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Cada país da Europa tem uma forma para regulamentar a nomenclatura de seus vinhos, geralmente baseada na região produtora. A Itália oficializou esse controle em 1963, num sistema de lei chamado Denominação de Origem Controlada – mais conhecido por sua abreviatura, DOC.

Dessas regulamentações constam, entre outras coisas, a delimitação geográfica; a quantidade máxima de produção por hectares e a porcentagem de cada tipo de uva utilizada. Na época em que foram criadas, os vinhos italianos da região da Toscana estavam com a imagem deteriorada, principalmente fora da Itália.

Esse problema surgiu da junção de fatores como a queda do preço dos vinhos no mercado e a própria introdução dessas regulamentações, que ao invés de ajudar, acabaram atrapalhando, pois usavam regras defasadas; limitavam os tipos de uvas utilizadas e estabeleciam rendimentos por hectares mais voltados à garantia da quantidade do que da qualidade. Outro problema importante era a falta de pesquisas consistentes para determinar os clones de uvas adequados para cada região.

Tudo isso fez com que os vinhos toscanos entrassem em profunda crise, mas esse cenário acabou mudando graças ao trabalho de algumas pessoas que muito antes do surgimento desses problemas já trabalhavam na direção oposta. Entre eles, podemos citar um apaixonado por vinhos franceses, o italiano Mario Incisa della Rochetta.

Mario não percorreu uma estrada fácil até conseguir êxito com seus vinhos. Seu trabalho teve início quando era estudante de agronomia e resolveu implantar, na propriedade de sua família, na região de Bolgheri, na Toscana, uvas para a produção de vinhos estilo bordolês, isto é, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc.

Na época pareceu muito estranha essa decisão, pois a região era muito próxima do mar. Os vinhos produzidos por ele entre 1948 e 1960 ficaram restritos ao consumo local e foram duramente criticados por serem extremamente austeros.

Sem se deixar abater pelas opiniões contrárias, Mario continuou pesquisando e aprimorando seus vinhos. A cada safra, guardava algumas garrafas em sua cantina e percebeu que os vinhos melhoravam depois de um período de envelhecimento.

Em 1965, plantou novos vinhedos em uma área da propriedade com solo e microclima muito parecidos com os da região francesa de Graves, em Bordeaux. O nome escolhido para o vinho produzido a partir desses vinhedos foi Sassicaia.

A partir da primeira safra do Sassicaia, em 1968, Mario decidiu reformular a cantina e introduziu o uso de barris de carvalho franceses para o envelhecimento do vinho. Todo este esforço foi recompensado e o Sassicaia teve reconhecimento mundial.

O primeiro a compreender sua importância foi o crítico de vinhos Luigi Veronelli, em 1974. Em 1978, a revista inglesa Decanter classificou o Sassicaia da safra de 1972 como o melhor de uma elite de grandes vinhos produzidos com uva Cabernet Sauvignon. Em 1982, o Pocket Wine Book definiu o Sassicaia como o melhor vinho italiano e a Associação Vinarius o elegeu como o melhor vinho do ano.

O Sassicaia só ganhou uma regulamentação DOC do governo italiano em meados dos anos 1990. Antes disso, não tinha uma classificação específica, pois fugia dos padrões dos vinhos produzidos na região da Toscana, e foi vendido por muito tempo como “Vino da Tavola”.

Para não chamá-lo dessa forma, o mercado internacional criou um apelido para esse tipo de vinho. Nascia assim o título de Super Toscano. O Sassicaia pode ser considerado o primeiro vinho Super Toscano.

A sua coroação veio ao receber status de primeiro cru italiano e ganhar uma Denominação de Origem Controlada só para ele. É o único caso em que o governo italiano regulamentou um vinho produzido por vinhedo pertencente a um produtor, que, no caso, é o Sassicaia, da Tenuta San Guido.

Apesar da sua fama internacional, o Sassicaia não pode ser considerado um vinho típico italiano, pois na sua produção não são utilizadas uvas nativas da Itália. As suas características são muito similares aos vinhos franceses da região de Bordeaux, com 85% de Uva Cabernet Sauvignon e 15% de Uva Cabernet Franc, mas ele é apontado, por muitos críticos, como um dos melhores vinhos Italianos.

Saiba Mais

As melhores safras dos últimos anos: 1978, 1985, 1988, 1990, 1995, 1997 e 2004.


No programa VINHOS, por Adriana Grasso, do dia 27/05/2010, na allTV, a apresentadora Adriana Grasso falou sobre Enoturismo na Toscana e os vinhos Brunello di Montalcino e Vino Nobile di Montepulciano.
Para conferir como foi o programa, assista o vídeo abaixo ou acesse diretamente o site da allTV: http://www.alltv.com.br/ondemand.php?idond=6272


Champagne é ótima para os dias de verão, mas também é uma bebida cheia de particularidades. Como ela foi tema do meu programa “Vinhos” na allTV no dia 07/12/2009, resolvi fazer uma postagem sobre o que foi discutido sobre esta maravilhosa bebida durante o programa...















No programa da allTV dedicado ao Champagne mostrei como este espumante típico da Região Champagne, na França, é produzido, suas características, as diferenças para os outros espumantes, como harmonizá-lo e na “Hora da Dica” mostrei a taça correta para servi-lo e a quantidade de bebida que deve ser colocada na taça.

Segue abaixo um resumo do programa:

Champagne é um vinho espumante único, que só pode ser feito em uma região do mundo, a Região de Champagne na França, que fica a 145 quilômetros a nordeste de Paris, um lugar de clima muito frio, mas que produz o melhor vinho espumante do mundo.














Os vinhedos da Região de Champagne ocupam aproximadamente 75.000 acres e estão distribuídos em 321 vilas; 75% deles estão localizados em uma zona chamada Marne e a maioria das “Casas de Champagne”, nome dado aos produtores desta bebida, ficam nas cidades de Rheims, Épernay e Aÿ. Elas ficam a uma distância de 24 quilômetros uma das outras.

A pequena cidade de Rheims, com aproximadamente 180.000 habitantes, é a capital da Região de Champagne. Nela estão localizadas 15 importantes “Casas de Champagne”.

Épernay, uma pequena cidade com 25 produtores de Champagne, onde quase todos os habitantes do local vivem em função da fabricação desta bebida.

Aÿ, localizada a leste de Épernay, é uma menor das 3 cidades citadas e abriga 9 casas produtoras, incluindo a famosa Bollinger.

Os fatores que tornam a Região de Champagne tão especial são:
. O clima frio - a temperatura média anual é de 10º C e as uvas mal amadurecem completamente na maioria dos anos e acabam retendo muita acidez. Champagne é uma das regiões vinícolas mais ao norte do hemisfério norte (perdendo somente para 2 pequenas cidades na Alemanha). As condições climáticas da região estão longe do ideal para a produção de vinhos tranqüilos, mas são perfeitas para vinhos espumantes, pois estes necessitam de uvas com boas taxas de acidez;

. O solo calcário - o solo na região de Champagne é muito especial; eras atrás, o local era coberto pelo mar, deixando vastos depósitos de conchas. Este tipo de solo é ideal para a drenagem da água, um elemento muito importante para as videiras;

. A quantidade e a diversidade de vinhedos - as 321 vilas de Região possuem vinhedos com diferentes características, e todos são usados para a produção dos vinhos que farão parte da composição do bland do Champagne. É a mistura de todos estes diferentes tipos de vinhos, em alguns casos 50 ou mais, que contribuem para a maravilhosa complexidade de aromas que você encontra no Champagne;

. As frias e profundas adegas de calcário onde o Champagne envelhece - as adegas naturais de solo calcário propiciam um ambiente perfeito para o envelhecimento dos vinhos. Isso faz com que a segunda fermentação seja muito lenta, o que ocasionará a ocorrência de pequenas e maravilhosas borbulhas de Champagne;

. Trezentos anos de experiência que a região tem em produzir vinhos espumantes.

No Champagne só podem ser utilizadas três tipos de uvas: Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier; a Pinot Noir oferece corpo, estrutura e longetividade à mistura; a Chardonnay, oferece delicadeza, frescor e elegância; e a Pinot Meunier proporciona precocidade, aroma floral e de frutas.
A mistura típica é composta de 2/3 de Uvas tintas, Pinot Noir e Pinot Meunier e 1/3 de Uvas brancas Chardonnay. Entram na mistura vinhos de 3 ou mais safras provenientes de 30 a 40 vilas.

A mistura do vinho de base garante o estilo de cada casa.

Por exemplo, uma casa pode ter como características: elegância e delicadeza, enquanto outra pode optar por aroma de frutas, e outra por corpo e longevidade.

O período mínimo definido por lei para a duração da segunda fermentação é de 15 meses, mas o envelhecimento suplementar realça o sabor e a complexidade da bebida.
Existem no mercado os seguintes estilos de Champagne:

. Sem Safra (Non Vintage) - conhecida como Champagne Clássica. É o tipo de Champagne mais comum e é produzida a partir de uma mistura de vinhos de diferentes anos, por este motivo não tem safra especificada na garrafa. Custam geralmente, entre 200 e 450 reais.

.  Safrada (Vintage) - são produzidas a partir de uvas de um único ano, que muitas vezes, foi superior aos outros em termos de qualidade, e por este motivo, não necessita da mistura de vinhos de vários anos para sua produção. Ele vem com a safra especificada na garrafa. Custam geralmente, entre 450 e 600 reais.

. Prestige Cuvée - quase todas as casas de Champagne produzem uma linha especial com o melhor produto da casa – o Prestige Cuvée. Alguns produtores possuem dois tipos de prestige cuvée – branco e rose. Elas são consideradas especiais e melhores que os outros tipos porque suas bolhas são geralmente mais finas e delicadas que as outras do mesmo produtor; o aroma e o sabor são mais intensos, mais complexos e elegantes; o retrogosto é mais longo que o normal. Elas são produzidas com as melhores uvas, dos melhores vinhedos e a segunda fermentação dura de 5 a 8 anos e geralmente são produzidas a partir de vinhos de uma única safra, mas isso não é regra. São as Champagne mais caras, elas custam geralmente entre 700 e 1000 reais. Algumas Prestige Cuvée de produtores famosos são: Moët e Chandon Cuvée Dom Perrignon (a cuvée mais vendida no mundo), Krug Grande Cuvée, Veuve Clicquot La Grande Dame, Pol Roger Cuvée Sir Wiston Chirchill, Pomery Louise e Louis Roederer Cistal.
 
. Blanc de Blanc - Champagne branca produzida somente com Uvas Chardonnay.

. Blanc de Noir - Champagne branca produzida a partir de uma ou duas uvas tintas vinificadas em branco – Pinot Noir e Pinot Meunier.

. Rose - Champagne Rose, produzida geralmente com uvas Chardonnay e Pinot Noir.

Dependendo da quantidade final de açúcar no Champagne, ele poderá ser classificado como:

. Extra-Brut – residual de açúcar entre 0-6 g/l;
. Brut – residual de açúcar entre 0-15 g/l;
. Extra Dry ou Extra Sec - residual de açúcar entre 12-20 g/l;
. Dry - residual de açúcar entre 17-35 g/l;
. Demi-Sec - residual de açúcar entre 35-50 g/l;
. Doce – mais de 50 g/l de residual de açúcar;

Cada “Casa de Champagne” possui um estilo próprio, que pode ser dividido da seguinte forma:

. Produtores que geram Champagnes leves e elegante e pouco encorpadas: Mumm, Perrier-Jouët, Pommery, Taittinger.

. Produtores que geram Champagnes de corpo médio são: Moët & Chandom, Pol Roger.

. Alguns produtores que geram Champagnes encorpadas são: Bollinger, Krug, Louis Roederer (Champagne Cristal), Veuve Clicquot Ponsardin.

No final do programa, mostrei um vídeo com o processo completo de produção do Champagne. Ele está disponível no meu canal no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=wWMjeWDuI90 e tem a duração de três minutos e cinco segundos.

Gewürztraminer - Alto Adige

A Uva Gewürztraminer é especial sob muitos aspectos. A sua presença nos vinhos é facilmente reconhecida devido às suas características aromáticas. É capaz de produzir vinhos brancos de grande estrutura e cor amarelo-dourado e aroma muito intenso, frutado, floral e herbáceo, com notas de frutas tropicais, rosa, flores de acácia e especiarias. O gosto exprime um bom equilíbrio com base em suas notas frescas e minerais.
Devido a estas características, é necessário muito cuidado com sua vinificação para não gerar um vinho exageradamente aromático. Desta forma, produzir um bom vinho Gewürztraminer é uma arte reservada para poucos produtores...
Acredita-se que a Uva Gewürztraminer deriva da Traminer, originária da Região de Termeno, no Tirol. Hoje ela pode ser considerada internacional - encontramos vinhos produzidos com ela em vários países. Os mais famosos são os da Alsácia, na França, do Alto Adige, na Itália, e os do Reno, na Alemanha.



Características
Uvas utilizadas: Gewürztraminer (85% - 100%)
Vinho branco com cor que vai de amarelo-palha a dourado. Aroma intenso de flores, frutas brancas e especiarias.
O sabor é pleno e seco. Existe uma versão “abboccato”, semi-doce.
Geralmente, apresenta baixo teor alcoólico (11,5%).
Deve ser consumido preferencialmente jovem, de dois a quatro anos da safra.

Cuidado!
Observe que há alguma confusão entre o uso dos nomes Traminer e Gewürztraminer: embora sejam duas uvas distintas, Gewürztraminer, muitas vezes, é definida, na Itália, pelo nome Traminer Aromático.

Saiba Mais
Existem os seguintes DOCs regulamentados para a Uva Gewürztraminer na Região do Alto Adige, na Itália: Gewürztraminer dell'Alto Adige, Alto Adige Valle Isarco Gewürztraminer, Alto Adige Val Venosta Gewürztraminer.

Mosaico de Fotos da Região do Alto Adige



Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br

O Ruchè Castagnole Monferrato está entre os últimos vinhos a receber reconhecimento DOC na Região d Piemonte.
A qualidade deste nobre vinho deverá colocá-lo, em breve, na lista dos melhores vinhos do Piemonte.
A Uva Ruchè amadurece em meados de setembro, dependendo das condições climáticas, e há uma tendência para uma colheita tardia a fim de garantir um maior equilíbrio entre o teor alcoólico e a acidez dos vinhos produzidos.



Características
Uvas utilizadas: Ruchè (90-100%)
Vinho tinto de cor vermelha rubi clara com reflexos roxos e alaranjados. Aroma intenso, persistente e frutado.
O sabor harmonioso, ligeiramente tânico, com níveis de acidez e álcool bem equilibrados.
Teor alcoólico baixo (12%).
Deve ser consumido jovem, geralmente, em até quatro anos da safra.

Sobre a Uva Ruchè
Ruchè é uma das variedades de uvas autóctones mais raras dentre as cultivadas na Região de Monferrato, no Piemonte.
Deriva, provavelmente, de uma videira trazida de Bologna por monges e plantadas vizinhas ao Monastério de San Rocco, que hoje não existe mais.
Os terrenos calcários, seco e com elevada exposição solar garantem um vinho de alta qualidade, mas de produção limitada.
No passado, o vinho produzido com Uvas Ruchè era para consumo familiar, mas devido a sua originalidade, está fazendo muito sucesso fora da Região de produção e também no exterior.

Saiba Mais
O vinho Ruchè é produzido em duas versões: seco e doce. O primeiro é adequado para acompanhar assados, carnes de caça e queijos; a versão doce é mais aconselhada como vinho de sobremesa.
O Ruchè di Castagnole Monferrato conseguiu reconhecimento DOC em 1987.

Mosaico de Fotos da Região



Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br

O vinho tinto leva o nome do Lago di Caldaro, que fica na Província de Bolzano, Alto Adige, embora sua área de produção se estenda a algumas cidades da Província de Trentino. A vocação desta Região para a Vinicultura tem raízes antigas: algumas descobertas arqueológicas provaram que a uva era cultivada neste local muito antes da chegada dos romanos.



Características
Uvas utilizadas: Schiava (85-100%), Pinot Nerot e/ou Langrein (0-15%);
Vinho tinto de cor vermelha rubi clara. Aroma delicado, agradável e característico.
O sabor é leve, seco e com toques amendoados.
Teor alcoólico baixo (12%).
Deve ser consumido jovem, geralmente, em até três anos da safra.

Sobre a Uva Schiava
Mais que uma videira, seria apropriado falar de um grupo de variedade de videiras das quais fazem parte a Schiava Gentile, a Schiava Grossa e a Schiava Grigia.
A Uva Schiava tem origem antiga - existem menções de sua existência em óperas datadas de 1300.
Seu nome deve derivar do tipo de cultivo das plantas, que sempre recebia uma podadura muito severa a fim de obter vinhos de qualidade superior, daí o nome Schiava (escrava).
Ela produz vinhos de cor vermelho rubi, com aroma frutado e característico, sabor suave e ligeiras notas de amêndoa.

Saiba Mais
O vinho tinto Lago di Caldaro possui classificação DOC desde 1993.
Ele também é conhecido como Kalterersee.
O Caldaro DOC é um vinho muito bom para acompanhar as refeições. Ele também é produzido nas tipologias:
. Scelto - com um teor alcoólico mínimo de 11,5 graus
. Classico - se for proveniente de uma área específica delimitada pelas regras de produção
. Classico Superiore - quando submetidos a envelhecimento

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Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br

A Uva Tintilia produz um vinho tinto único em suas características, original e agradável.
Ela vem de um vinhedo de baixa produtividade e quase desapareceu quando os produtores da região decidiram trocá-la por vinhedos mais rentáveis. Atualmente, graças ao movimento de redescoberta das variedades nativas, que acontece em toda a Itália, ela está ganhando importância e reconhecimento.



Características
Uvas utilizadas: Tintilia (85-100%);
Vinho tinto de cor vermelha rubi intensa com reflexos violetas. Aroma de frutas do bosque, alcaçuz e baunilha.
O sabor é seco e ligeiramente tânico.
Teor alcoólico elevado (13-14%).
Pose ser consumido, geralmente, em até dez anos da safra.

Sobre a Uva Tintilia
A Tintilia é uma uva autóctone que representa muito bem a região de Molise. Ela está presente na história cotidiana da região há muitos séculos.
A Uva Tintilia é altamente corante e produz vinhos relativamente tânicos.
Seus vinhedos começaram a ser abandonados após a II Guerra Mundial e foram quase extintos. Em 1998 representavam somente 2% dos vinhedos da região.
Elas, geralmente, são vinificadas em pureza e hoje, graças ao reconhecimento DOC do Vinho Molise Tintilia Riserva, espera-se elevar a produção desta Uva a níveis mais significativos.

Saiba Mais
O Vinho Molise Tintilia Riserva possui reconhecimento DOC desde 1998.

Mosaico de Fotos da Região



Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br

Para a introdução dos espumantes produzidos na região de Franciacorta, na Lombardia, fiz uma pesquisa sobre relatos históricos e encontrei algumas notícias interessantes.
Existe um texto impresso em 1570, sob autoria do medico Gerolamo Conforti, com o título di "Libellus de Vino Mordaci" onde ele fala da existência de um vinho cheio de borbulhas produzido na região de Brescia, na Itália, e isto vem muito tempo antes do aparecimento do Champagne na França.
Achei interessante encontrar notícias que esta região já tinha vocação para a produção de espumante há tanto tempo atrás, mas seu "boom" realmente aconteceu nos últimos quarenta anos.



Características
Uvas utilizadas: Chardonnay e/ou Pinot Bianco e/ou Pinot Nero (100%).
Vinho espumante branco seco de cor amarela palha com reflexos dourados e esverdeados. Seu aroma é típico dos vinhos fermentados em garrafa, fino, amplo e complexo.
O sabor é fresco, seco e equilibrado.
Costuma apresentar teor alcoólico baixo (12 %).
Pode ser consumido depois de um período de envelhecimento.

Tipologia
Franciacorta é feito com o método clássico e os tempos de produção são muito longos. A segunda fermentação, que acontece na garrafa, começa sete meses após a colheita, quando os vinhos produzidos são misturados com outros para formar o vinho base.
O período que o vinho passa pela segunda fermentação e algumas particularidades vão determinar o tipo de Franciacorta:
- Franciacorta non Millesimato: mínimo dezoito meses de fermentação na garrafa antes de ser colocado à venda
- Satèn non Millesimati: vinte e quatro meses de fermentação na garrafa e não há adição de açúcar no final do processo. O Satèn é produzido usando somente Uvas brancas: Chardonnay e Pinot Bianco
- Rosé non Millesimati: vinte e quatro meses de fermentação na garrafa e é obrigatório o uso da uva Pinot Nero
- Franciacorta Millesimati: pelo menos trinta meses de fermentação na garrafa e todos os vinhos usados para formar o vinho base pertencem à mesma safra
- Franciacorta Riserva: no mínimo sessenta meses de fermentação na garrafa

Saiba Mais
Franciacorta possui reconhecimento DOC desde 1967 e ganhou status de DOCG em 1995.

Importante
Nesta postagem relatei notícias sobre a produção de algum tipo de vinho espumante na Lombardia, antes do surgimento do Champagne na França.
Só mencionei este fato por questão de curiosidade.
A França merece todos os méritos pelo trabalho que fez e que vem fazendo nos últimos trezentos anos para aprimorar e aperfeiçoar a bebida.
Todo este esforço incessante tem seu valor e o resultado é que Champagne é ÚNICO e não só o melhor espumante do mundo, mas um dos "MELHORES VINHOS DO MUNDO".

Vídeo
Está disponível no meu canal do YouTube um vídeo, obtido no "Consorzio per La Tutela del Franciacorta", mostrando o processo de produção do Franciacorta, com duração de três minutos e dezessete segundos:
http://www.youtube.com/watch?v=TrgVZidyTtM

Mosaico de Fotos da Região de Franciacorta



Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br

Este vinho espumante doce, único no seu gênero, deriva da vinificação da Uva Moscato Bianco e seu maior centro de produção está na cidade de Canelli (Asti) no Piemonte.



Características
Uvas utilizadas: Moscato Bianco (100%).
Vinho espumante branco de cor amarela claro e aroma intenso.
Sabor doce e equilibrado.
Costuma apresentar teor alcoólico baixo (7,5 %).
Deve ser consumido muito jovem, de preferência de seis a oito meses.

Processo de Produção



A maioria dos vinhos Asti Spumante é feita utilizando o Método Charmat.
A grande diferença para os outros espumantes que usam este método está na segunda fermentação. Enquanto a maioria é feita a partir de um vinho branco seco, adicionando-se sacarose, o Asti é produzido de um vinho branco de Uvas Moscato Bianco, com praticamente metade do açúcar original da fruta para ser fermentado.
Como o vinho base para a re-fermentação já possui teor de açúcar natural, adiciona-se somente o levedo.
Para produzir um vinho doce e espumante, a segunda fermentação, é interrompida quando existe uma quantidade suficiente de CO2, mas com um residual de açúcar natural ainda elevado.
No final do processo, o Asti Spumante apresenta um teor alcoólico entre 7,5 e 9º e um teor de açúcar entre 7,5 e 9%.

Saiba Mais
O Asti Spumante possui DOCG desde 1967.
Na produção de espumantes aromáticos não é permitida a adição de xarope de dosagem e o teor alcoólico mínimo é de 6%.

Mosaico de Fotos da Região de Asti



Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br

O Método Charmat permite obter vinho espumante, tanto doce quanto seco, num período muito curto, mínimo de trinta dias, mas em geral de quatro a seis meses.
A rapidez do processo gera espumantes frutados, com as características das uvas que o originaram.
Para acelerar a produção o e reduzir os custos elevados, devido às numerosas manipulações necessárias pelo Método Clássico (ou Champenoise), o italiano Federico Martinotti, teve a idéia de realizar a segunda fermentação em um grande recipiente fechado no lugar das garrafas.
A solução provou ser válida e o engenheiro francês, Eugene Charmat, construiu e patenteou, por volta de 1910, a primeira autoclave que tornava possível a realização do processo idealizado por Martinotti.

Sobre o Processo



O vinho recém produzido pode ser misturado com o de safras anteriores para formar o vinho base. Acrescenta-se a ele açúcar e levedos e tudo é colocado em uma autoclave fechada e com temperatura controlada. Lá dentro, inicia-se a segunda fermentação que pode levar, em média, de um a seis meses. Como a autoclave é hermeticamente fechada, o processo irá gerar ácido carbônico, responsável pelas bolhas, sedimentos e álcool.
Os resíduos acumulados nesta re-fermentação são eliminados por uma filtragem isobárica que antecede o engarrafamento do espumante.

Dependendo da quantidade final de açúcar no espumante, ele poderá ser classificado como:

EXTRA BRUT - menos de 6 g/l
BRUT - menos de 15 g/l
EXTRA DRY - de 12 a 20 g/l
DRY - de 17 a 25 g/l

Saiba Mais
Na Itália existem vários espumantes famosos produzidos com o método charmat, como o Moscato e o Prosecco.

Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br


O Método Clássico consiste em transformar um vinho branco em espumante diretamente na garrafa. O Método Champenoise utiliza o mesmo procedimento, mas o termo é usado somente para a produção do Champagne.

Sobre o Processo



Ao vinho base, que pode ser a mistura de um ou mais tipos de vinhos de safras distintas, mistura-se açúcar e levedos selecionados que consigam iniciar uma segunda fermentação na garrafa.
O vinho contendo esta mistura é engarrafado e vedado com uma tampa metálica especial.



Ele fica fermentando lentamente na cantina por um período que varia, geralmente, entre dois e três anos, na posição inclinada para baixo.



As garrafas são agitadas e rodadas periodicamente de forma a conduzir todos os resíduos em direção a tampa.



O vinho refermentado apresentará um índice alcoólico 1,2 % vol maior que o do vinho base e o dióxido de carbono sob a forma de ácido carbônico (as famosas bolhas).
Graças a ação dos levedos nesta fase, o vinho espumante ganhará aromas de casca de pão.
No final do período da segunda fermentação na garrafa, os resíduos acumulados perto da tampa da garrafa serão congelados de modo que quando ela for retirada, eles sairão junto.



A garrafa é então preenchida com o licor de expedição, formado por vinho de altíssima qualidade, acquavite e sacarose.
Em seguida ela é fechada com uma rolha especial, em forma de cogumelo, e uma cápsula protetora de metal.



Dependendo da quantidade final de açúcar no espumante, ele poderá ser classificado como:

Pas dose - menos de 1 g/l
Brut nature – menos de 3 g/l
Extra Brut – menos de 6 g/l
Brut – menos de 15 g/l
Extra Dry – entre 12 e 20 g/l
Dry, Sec ou Secco – entre 18 e 35 g/l
Dem-sec ou Abboccato – entre 33 e 50 g/l
Doux ou Dolce – mais de 50 g/l

Curiosidades
Falam que a garrafa de espumante do método clássico é tocada mais de cem vezes antes de estar pronta para o processo de engarrafamento.
Existem máquinas que fazem o trabalho dos remueurs.



Elas facilitam e barateiam o processo de produção.

Saiba mais
Na Itália existem vários espumantes famosos produzidos com o método clássico, como: Franciacorta e Talento.

Vídeo
Está disponível no meu canal do YouTube um vídeo, obtido no "Consorzio per La Tutela del Franciacorta", mostrando o processo do método clássico utilizado no Franciacorta, com duração de três minutos e dezessete segundos:
http://www.youtube.com/watch?v=TrgVZidyTtM

Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br

Pigato - Liguria

O vinho branco que mais se sobressai na Região da Ligúria é feito com a pouco conhecida Uva Pigato. Em geral, ela produz vinhos com mais estrutura e amargor que a Vermentino e lembra um pouco a Uva Cortese, usada no Gavi di Gavi Piemontês.
Riviera Ligure di Ponente Pigato, do produtor Claudio Vio, é meu vinho branco favorito para acompanhar um dos pratos mais famosos da Liguria, a Pasta al Pesto Genovese.



Características
Uvas utilizadas: Pigato (95-100%).
Vinho branco de cor amarela palha; aroma intenso e ligeiramente amendoado.
Sabor seco com um leve amargor.
Costuma apresentar baixo teor alcoólico (12 %).
Deve ser consumido muito jovem, de preferência até um ano da safra.

Sobre a Uva Pigato
A Uva Pigato é originária da Grécia Antiga, mas, ao longo dos séculos, encontrou um ambiente ideal no Distrito de Albenga, na Liguria, de forma que é considerada uma variedade autóctone italiana.
Seu nome deriva do termo pigau ou pigou, do Dialeto da Ligúria que faz menção aos pequenos pontos de ferrugem encontrados na casca desta Uva.

Saiba Mais
O Vinho Riviera Ligure di Ponente Pigato possui regulamentação DOC desde 1989.

Mosaico de Fotos da Região



Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br

Vermentino – Liguria

Minha amiga e sommelier Daniela Bravin escreveu um comentário referente à região da Liguria.
Até o momento, passeei por quase toda a Itália, mas não escrevi nada sobre a Liguria!
Esta região costeira, que tem como capital o porto de Genova, produz vinhos interessantes. Gosto muito dos brancos, em especial do Riviera Ligure di Ponente Vermentino; um vinho perfeito para acompanhar pratos a base de peixes e frutos do mar, mas que deve ser consumido muito jovem.



Características
Uvas utilizadas: Vermentino (95-100%).
Vinho branco de cor amarela palha com reflexos verde claro e algumas vezes dourado; aroma delicado e agradável com notas de cedro, pêssego e maçã.
Sabor seco e fresco, com um toque mineral.
Costuma apresentar baixo teor alcoólico (11-12 %).
Deve ser consumido jovem, de preferência até dois anos da safra.

Sobre a Uva Vermentino
Há várias hipóteses sobre a introdução desta variedade de uva na Itália. Alguns argumentam que se trata de um vinhedo originário da Espanha, que chegou na Liguria entre os séculos XV e XVIII e de lá foi parar na Toscana e na Sardenha. Outros dizem que ela é originária do Oriente Médio e foi trazida pelos gregos.
A Uva Vermentino, dependendo da área de produção, pode gerar vinhos com mais ou menos aroma, persistência e estrutura.

Saiba Mais
Outros DOC produzidos com base na Uva Vermentino da Liguria:
. Colli di Luni Vermentino
. Golfo del Tigullio Vermentino

Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br

Para muitas pessoas o Bardolino traz como recordação férias no Lago de Garda: a vista para o lago, um restaurante especializado em peixes e este vinho tinto, leve, brilhante, muito refrescante e perfumado.
As uvas são praticamente as mesmas usadas na produção do Valpolicella: Corvina, Rondinella e Molinara, mas a região de cultivo confere uma grande diferença entre eles. Os vinhedos do Bardolino ficam muito próximos do lago e de grandes cadeias de montanhas. O resultado é um vinho mais leve e frutado que o Valpolicella.



Características do Bardolino Rosso
Uvas utilizadas: Corvina (35-65%), Rondinella (10-40%), Molinara (10-20%), Negrara (0-10%) eventualmente Barbera e/ou Rossignola e/ou Sangiovese e/ou Garganega (0-10%)
Vinho tinto de cor vermelha rubi, tendendo às vezes a cereja. O aroma é muito delicado e o sabor é seco, ligeiramente amargo, mas equilibrado e sutil.
Apresenta teor alcoólico baixo (10,5-11,5%)
Deve ser consumido muito jovem, de 1 a 3 anos da safra, dependendo do tipo.

Saiba Mais
Existem vários tipos de Bardolino regulamentados pelo Ministério da Agricultura italiano, são eles:


. Bardolino DOC Classico – produzido na mais antiga área de tradição que compreende a totalidade do território dos municípios de Bardolino e Garda, e parte de Soave, Veronese Cavaion, Costermano e Affi.



. Bardolino DOC – vinho com as características citadas acima.


. Bardolino DOCG Superiore – passa por um período de envelhecimento de um ano antes de ser comercializado e a graduação alcoólica mínima deve ser 11,5%.


. Bardolino DOC Chiaretto – obtido da vinificação em rose, isto é, com a utilização das cascas das uvas durante um curto período da fermentação.


. Bardolino DOC Chiaretto Spumante - é a versão rose, que passa por uma segunda fermentação pelo método Charmat, o mesmo do Prosecco.


. Bardolino DOC Novello – vinho com as características especificadas para o Bardolino Rosso, mas engarrafado antes de 31 de dezembro da colheita das uvas. Deve ser consumido muito jovem, de preferência de três a seis meses.

Mosaico de Fotos da Região de Bardolino



Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br




Não encha o copo de vinho. Deixe sempre uma margem de segurança de modo a poder agitá-lo para analisar seus aromas.
Recomendo, para vinhos tintos colocar, no máximo, até um terço da taça; para brancos, até metade; e para espumantes, a quantidade pode chegar a três quartos.

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Guarde seu espumante na cave de vinhos:



Coloque na geladeira somente alguns dias antes de servir:



Se você não tiver uma cave, escolha um lugar para guardar que seja escuro, sem grandes variações de temperatura e longe de alimentos com odores marcantes. Não se esqueça: os grandes inimigos para a conservação do espumante são o calor e a luz.
Deixe, de preferência, o espumante deitado, pois se a garrafa for mantida na vertical durante mais de quatro meses, a rolha pode secar e deixar escapar o gás...

Importante
Não deixe seu espumante na geladeira por muito tempo e evite colocá-lo na porta:



A temperatura excessivamente fria e as vibrações do motor da geladeira podem deixar seu espumante choco ou alterar seu sabor e aroma.

Dicas
Prefira comprar seu espumante em lojas com grandes volumes de vendas e escolha os mais jovens. Como a maioria não tem safra por serem produzidos a partir de uma mistura de vinhos de diversos anos, pergunte ao vendedor sobre quando eles foram engarrafados. Bons negociantes sempre saberão esta informação!
Dê preferência a lojas que armazenam seus espumantes com controle de temperatura e umidade.

Autora: Adriana Grasso
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Método Soleras

Soleras é o nome dado ao processo utilizado para envelhecer alguns tipos de Vinho Marsala. Esta técnica é muito praticada em Portugal, para o vinho do Porto e na Espanha, para o Sherry.

Diagrama do Método Soleras:



O método consiste em colocar uma série de barris de madeira empilhados em diversos planos, todos contendo o mesmo vinho, mas de safras distintas. Os barris das partes mais altas, onde ficam os vinhos mais jovens, são chamados de criaderas, e os das partes mais baixas, onde ficam os mais velhos, de soleras.
Quando o produtor decide engarrafar o vinho para venda, ele retira uma pequena parte do conteúdo dos barris que estão na soleras.
Para completá-los, ele preenche o que foi retirado com o vinho da fileira acima (que continha a safra menos velha) e o processo se repete em todas as fileiras até chegar aos barris das criaderas.
Para os Vinhos Marsala que usam este método, o envelhecimento mínimo é de cinco anos ou de dez anos (Riserva).

Saiba Mais
Outras informações sobre o Vinho Marsala podem ser obtidas na postagem do dia 18 de agosto de 2009, Marsala - Vinho Típico da Sicilia:
http://vinhositalianos.blogspot.com/2009/08/marsala-vinho-tipico-da-sicilia.html

Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br

Quantas vezes nos deparamos com diferentes opiniões sobre o sabor de uma comida?

Uns reclamam que está salgada ou demasiadamente temperada, enquanto outros acham tudo excelente!

Com relação às bebidas, as coisas não mudam muito... A cerveja perfeita para uma pessoa é amarga na opinião de outra. O vinho "equilibrado" e "redondo" para uns pode ser intragável para outros.

Estas diversidades vêm intrigando pesquisadores de todo o mundo há anos.

Para entender o motivo destas diferenças entre as pessoas, encontrei explicações interessantes em alguns trabalhos publicados pela renomada professora Linda Bartoshuk, da Yale University School of Medicine.

Em seu estudo, Linda utilizou uma substância chamada PROP (6-n-propiltiouracil) colocada em pequenos pedaços de papéis que, quando levados à boca, causavam três tipos distintos de reações nas pessoas: alguns sentiam somente gosto de papel, outros achavam o sabor um pouco amargo e o terceiro grupo tinha muita dificuldade para suportar o gosto amargo do papel.

Analisando detalhadamente a língua dos pesquisados, ela encontrou uma relação entre o número de papilas gustativas por centímetro quadrado e a reação ao sabor.

Os que acharam o gosto muito amargo tinham maior concentração de papilas gustativas e isso os tornava mais sensíveis ao sabor, à temperatura e à textura dos alimentos.

Como resultado, ela dividiu as pessoas em três categorias:

. Supertaster (25% da população) – com papilas gustativas extremamente sensíveis

. Medium Taster (50% da população) – com papilas gustativas normais

. Nontaster (25% da população) – com pouca sensibilidade para os diferentes sabores



Outras pesquisas também revelaram que 15% dos homens eram supertasters; em relação às mulheres, este percentual subia para 35%. Em termos geográficos, a concentração dos supertasters era maior na Ásia, África e América do Sul.

Estas informações já circulam em revistas especializadas e na Internet há algum tempo e geraram um mal-estar entre os degustadores profissionais. Para amenizar a reação da categoria, uma revista inglesa especializada em vinhos deu uma esperança para os que não fossem supertasters lembrando que um degustador de vinhos poderia educar o paladar, só que, para alguns, o processo seria mais difícil que para outros...

Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br

O Cirò é um grande vinho da Calábria, que conquistou apreciadores e especialistas em todo o mundo. Hugh Johnson, autor conhecido pelas publicações sobre vinhos, define o Cirò como “O Barolo do Sul da Itália”.



O Ciró é produzido na versão Branco, Rose e Tinto.
Seguem as características de cada tipo:

Cirò Rosso DOC
Uvas utilizadas: Gaglioppo (mínimo 95%);
Vinho tinto de cor vermelha rubi. Aroma agradável, delicado e intensamente vinoso. O sabor é seco, harmonioso, tornando-se aveludado com o envelhecimento.
Teor alcoólico alto (13,5%).
O vinho deve envelhecer pelo menos nove meses antes de ser comercializado.
Deve ser consumido entre cinco e sete anos da safra.

Cirò Rosato DOC
Uvas utilizadas: Gaglioppo com Greco Bianco ou Trebbiano Toscano
Vinho rose de cor rosa de média intensidade. Aroma delicado e vinoso. O sabor é seco, fresco e agradável.
Teor alcoólico mediano (12,5%).
Deve ser consumido jovem, de dois a três anos da safra.

Cirò Bianco DOC
Uvas utilizadas: Greco Bianco e Trebbiano Toscano
Vinho branco de cor amarela palha. Aroma vinoso. O sabor é seco e delicado.
Teor alcoólico baixo (11%).
Deve ser consumido jovem, de dois a três anos da safra.

Vinhos à Venda no Brasil
Recomendo o Cirò Riserva Duca San Felice DOC 2005 do produtor Librandi, importado pela Mistral.

Saiba Mais
O vinho possui DOC desde 1969 e é um vinho de custo acessível (em torno de 8 euros, na Itália).

Galeria de Fotos
Conheça um pouco da cidade de Cirò na Calabria.

Cirò: CidadeCirò: CasteloCirò: MarinaCirò: Marina











Links
Mistral: https://www.mistral.com.br/
Librandi: http://www.librandi.it/

Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br

Cantine Aperte 2009



Há dezessete anos, o último domingo do mês de maio é reservado, na Itália, para o evento Cantine Aperte, onde as vinícolas que fazem parte do Movimento Turismo do Vinho abrem suas portas para o público.
Nesta data, é possível degustar e comprar vinhos, participar de eventos, conhecer as instalações das vinícolas, passear pelos vinhedos e saborear alguns produtos regionais.
Este ano, o evento será no domingo, dia 31 de maio de 2009.
A edição de 2008 foi um sucesso, com mais de oitocentas cantinas participando e um público superior a um milhão de pessoas.
Algumas regiões tiveram um movimento superior a 20% em relação à edição de 2007. O público também foi diferente dos anos anteriores. Em 2008, aumentou a participação de mulheres e de jovens entre 25 e 35 anos, que se interessaram não só em degustar os vinhos, mas também queriam conhecer um pouco mais sobre sua produção.
As vinícolas que fazem parte deste movimento têm como objetivo criar a cultura do vinho, educar e orientar os jovens para um consumo saudável e correto da bebida e ao mesmo tempo ensinar a distinguir um vinho de qualidade. A idéia é dedicar um dia para uma “festa do vinho”, onde as pessoas possam deixar as cidades e passar horas de tranqüilidade entre os vinhedos, degustando bons vinhos e saboreando pratos típicos.

Li a relação dos participantes deste ano e selecionei algumas opções interessantes. Para quem estiver pela região nesta data, vale a pena conhecer:

Lombardia

Azienda Agricola Fratelli Berlucchi
Via Broletto, 2 25040 Borgonato di Cortefranca BRESCIA

Marche

Azienda Vinicola Umani Ronchi
Via Adriatica, 12 60027 OSIMO ANCONA

Fazi Battaglia
Via Roma, 117 60032 CASTELPLANIO ANCONA

Monte Schiavo - La Vite
Via Vivaio , Loc. Moie 60030 MAIOLATI SPONTINI ANCONA

Terre Cortesi Moncaro
Via Boreale, 37 63036 ACQUAVIVA PICENA ASCOLI PICENO

Piemonte

Distillerie Berta
Via Guasti, 34-36 Fraz. Casalotto ,14046 MOMBARUZZO ASTI

Cantine dei Marchesi di Barolo
Via Roma, 1 12060 BAROLO CUNEO

Fontanafredda
Via Alba, 15 12050 SERRALUNGA D'ALBA CUNEO

Puglia

Cantine Due Palme
Via San Marco, 130 72020 CELLINO SAN MARCO BRINDISI

Tormaresca
Contrada Torre di Isola - località Tofano 70055 Minervino Murge BARI

Sicilia

Donnafugata
Via Sebastiano Lipari , 18. 91025 MARSALA PALERMO

Toscana

Altesino
Loc. Altesino, 54 - 53024 MONTALCINO SIENA

Barone Ricasoli
Madonna a Brolio - 53013 GAIOLE IN CHIANTI SIENA

Caparzo Srl
Strada del Brunello Km 1,700 , Loc. Caparzo - 53024 MONTALCINO SIENA

Casato Prime Donne
Loc. Casato - 53024 MONTALCINO SIENA

Castello Banfi
Castello di Poggio alle Mura - 53024 MONTALCINO SIENA

Fassati - Fazi Battaglia Spa
Via di Graccianello, 3/A , Loc. Gracciano – 53045 MONTEPULCIANO SIENA

Fattoria dei Barbi
Loc. Pordenovi, 170 53024 MONTALCINO SIENA

Il Borro
Loc. Borro, 1 - 52020 SAN GIUSTINO VALDARNO AREZZO

Poggio Bonelli
Loc. Poggio Bonelli 53019 CASTELNUOVO BERARDENGA SIENA

Rocca delle Macìe
Loc. Le Macìe, 45 53011 CASTELLINA IN CHIANTI SIENA

Soc. Agricola Icario srl
Via delle Pietrose 2 53045 MONTEPULCIANO - (SI) SIENA

Strada del Vino Vernaccia di S. Gimignano
Ufficio inf. Piazza Duomo, 1 53037 SAN GIMIGNANO SIENA

Strada del Vino nobile di Montepulciano
Piazza Grande, 7 53045 MONTEPULCIANO SIENA

Trento - Alto Adige

Cantina La Vis e Valle di Cembra Scarl
Via Carmine, 7 38015 LAVIS TRENTO

Cantine Ferrari F.lli Lunelli
Via del Ponte di Ravina, 15 38040 TRENTO TRENTO

Nosio SPA (Mezzacorona Rotari )
Via del Teroldego, 1 38016 MEZZOCORONA TRENTO

Veneto

AZ.AGR.BISOL DESIDERIO & FIGLI
VIA FOL, 33 - S. STEFANO DI VALDOBBIADENE TV

AZ.AGR.VILLA SPINOSA
LOC.JAGO Dall'Ora - NEGRAR DI VALPOLICELLA VR

MASI AGRICOLA SPA
Via Monteleone, 26 - Gargagnago di Valpolicella VR

MIONETTO Spa
VIA COLDEROVE, 2 - VALDOBBIADENE TV

Umbria

Arnaldo Caprai
Loc. Torre 06036 MONTEFALCO PERUGIA

Cantina Cardeto sca
Loc. Cardeto, Sferracavallo - 05018 Orvieto TERNI

Saiba Mais
Você pode obter a relação de todas as vinícolas abertas no Site Movimento Turismo do vinho http://www.movimentoturismovino.it/.

Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br


 

Vinhos Italianos por Adriana Grasso