento de no mínimo de 2 anos, antes de ser comercializado, e “Superiore”, com uma graduação alcoólica maior que a versão normal.
Tendo tudo isso em mente, podemos começar a detalhar melhor o que esperar de cada um desses vinhos.
Existem duas diferentes DOCG para o Chianti: Chianti Classico - vinhos produzidos na área entre Florença e Siena - e Chianti - vinhos das demais áreas e também as delimitadas em sete subzonas especiais, que carregam o nome das mesmas no rótulo.
Nesta postagem, vou me ater ao Chianti DOCG, pois o Chianti Classico é tão rico em detalhes e histórias que merece uma postagem separada. Aqui só serão abordadas suas principais diferenças em relação aos outros.
O vinho rotulado somente como Chianti DOCG deve obedecer ao seguinte regulamento, segundo decreto de 19 de junho de 2009:
. Utilizar na sua produção uvas Sangiovese de 70 a 100%, respeitadas as seguintes restrições: a junção de uvas brancas não pode superar a 10% e as uvas Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon não podem, sozinhas ou em conjunto, passar de 15%;
. A graduação alcoólica mínima deve ser 11,5%. Se for a versão “Riserva”, este mínimo sobe para 12,0%;
. A comercialização de uma safra só pode ocorrer após o dia 1º. de março do ano seguinte. Para a versão “Superiore”, a data passa para 1º. de setembro;
. As características gerais são: coloração vermelho rubi brilhante, tendendo ao granada com o envelhecimento; sabor harmonioso, frutado, seco, levemente tânico e aroma vinoso, com notas de violeta.
Dependendo a tipologia, ele pode ser consumido como um vinho jovem, fresco e palatável, mas os das versões “Riserva” e os de algumas áreas específicas são adequados para o envelhecimento e melhoram se consumidos após alguns anos da safra. Para todos eles, é aconselhável usar o decanter antes de servir.
Quanto aos vinhos das subzonas, as principais diferenças são:
Chianti Colline Pisane – Produzido em área dentro da província de Pisa, é um vinho elegante e suave, que deve ser consumido preferencialmente jovem. A versão “Riserva” deve ter uma graduação alcoólica mínima de 12,5%.
Chianti Colli Senesi – É produzido na subzona situada ao sul da região do Chianti Classico, nas colinas da província de Siena. Com relação à composição das uvas, difere do Chianti normal, e a regulamentação determina a utilização de Sangiovese de 75 a 100%. A graduação alcoólica mínima é de 12% e 13% para a versão “Riserva”.
Chianti Colli Aretini – Produzido em uma área da província de Arezzo, é um vinho jovem fresco e levemente frisante, ideal para ser consumido ainda jovem. A graduação alcoólica mínima da versão “Riserva” é de 12,5%.
Chianti Montespertoli – A pequena zona de Montespertoli, delimitada recentemente, é uma das áreas mais atraentes para a produção do Chianti. Seus vinhos são muito saborosos, têm aromas de intensidade média e boa acidez. A graduação alcoólica mínima é de 12% e 12,5% para a versão “Riserva”, e só podem ser comercializados após 1º. de junho do ano seguinte à safra.
Chianti Rufina – Rufina, situada nas colinas que se estendem em direção aos Apeninos, é a menor das subzonas do Chianti. Produz vinhos de elevada qualidade e adequados ao envelhecimento. A graduação alcoólica mínima é de 12% e 12,5% para a versão “Riserva”. Eles só podem ser comercializados após 1º. de setembro do ano seguinte à safra. Um cuidado deve ser tomado para não se confundir Chianti Rufina com Chianti Ruffino: o primeiro indica uma específica região produtora de Chianti, enquanto o segundo leva o nome de um produtor que faz vinhos normais e relativamente simples.
Chianti Montalbano – É um vinho muito antigo e tradicional, com sabor refinado e intenso, produzido por pouco menos de 200 produtores, na zona de Montalbano. A graduação alcoólica mínima da versão “Riserva” é de 12,5%.
O vinho rotulado como Chianti Classico DOCG é produzido praticamente na antiga zona do Chianti, que foi delimitada em 1716 e virou uma denominação autônoma por decreto ministerial de 1996. Diferentemente do Chianti DOCG, é feito com no mínimo 80% de uvas Sangiovese. Junto com ela, podem estar presentes, em um máximo de 20%, outras uvas vermelhas locais, como Canaiolo, Colorino, e as internacionais Cabernet Sauvignon e Merlot. A graduação alcoólica mínima é de 12%. A sua cor é rubi intensa e o aroma apresenta notas de violetas e frutas vermelhas. O sabor é suave, frutado, seco, com bons taninos, que são refinados ao longo do tempo, tornando-se mais redondo e macio. Geralmente, são vinhos adaptáveis ao envelhecimento e melhores quando consumidos entre cinco e oito anos da safra.
Com tanta tipologia, é possível encontrar Chianti de estilos e preços muito variados. Por isso, preste atenção no nome completo do vinho, para ter uma melhor idéia do que esperar de cada um deles.
Autora: Adriana Grasso
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A cor dos vinhos produzidos com Pinot Gris é geralmente mais carregada que a maioria dos vinhos bancos. Uma exceção acontece com a versão italiana, a Pinot Grigio, que faz vinhos bem mais claros.
Essa variedade de uva é cultivada na Itália, Alemanha – onde é conhecida por Ruländer or Grauburgunder - França, Nova Zelândia, Estados Unidos e em muitos outros países.
Na Itália, as melhores expressões da uva Pinot Grigio estão no nordeste, desde o Trentino, Alto-Adige, passando pelo Veneto, até Friuli.
Um bom Pinot Grigio deve ser leve e refrescante – característica que o está ajudando a se tornar muito conhecido nos últimos anos.
Os vinhos Pinot Gris/Pinot Grigio têm aroma delicado, levemente floral, com notas cítricas de limão. Dependendo do estado de maturação da uva e da técnica de vinificação, o vinho Pinot Gris pode ser de leve a muito rico, redondo e encorpado.
Quando é feito num estilo apropriado, pode até envelhecer bem, mas, no geral, é um vinho para se tomar ainda jovem.
Vale a pena ressaltar que, devido à alta produção de Pinot Grigio na Itália, sua qualidade pode variar bastante. Dessa forma dê preferência aos produtores renomados da região de Friuli e do Trentino, que dedicam uma atenção especial na sua vinificação.
Outras regiões que merecem destaque são:
. Alsácia, na França - onde se faz um Pinot Gris bem interessante, mais pesado e escuro que os exemplares italianos e que podem ser guardados entre cinco e oito anos, período em que adquirem uma riqueza defumada e condimentada;
. Nova Zelândia - onde se produz um vinho bem frutado e com um caráter mineral que o torna inconfundível. Seu sabor é mais fresco que o do Pinot Gris da Alsácia, apesar de terem a mesma textura viscosa.
Existem vinícolas nos Estados Unidos, especialmente na Califórnia, que estão dedicando esforços crescentes para produzir bons Pinot Gris. Muitas vinícolas do Oregon também tiveram resultados satisfatórios e estão aumentando a produção de Pinot Gris. Desta forma, podem-se esperar bons vinhos vindos dessas regiões nos próximos anos.
Em termos de harmonização enogastronômica, os vinhos Pinot Grigio italianos vão bem como aperitivo e para acompanhar pratos leves, principalmente à base de peixe.
O Pinot Gris da Nova Zelândia fica excelente tanto sozinho quanto com pratos leves, como uma massa com molho de tomate e manjericão. Também é uma boa alternativa ao saquê, para acompanhar sushi e sashimi.
O Pinot Gris da Alsácia, que é um pouco mais encorpado, combina com peixes, carnes brancas, pratos à base de trufas e com fígado de ganso.
Vídeo com Adriana Grasso falando sobre a uva Pinot Grigio/Pinot Gris em seu programa na allTV:
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Rótulo dos vinhos italianos - Dica de Vinhos por Adriana Grasso
0 comentários Postado por Adriana Grasso às 11:42
Neste vídeo, Adriana Grasso explica algumas terminologias usadas nos rótulos dos vinhos italianos.
Cada país da Europa tem uma forma para regulamentar a nomenclatura de seus vinhos, geralmente baseada na região produtora. A Itália oficializou esse controle em 1963, num sistema de lei chamado Denominação de Origem Controlada – mais conhecido por sua abreviatura, DOC.
Dessas regulamentações constam, entre outras coisas, a delimitação geográfica; a quantidade máxima de produção por hectares e a porcentagem de cada tipo de uva utilizada. Na época em que foram criadas, os vinhos italianos da região da Toscana estavam com a imagem deteriorada, principalmente fora da Itália.
Esse problema surgiu da junção de fatores como a queda do preço dos vinhos no mercado e a própria introdução dessas regulamentações, que ao invés de ajudar, acabaram atrapalhando, pois usavam regras defasadas; limitavam os tipos de uvas utilizadas e estabeleciam rendimentos por hectares mais voltados à garantia da quantidade do que da qualidade. Outro problema importante era a falta de pesquisas consistentes para determinar os clones de uvas adequados para cada região.
Tudo isso fez com que os vinhos toscanos entrassem em profunda crise, mas esse cenário acabou mudando graças ao trabalho de algumas pessoas que muito antes do surgimento desses problemas já trabalhavam na direção oposta. Entre eles, podemos citar um apaixonado por vinhos franceses, o italiano Mario Incisa della Rochetta.
Mario não percorreu uma estrada fácil até conseguir êxito com seus vinhos. Seu trabalho teve início quando era estudante de agronomia e resolveu implantar, na propriedade de sua família, na região de Bolgheri, na Toscana, uvas para a produção de vinhos estilo bordolês, isto é, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc.
Na época pareceu muito estranha essa decisão, pois a região era muito próxima do mar. Os vinhos produzidos por ele entre 1948 e 1960 ficaram restritos ao consumo local e foram duramente criticados por serem extremamente austeros.
Sem se deixar abater pelas opiniões contrárias, Mario continuou pesquisando e aprimorando seus vinhos. A cada safra, guardava algumas garrafas em sua cantina e percebeu que os vinhos melhoravam depois de um período de envelhecimento.
Em 1965, plantou novos vinhedos em uma área da propriedade com solo e microclima muito parecidos com os da região francesa de Graves, em Bordeaux. O nome escolhido para o vinho produzido a partir desses vinhedos foi Sassicaia.
A partir da primeira safra do Sassicaia, em 1968, Mario decidiu reformular a cantina e introduziu o uso de barris de carvalho franceses para o envelhecimento do vinho. Todo este esforço foi recompensado e o Sassicaia teve reconhecimento mundial.
O primeiro a compreender sua importância foi o crítico de vinhos Luigi Veronelli, em 1974. Em 1978, a revista inglesa Decanter classificou o Sassicaia da safra de 1972 como o melhor de uma elite de grandes vinhos produzidos com uva Cabernet Sauvignon. Em 1982, o Pocket Wine Book definiu o Sassicaia como o melhor vinho italiano e a Associação Vinarius o elegeu como o melhor vinho do ano.
O Sassicaia só ganhou uma regulamentação DOC do governo italiano em meados dos anos 1990. Antes disso, não tinha uma classificação específica, pois fugia dos padrões dos vinhos produzidos na região da Toscana, e foi vendido por muito tempo como “Vino da Tavola”.
Para não chamá-lo dessa forma, o mercado internacional criou um apelido para esse tipo de vinho. Nascia assim o título de Super Toscano. O Sassicaia pode ser considerado o primeiro vinho Super Toscano.
A sua coroação veio ao receber status de primeiro cru italiano e ganhar uma Denominação de Origem Controlada só para ele. É o único caso em que o governo italiano regulamentou um vinho produzido por vinhedo pertencente a um produtor, que, no caso, é o Sassicaia, da Tenuta San Guido.
Apesar da sua fama internacional, o Sassicaia não pode ser considerado um vinho típico italiano, pois na sua produção não são utilizadas uvas nativas da Itália. As suas características são muito similares aos vinhos franceses da região de Bordeaux, com 85% de Uva Cabernet Sauvignon e 15% de Uva Cabernet Franc, mas ele é apontado, por muitos críticos, como um dos melhores vinhos Italianos.
Saiba Mais
As melhores safras dos últimos anos: 1978, 1985, 1988, 1990, 1995, 1997 e 2004.
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Algumas uvas tintas italianas - por Adriana Grasso na allTV
0 comentários Postado por Adriana Grasso às 11:38
Neste programa apresentado dia 19/08/2010, na allTV, Adriana Grasso falou sobre Enoturismo no Lago di Garda e explicou como são os vinhos produzidos com algumas uvas autoctones italianas como Aglianico, Cannonau, Corvina e Nero d'Avola.
Para conferir como foi o programa, assista no vídeo abaixo ou acesse diretamente o site da allTV: http://www.alltv.com.br/ondemand.php?idond=7126
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Nos anos 1960, a região da Lombardia passou por um surto de atividade na zona de Franciacorta, que atraiu vinicultores e investidores dispostos a mostrar ao mundo que a Itália é capaz de fazer espumantes de alta qualidade.
Sem dúvida, Franciacorta é hoje o ponto de referência dos espumantes italianos, com inúmeros exemplares de peso.
A qualidade de seus vinhos deve-se a vários fatores, entre eles o investimento considerável feito por muitos produtores; safras pequenas; tecnologia de última geração e muita dedicação.
O solo rochoso e impiedoso dos sopés alpinos, ao sul do Lago d'lseo, é propício ao cultivo de uvas de qualidade. A baixa fertilidade do solo - combinada com o clima continental e os frequentes nevoeiros da região - ajuda a criar um bom terroir para vinhos espumantes.
A região da Franciacorta compreende 19 municípios da província de Brescia: Adro, Brescia, Roe, Cazzago San Martino Cellatica, Coccaglio, Colônia, Corte Franca, Erbusco Gussago, Iseo, Monticelli Brusati, Ome, Paderno Franciacorta Paratico, Passirano, Provaglio, Rodengo-Saiano e Rovato.
A história da produção de vinhos na região é bem antiga. Um texto impresso em 1570, de autoria do médico Gerolamo Conforti, com o título Libellus de Vino Mordaci, fala da existência de um vinho cheio de borbulhas produzido em Brescia, e isto vem de muito tempo antes do aparecimento do Champagne, na França.
Embora ostentando uma longa história, o novo curso dos vinhos de Franciacorta teve início nos anos 1960. Os vinhos produzidos até aquela data eram consumidos na própria região. Surgiu então, naquele período, a necessidade de se encontrar uma nova identidade para os vinhos ali produzidos. E assim, dos estudos; experiência empresarial; investimentos de alguns homens corajosos e da vontade de se fazerem as coisas melhores, surgiu o atual fenômeno chamado Franciacorta.
Franciacorta é feito pelo método clássico e com tempos de produção bastante longos. A segunda fermentação, que acontece na própria garrafa, começa sete meses após a colheita, quando se acrescentam levedos e açúcar ao vinho-base, que é a mistura de vários vinhos. As uvas utilizadas podem ser Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Bianco, esta última num percentual máximo de 50%.
O período em que o vinho passa pela segunda fermentação e algumas particularidades vão determinar o tipo de Franciacorta, que pode ser:
- Franciacorta sem Safra: no mínimo, dezoito meses de fermentação na garrafa antes de ser colocado à venda
- Satèn sem Safra: vinte e quatro meses de fermentação na garrafa, sem adição de açúcar no final do processo. É produzido usando somente uvas brancas: Chardonnay e Pinot Bianco
- Rosé sem Safra: vinte e quatro meses de fermentação na garrafa, com o uso obrigatório da uva Pinot Nero
- Franciacorta com Safra: pelo menos trinta meses de fermentação na garrafa, com todos os vinhos usados para formar o vinho-base da mesma safra
- Franciacorta Riserva: no mínimo, sessenta meses de fermentação na garrafa
Outra postagem sobre o eFranciacorta no Blog "Vinhos Italianos por Adriana Grasso": http://vinhositalianos.blogspot.com/2009/09/franciacorta-vinho-tipico-da-lombardia.html
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A origem da uva Prosecco é incerta. Para alguns, já era conhecida desde o tempo do Império Romano e usada para produzir um vinho chamado Pucino, que tanto agradava aos nobres. Outros argumentam que a variedade - conhecida como Glera - se originou perto da cidade de Trieste. A partir dali, foi levada para o oeste, na área dos montes Colli Euganei - onde foi chamada de Serprina - e depois se espalhou por todo o nordeste do Veneto, com o nome de Prosecco.
O Prosecco, como conhecemos hoje, é um espumante produzido pelo método charmat, no qual a segunda fermentação acontece em um curto espaço de tempo - entre três e seis meses - em autoclaves. Esse tipo de vinificação valoriza a elegância dos aromas e o frescor, e isso permite obter espumantes caracterizados pelos aromas das uvas que compõem o vinho base, que, no caso do Prosecco, são: Prosecco, Verdiso, Bianchetta e Perera. As três últimas entram na composição para ajudar a manter o equilíbrio do espumante. Sua cor é necessariamente amarela palha; o aroma é típico frutado e floreal; o sabor é fresco e equilibrado e o teor alcoólico é baixo (11%).
Os melhores Proseccos estão concentrados na zona que vai de Conegliano a Valdobbiadene e são classificados, atualmente, pelo governo italiano como DOCG (Denominazione di Origine Controllata e Garantita). Essas duas cidades estão localizadas ao norte do Rio Piave e ao Sul dos Alpes: Valdobbiadene fica nas frias colinas do oeste e Conegliano está situada no leste, perto do mar Adriático. As duas áreas são protegidas pelos Alpes, tornando o clima ideal para a produção da uva Prosecco.
Tipos de Prosecco de Conegliano e Valdobbiadene encontrados no mercado:
Valdobbiadene Millesimato
Produzido a partir de uvas de uma mesma safra especialmente selecionadas das vinhas localizadas em maiores altitudes e com boa exposição solar.
Conegliano Valdobbiadene Spumante Extra Dry
É o Prosecco clássico. Combina uma variedade de aromas, como maçã, pera e flores, com um sabor suave e fresco. Apesar do residual de açúcar, de 12 a 20 g/l, a acidez presente equilibra o espumante, deixando o sabor seco e agradável.
Conegliano Valdobbiadene Spumante Brut
É o Prosecco mais moderno e um grande sucesso internacional. Os aromas são cítricos, com leves notas de pão. O sabor é seco, vivo e persistente.
Conegliano Valdobbiadene Tranquilo
É a versão menos conhecida do Prosecco fora da zona de produção. É obtida a partir de uvas bem maduras, colhidas nos vinhedos mais antigos e de baixa produtividade. Não passa por um segundo processo de fermentação, pois o vinho não é espumante. Tem aroma de maçã, pera, amêndoas e mel. A estrutura é suave e persistente, com retrogosto ligeiramente amargo.
Conegliano Valdobbiadene Frizzante
É a versão mais fácil e imediata do Prosecco, produzido para agradar aos paladares mais jovens. Tem menos bolhinhas que os outros e é um vinho bem leve.
Cartizze
Produzido na subzona de Cartizze, uma pequena área de 107 hectares de vinhedos, localizada entre as íngremes Colinas de San Pietro Barbozza, Santo Stefano e Saccol, em Valdobbiadene. É um espumante diferenciado, feito com uvas Prosecco, que crescem num microclima muito particular, numa área de solo arenoso muito antigo, composto por elementos típicos de um leito marinho.
Essas condições possibilitam uma drenagem rápida e eficaz da água das chuvas e faz com que as vinhas se desenvolvam de forma equilibrada. Na subzona de Cartizze, a colheita da uva Prosecco ocorre mais tarde, quando estão bem maduras. Esta escolha irá conferir ao vinho uma concentração de aromas e sabores de intensidades incomuns.
Ele passa pelo mesmo processo de espumantização, mas antes de ser colocado à venda, permanecerá armazenado de 30 a 40 dias, em local escuro, dentro da cantina. O Prosecco Cartizze tem cor intensa, aroma amplo e complexo com notas de maçã, pera, abricó, cítricas, rosas e amêndoas. Seu sabor é agradável e persistente.
Enoturismo na Sicília e vinhos sicilianos - por Adriana Grasso na allTV
0 comentários Postado por Adriana Grasso às 11:26
No programa Vinhos, apresentado por Adriana Grasso, na allTV, no dia 26/06/2010, o tema foi: "Enoturismo na Sicília e vinhos sicilianos".
Para conferir como foi o programa, assista o vídeo abaixo ou acesse diretamente o site da allTV: http://www.alltv.com.br/ondemand.php?idond=6528
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Brunello di Montalcino e Vino Nobile di Montepulciano - por Adriana Grasso na allTV
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No programa VINHOS, por Adriana Grasso, do dia 27/05/2010, na allTV, a apresentadora Adriana Grasso falou sobre Enoturismo na Toscana e os vinhos Brunello di Montalcino e Vino Nobile di Montepulciano.
Para conferir como foi o programa, assista o vídeo abaixo ou acesse diretamente o site da allTV: http://www.alltv.com.br/ondemand.php?idond=6272
Marcadores: adriana grasso, brunello, enoturismo, Itália, montalcino, montepulciano, toscana, vinho, vino nobile
Os B's do Piemonte: Barolo, Barbaresco e Barbera - por Adriana Grasso na allTV
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O tema do programa Vinhos, na allTV, do dia 08/04/2010, apresentado por Adriana Grasso foi: "Os B's do Piemonte: Barolo, Barbaresco e Barbera".
Para conferir como foi o programa, assista o vídeo abaixo ou acesse diretamente o site da allTV: http://www.alltv.com.br/ondemand.php?idond=5722
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No meu programa VINHOS, na allTV, da semana passada, fiz uma homenagem antecipada ao dia internacional da mulher. Na parte final do programa, falei sobre uma mulher que faz a diferença no mundo do vinho, a produtora de vinhos italianos, Donatella Cinelli Colombini.
Ela se formou em história da arte medieval, mas não conseguiu ficar longe da produção de vinhos e acabou trabalhando na vinícola da família.
Sempre ativa, ela fundou em 1993 o Movimento Turismo Vinho e logo depois ela estava criando o Cantine Aperte, um dia em que todas as cantinas d Itália abrem as portas para o público”.
Segundo Donatella, ela não entendia porque a Itália não promovia o Turismo do vinho, uma vez que ele reune todas as qualidades para atrair as pessoas. O vinho é gostosos, faz bem a saúde, faz com que as pessoas se divirtam e é produzido em locais com belíssimas paisagens.
Em 1998, ela começou seu vôo solo.
Ela criou uma empresa composta pela Fattoria del Colle, onde se produz Chianti e onde ela criou um centro de agriturismo, e pelo Casato Prime Donne, localizado em Montalcino, no coração da produção de Brunello.
O Casato Prime Donne pertenceu às mulheres da família desde sua avó. Ela, quando tomou frente ao projeto da produção de um Brunello naquele lugar, decidiu que lá, só trabalhariam mulheres, um fato inédito na Itália.
E para ser mais especial ainda, ela resolveu produzir 2 Brunellos. Um que seria o tradicional da casa e um segundo que teria um toque diferenciado, o Brunello Prime Donne, feito segundo a escolha de 4 especialistas no assunto, todas mulheres é claro. Elas definem a tipologia do vinho e a sua forma de envelhecimento. São elas:
. a Master of Wine, Maureen Ashley,
. expert em vinhos alemã, Astrid Schwarz,
. uma das melhores sommeliers italiana, Daniela Scrobogna
. e a italo-americana Marina Thompson
Eu conheci Donatella em 2003 e a última vez que estive com ela, foi no Vinitaly do ano passado, a maior feira de vinhos italiana que acontece em Verona na Itália, sempre no início de abril, quando ela lançou um Brunello com rótulo especial para comemorar os 100 anos de Futurismo.
A etiqueta foi criada pelo artista Alessandro Grazi. Ela passa pela garrafa dando a sensação de velocidade e o nome Brun Brun Brunello faz referência ao rumor do motor do vinho acelerando para viajar em alta velocidade.
O vinho foi vendido no Casato delle Prime Donne, em Montalcino e na Fattoria delle Colle, em Trequanda, durante o evento Cantine Aperte que ocorreu no dia 31 de maio de 2009. Naquela data, houve, no Casato e na Fattoria, mostras de obras de inspiração Futurista.
Como Donatella está sempre unindo o vinho a arte e a cultura, eu não me surpreendi com o fato dela não deixar passar em branco uma data comemorativa tão importante.
Ela também tem um prêmio anual chamado “Premio Casato Prime Donne” que valoriza o trabalho de quem fotografa, estuda e promove o território da zona de Montalcino e do Valle D’ Orcia.
E se vocês estão pensando que ela é aquelas feministas chatas de passeata vocês estão redondamente enganados...
Ela trabalha com homens na outra cantina e no premio Casato Prime Donne existe uma menção honrosa para mulheres que conseguem se destacar no trabalho sem deixar de conciliar filhos e família.
E ela não foge a esta regra. Donatella é casada, possui uma filha e um cachorro que por sinal está sempre passeando entre as mulheres que trabalham no Casato Prime Donne...
Há faltou uma coisa, vocês vão me perguntar, e os vinhos, eles são bons?
Não se preocupem... Eles são ótimos!
Como dizem os críticos, ela é uma das poucas pessoas que conseguiu colocar em pouco tempo uma cantina entre as mais importantes de Montalcino e isso graças a qualidade de seus vinhos...
Para finalizar, um conselho que ela sempre dá aos jovens que querem seguir este caminho do mundo do vinho: “Estudar, ler, viajar e ter sempre a mente aberta para as inovações”.
Fica aí então um exemplo, de trabalho e coragem não só para as mulheres, mas para todos nós....
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Os vinhos da Donatella Cinelli Colombini estão à venda na importadora Grand Cru (http://www.grandcru.com.br/).
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O tema do Programa Vinhos, que apresentei na allTV no dia 09/11/09, foi sobre o Beaujolais Nouveau e o Vinho Novello:
No bloco sobre Enoturismo, falei sobre a Região de Beaujolais, na França:
Beaujolais fica entre Borgonha e Cotes du Rhône. Trata-se de um percurso gastronômico que atravessa 12 regiões produtoras de vinho. Não é necessário gostar de vinho para visitar o local, pois a região é repleta de castelos, beleza física, cidades medievais e artesanato e possui uma gastronomia muito rica, além de muitos outros atrativos.
Em todo o mundo, esta pequena área francesa ficou famosa pela produção do Beaujolais Nouveau, vinho lançado com hora marcada, sempre em novembro, e para ser consumido de imediato.
Como chegar:
De avião até Paris e de carro até lá ou de avião de Paris a Lyon e depois de carro para Beaujolais.
Opções de acomodação:
São três as possibilidades de hospedagem na região: gîte, chambre d’hôtes e hotéis.
A expressão chambre d’hôtes significa, ao pé da letra, quarto de hóspedes: é um quarto com café da manhã numa casa de família por um preço bem em conta.
Os hotéis são poucos e caros e uma das melhores opções é o Château de Bagnols, um castelo do século XVIII que ainda conserva muitas de suas características originais. As tarifas variam entre 565 e 885 euros por noite em apartamento.
A terceira e última forma é o gîte, uma casa rural bem simples e confortável, com o menor preço dos três mas, certamente, a opção mais trabalhosa. Lá você arruma cama, lava pratos e faz outros afazeres domésticos.
O que esperar da região:
Formada por centenas de pequenos vilarejos compostos por uma igreja, um jardim e um pequeno centro comercial.
As maiores cidades são Beaujeu, capital histórica da região, e Viellefranche-sur-Saône, atual capital do distrito, com igual charme e encanto das outras.
Há quem diga que o lugar é o mais representativo da Velha França, com a vida simples do campo, a existência de excelentes vinhos e uma adorável gastronomia regional.
Depois, falei sobre a uva predominante em todo o território: a Gamay:
Ela reina no solo de argila arenoso da região e foi lá que ela encontrou o terroir perfeito para produzir um vinho fresco, vivaz, frutado e leve. A videira de Gamay tem uma vida muito longa, passando, normalmente, de 70 anos.
Os melhores vinhos saem geralmente do Haut Beaujolais. Nesta área se encontram demarcados 38 lugares que podem usar a denominação Beaujolais-Villages; seus vinhedos se encontram acima de 450 metros.
Perto desta região existem dez áreas especiais que podem usar seus próprios nomes nos rótulos - eles produzem os Beaujolais Cru.
Cada Cru tem uma característica distinta que os produtores exploram e expressam com o máximo de vigor que se permite. São eles:
Brouilly – o maior em termos de produção, com qualidade muito variada
Chénas – um pouco mais concentrados
Chiroubles – delicado, aromático e muito agradável
Côte de Brouilly – um pouco mais complexo e concentrado que o Brouilly
Fleurie – de médio corpo e aveludado
Juliénas – considerado por muitos o mais consistente e o melhor dos crus, pois produz vinhos ricos e encorpados
Morgon – em boas safras, é pleno e terroso
Régnié – são as aldeias mais recentes, de qualidade variada
Saint-Amour – suave, leve e de corpo médio, muito utilizado como presente no Dia dos Namorados
Falei também sobre as particularidades do Boujolais Nouveau. É um vinho com uma sazonalidade muito marcante, conhecido como “Sabor do Início do Outono”.
Um grande cuidado deve ser tomado para não fazer confusão: VINHO NOUVEAU NÃO É SIMPLESMENTE VINHO NOVO.
O Nouveau foi inventado quase por acaso, na França, em 1934, quando pesquisadores do Setor Agrícola estudavam uma forma de conservar os cachos de uvas frescas por um longo período de tempo. Entre os vários experimentos, havia um que deixava as uvas armazenadas em câmeras de dióxido de carbono. Depois de algum tempo, os grãos de uva ficavam com um gosto frisante e agradável, mas não podiam mais ser comercializadas como uvas frescas. Eles decidiram, então, espremer as uvas e produzir um vinho. Os primeiros produtores que vinificaram este vinho eram da região de Beaujolais, e foi ela que deu o nome à criação.
As características do Beaujolais Nouveau são: vinho fácil de beber, com pouco tanino, baixa acidez, baixo teor alcoólico e aroma bastante frutado.
Todo ano, na terceira quinta-feira do mês de novembro, a nova safra de Beaujolais Nouveau é lançada em todo o mundo com uma grande festa:
É normal encontrar cartazes na França e em outras partes do mundo com a frase "Le Beaujolais Nouveau est arrivé" ou "Le Nouveau est arrivé", que significa "O Beaujolais Nouveau chegou". Em várias cidades da França, pessoas esperam pela hora de saborear a taça do vinho que representa a nova colheita!
Depois falei sobre a versão italiana - o Vinho Novello - e as principais diferenças entre os dois.
Expliquei também a Maceração Carbônica, utilizada na produção destes vinhos:
Utilizei umas cubas para ilustrar a diferenças da Maceração dos vinhos tintos tradicionais e do Novello e do Nouveau:
Hora da Dica
O tema foi sobre a hora certa de consumir os vinhos que foram tema do Programa.
O Beaujolais Nouveau ou o Novello Italiano, produzidos por Maceração Carbônica, devem ser consumidos ainda jovens, no máximo, em até um ano da data da colheita.
O Boujolais Simples, que não é Nouveau e nem Village, deve ser consumido em um ano de safra. Já o Village pode ser consumido em até dois anos de safra.
Entre os Crus da Região podemos dividí-los em:
Os mais leves podem ser consumidos em até três anos de safra. São eles: Brouilly, Chiroubles, Côte de Brouilly, Régnié e o Saint-Amour.
Os de média estrutura podem ser consumidos em até quatro anos de safra. São eles: Chénas e Fleurie.
Os mais estruturados, Juliénas e Morgon, podem ser consumidos de cinco a sete anos de safra.
Harmonização
Os Boujolais mais leves vão bem com aves e pratos leves; já os mais estruturados vão bem com carne vermelha, guisados e queijos. No caso do Beaujolais Nouveau, o que vale é o espírito: beber um vinho despretensioso e descontraído. Por isso ele pode acompanhar qualquer tipo de prato salgado.
Quanto ao Novello Italiano, geralmente, ele deve ser acompanhado por pratos típicos de Outono, principalmente aqueles à base de castanha. Ele também pode ser servido com pizzas e pratos picantes.
Os guias especializados em harmonização recomendam a utilização do Novello ou Nouveau com sanduíches, pizzas, massas, sushi e pratos condimentados.
Saiba Mais
Eu apresento, ao vivo, o Programa Vinhos, na allTV, todas as segundas-feiras, das 11h às 12h.
Este episódio está disponível no OnDemand da allTV ou no Vimeo (http://www.vimeo.com/7519247)
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Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br
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Programa VINHOS na allTV - Segunda-feira (02-11-2009)
3 comentários Postado por Adriana Grasso às 10:08
Segunda-feira (02/11/09), o Programa Vinhos que apresento na allTV, foi especial e teve duas horas de duração, das 10h às 12h. Como era feriado, escolhi para o tema Enoturismo.
O primeiro lugar que mostrei foi o Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul:
Vale dos Vinhedos é uma região da Serra Gaúcha que fica entre os municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul. É ali que se concentra a maior produção de vinhos finos do Brasil.
Pela sua proximidade com Porto Alegre, pela sua cultura, pela sua história e pelo seu charme, com bons hotéis, pousadas e restaurantes, o Vale é um dos melhores destinos para Enoturismo no Brasil!
Várias vinícolas fazem visitas guiadas com degustação e venda dos produtos.
Existem boas opções para Enoturismo no Vale dos Vinhedos e arredores, como o Caminhos de Pedra, que procura resgatar a herança cultural dos colonos italianos, o roteiro dos Vinhos de Montanha, que inclui, entre outras, a Vinícola Aurora, e as Visitas Guiadas à Chandon, que fazem parte da Rota dos Espumantes.
Em seguida mostrei as opções de Turismo do Vinho na Região de Mendoza na Argentina:
A Argentina é o maior produtor de vinhos da América do Sul e também possui um alto consumo per capita (30 litros por ano).
A Argentina iniciou seu cultivo de uva no século XVI impulsionado pelos espanhóis, mas no país encontra-se uma grande variedade de uvas trazidas por imigrantes de outros países.
Sua fama vem, principalmente, dos vinhos produzidos pela Uva Malbec, que, possivelmente, encontrou seu terroir perfeito nas vinhas quentes e secas de Mendoza, a maior região vinícola da Argentina.
Os investidores estrangeiros estão presentes em várias vinícolas argentinas e ajudaram a impulsionar a exportação de vinhos para o resto do mundo.
Mostrei vídeos com visitas à Bodega Septima, Lagarde, Bodega Lopez e à Vina El Cerno, além de alguns pontos turísticos da região de Mendoza.
Saindo da Argentina, mostrei a Quinta do Portal, em Portugal, que está na lista dos dez melhores lugares destinos para Enoturismo da revista Forbes:
A Quinta do Portal é uma casa portuguesa, familiar e independente que abraçou com toda a paixão o conceito de "Boutique Winery", se dedicando à produção de vinhos DOC Douro, Vinhos do Porto de categorias especiais e Moscatel. A Quinta do Portal fica situada no Vale do Rio Pinhão, na estrada que liga Sabrosa ao Pinhão, a cerca de uma hora e meia de viagem desde o Porto. No Centro de Visitas, é possível adquirir vinhos, fazer degustações, evisitar as caves e o Centro de Vinificação... Ao mesmo tempo, é possível desfrutar as magníficas paisagens de vinhas do Vale do Pinhão.
Da Espanha, escolhi um vídeo da Ciudad del Vino, na Região de Rioja:
A Cidade do Vinho é um complexo composto pela antiga bodega, assim como um novo edifício desenhado pelo arquiteto canadense Frank O. Gehry. Nela se encontra um hotel, um spa de vinhoterapia, um restaurante e um centro de reuniões e convenções. É um château do século XXI, onde se pode desfrutar das diferentes experiências que o vinho oferece.
No Programa, também mostrei vídeos e dei sugestões de Enoturismo no Chile, Região de Conguaga e na Itália, Região da Toscana, do Alto Adige e do Piemonte.
Hora da Dica
Na dica do Programa, passei a lista publicada neste ano pela revista Forbes com os dez melhores lugares do mundo para Enoturismo:
1. Castello Banfi, Toscana (Itália)
2. Montes, Colchagua Valley (Chile)
3. Ken Forrester, Stellenbosch (Africa do Sul)
4. Fournier, Mendoza (Argentina)
5. Leeuwin Estate, Margaret River (Austrália)
6. Felton Road, Central Otago (Nova Zelandia)
7. Bodegas Ysios, Rioja (Espanha)
8. Quinta do Portal, Duero (Portugal)
9. Château Lynch-Bages, Bordeaux (França)
10. Peter Jakob Kuhn Oestrich, Rhein/Mosel (Alemanha)
Saiba Mais
Eu apresento, ao vivo, o Programa Vinhos, na allTV, todas as segundas-feiras, das 11h às 12h.
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O Tema do meu programa VINHOS de ontem, 26 de outubro de 2009, das 11h às 12h, na allTV, foi VINHOS FORTIFICADOS.
Falei, entre outros, sobre o Jerez e o Vinho do Porto.
A primeira questão discutida foi: O que são Vinhos Fortificados?
Vinhos Fortificados são aqueles que receberam uma quantidade de álcool em algum estágio da produção, desta forma o teor alcoólico é mais alto que o normal e varia entre 16 a 24%.
O momento que o álcool é adicionado ao vinho determina se ele será seco ou suave. Se eles forem fortificados durante a fermentação, eles serão suaves, porque o álcool interrompe a fermentação deixando no vinho o açúcar natural da uva, não fermentado. Quando fortificados após a fermentação, os vinhos serão secos.
Muitos dos vinhos consumidos antes do jantar, como aperitivo, ou após o jantar, como vinho de sobremesa são vinhos fortificados.
Sobre o Jerez
O Jerez, espanhol, é um vinho fortificado típico da região de Andaluzia, no sudeste da Espanha.
O nome veio de uma das cidades da região, chamada Jerez de la Frontera, onde se concentravam vários produtores deste tipo de vinho. Outras cidades importantes produtoras de Jerez são: Puerto de Santa Maria e Sanlucar de Barrameda.
O Jerez é produzido principalmente com Uva branca Palomino. Esta uva se dá bem no tipo de solo encontrado nesta região, cheio de calcário, e é um fracasso para a fabricação de vinho de mesa, porque produz vinhos neutros e de baixa acidez.
Todo Jerez é fortificado com álcool após a fermentação.
Os tipos básicos são:
Fino: leve e muito seco – fortificado até alcançar 15,5% de álcool
Oloroso: rico, pleno e seco – fortificado até alcançar 18% de álcool
No tipo Fino, um levedo chamado flor cresce espontaneamente e cobre toda a superfície do vinho impedindo a oxidação. A flor não se desenvolve nos vinhos Olorosos, devido ao seu alto teor alcoólico, e eles acabam ficando expostos ao oxigênio a medida que envelhecem, ganhando novas características e coloração.
O Jerez é envelhecido em tonéis de madeira utilizando-se o MÉTODO SOLERAS:
O método consiste em colocar uma série de barris de madeira empilhados em diversos planos, todos contendo o mesmo vinho, mas de safras distintas. Os barris das partes mais altas, onde ficam os vinhos mais jovens, são chamados de criaderas, e os das partes mais baixas, onde ficam os mais velhos, de soleras.
Quando o produtor decide engarrafar o vinho para venda, ele retira uma pequena parte do conteúdo dos barris que estão na soleras.
Para completá-los, ele preenche o que foi retirado com o vinho da fileira acima (que continha a safra menos velha) e o processo se repete em todas as fileiras até chegar aos barris das criaderas.
Durante todo este processo, para os Jerez que serão do tipo Oloroso, uma quantidade de água evapora, aumentando o teor alcoólico do vinho. Alguns Olorosos envelhecidos mais de 10 anos podem alcançar 24% de teor alcoólico - lembrando que após a fortificação ele tinha apenas 18%.
Harmonização:
O Jerez Fino é ideal para acompanhar amêndoas, azeitonas e todos os tipos de frutos do mar.
O Jerez Oloroso vai bem com nozes, azeitonas e queijos duros.
Importante:
O autentico Jerez é produzido somente na região de Andaluzia, na Espanha e traz no rótulo o nome oficial Jerez-Xerez-Sherry (Espanhol, Francês e Inglês).
Vídeo:
No Vimeo, está disponível um vídeo de 4:46 minutos falando sobre uma das bodegas produtoras de Jerez: http://www.vimeo.com/7247978
Sobre o Vinho do Porto
O Porto é considerado o melhor vinho tinto licoroso do mundo.
Os Ingleses descobriram o Porto em uma das tantas guerras entre Inglaterra e França, quando eles não podiam comprar vinhos franceses eles recorreram a Portugal. Para garantir a estabilidade do vinho português durante o transporte, adicionava-se uma pequena quantidade de conhaque ao vinho pronto. A primeira casa de vinho do Porto inglesa estabeleceu-se na cidade do Porto em 1670, depois vieram diversas outras.
Embora o vinho tenha recebido o nome da cidade do Porto, situada onde o Rio Douro deságua no Oceano Atlântico, suas vinhas ficam no Vale do Douro.
A maioria dos vinhos do Porto viaja do vale do Douro até o litoral após a fermentação e fortificação. O envelhecimento se dá nos depósitos de Vila Nova de Gaia, nos arredores da cidade do Porto. De lá o vinho é transportado para o resto do mundo.
Ele pode ser produzido com uma grande variedade de uvas, as mais utilizadas são as nativas portuguesas como: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Barroca e Tinto Cão.
Existem muitos estilos diferentes de Vinho do Porto - tudo vai depender do vinho base, quanto tempo envelheceu na madeira, quanto tempo envelheceu na garrafa, se o vinho é de um único ano ou mistura de vários anos.
Os principais estilos são:
Porto Ruby: estilo jovem e sem safra determinada, é envelhecido na madeira durante uns 3 anos. Frutado simples e mais barato, é o tipo de posto mais vendido.
Porto Tawny: de cor vermelho granada ou marrom avermelhado. Os melhores Tawny são vinhos de boa qualidade que passaram por longos períodos de envelhecimento em madeira e trazem no rótulo a indicação da idade – 10, 20, 30 ou 40 anos (esta é a idade média dos vinhos que participaram da mistura).
Porto Colheita: é um Tawny de safra única, que envelheceu durante anos em barris de madeira. Isto é, é um vinho de um único ano, não uma mistura como os outros.
Porto Vintage: é um vinho de um único ano, feito com as misturas das melhores vinhas. É engarrafado depois de dois anos e envelhece por muito tempo na garrafa. Um Porto Vintage geralmente está pronto para beber cerca de 20 anos após a safra.
Harmonização:
Os complementos clássicos do vinho do porto são nozes e queijos envelhecidos, como gorgonzola e roquefort.
Também acompanha bolo ou sobremesas de chocolate.
O Porto Tawny é perfeito para acompanhar doce a base de gemas de ovos.
Vídeo:
No Vimeo, está disponível um vídeo de 7:21 minutos falando sobre o Vinho do Porto: http://www.vimeo.com/7251998
A DICA DO PROGRAMA DE ONTEM FOI SOBRE O TEMPO QUE PODEMOS CONSERVAR, DEPOIS DE ABERTA, UMA GARRAFA DE VINHO FORTIFICADO:
O Jerez Fino pode ser conservado depois de aberto, até 2 dias na geladeira.
O Jerez Oloroso pode envelhecer algumas semanas depois de aberto, porque já oxidaram durante o processo de amadurecimento.
Todos os Vinhos do Porto, exceto o Ruby e os Brancos, podem ser conservados por algumas semanas depois de aberto.
Autora: Adriana Grasso
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O tema de hoje do meu programa VINHOS, na allTV, foi a região do italiana do Piemonte.
O horário normal é das 11h às 12h, mas por causa do feriado, apresentei 2 horas de programa.
Pode parecer estranho usar tanto tempo para falar sobre uma única região, mas a diversidade de vinhos do Piemonte é tão grande, que deu para ficar somente nos mais conhecidos.
O piemonte é cercado por montanhas, ao Norte, os Alpes o separam da Suiça e da França e ao sul, os Montes Apeninos, o separam da Região da Liguria.
O Rio Pó atravessa o Piemonte e é utilizado em muitos pontos para a produção de arroz. Os lugares cortados pelo rio são conhecidos como Valle do Pó e a capital da Região, Torino, está situada no centro deste vale.
Com tantas montanhas e vales, sobra só 30% do território para o cultivo de vinhedos, e eles se concentram nos arredores de Alba, Roero, Asti, Alessandria e nas colinas do Langhe e de Monferrato.
O clima predominante é continental, com invernos rigorosos e verões secos. O Outono é marcado por muita neblina, característica extremamente benéfica para a uva mais famosa da Região, a Nebbiolo, que tem amadurecimento tardio.
Durante o programa, mostrei vídeos das principais regiões produtoras de vinho do piemonte: Langhe, Barolo, Marbaresco, Monferrato, Acqui, Gavi. Acho muito importante, para entender o vinho produzido, conhecer, ou ter uma idéia do local onde as uvas nascem...
Falei sobre os vinhos Grignolino, Barbera, Barolo, Barbaresco, Dolcetto e Gavi di Gavi dei dicas de harmonização para cada um. Descrevi a característica de algumas uvas da região, como Cortese, Nebbiolo, Barbera, Dolcetto, Arneis, Grignolino, Erbaluce.
Para quem quiser rever o programa, basta selecionar a opção On Demand, do site da allTV, www.alltv.com.br, em Listar por Programas, optar por VINHOS e clicar no botão Filtrar.
Outra opção, é assistir diretamente no VIMEO, http://vimeo.com/7042907
Uma boa semana a todos,
Adriana Grasso
Marcadores: adriana grasso, allTV, Piemonte, programa, vinho italiano, vinhos
Degustar é beber com atenção.
Uma avaliação correta de um vinho deve levar em conta três aspectos fundamentais: exame visual, exame olfativo e exame gustativo.
Exame Visual
Olhe o vinho, analise se existe algo errado com sua cor...
Exame Olfativo
Avalie e identifique os aromas (flores, frutas, madeira...), pois bons vinhos mudam de aroma com o passar dos minutos.
Alguns odores não são aceitáveis, como: vinagre (sinal de presença de Ácido Acético), rolha e ovo podre (característico do Ácido Sulfídrico).
Exame Gustativo
Coloque uma quantidade de vinho na boca e, sem engolir, sorva o ar, misture tudo, respire, engula e expire. Identifique em quais pontos da sua boca o vinho foi sentido e a duração do gosto.
Curiosidade
O tanino está associado principalmente ao vinho tinto e é reconhecido pela sensação de boca seca. A acidez está associada a vinhos tintos e brancos e é reconhecida pela sensação de boca salivando.
Vídeo
Está disponível no meu canal do YouTube parte de uma entrevista para a TV Ideal, com duração de 2 minutos e 48 segundos, onde explico como degustar um vinho:
http://br.youtube.com/watch?v=HYr6d8-4B8U
Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br
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