A tradição desse espumante é tão grande que, em 1989, quando a revista L’Europeo publicou um artigo indicando os objetos que marcaram a vida dos italianos, colocou na capa: Swatch, Timberland, o carro Ferrari e o espumante Ferrari.
Tanto prestígio assim está atrelado a muita dedicação e paixão. E é da paixão que tem início a história secular da cantina. Giulio Ferrari conhecia muito suas terras e pode confiar nelas para alcançar o sonho da sua vida: criar entre as montanhas do Trentino um espumante único, original e especial.
Primeiro, ele se dedicou à produção de uvas que fossem adequadas ao seu projeto. Depois de obter sucesso nesse quesito, Giulio Ferrari procurou a perfeição na produção de espumante, usando uma prensagem mais delicada para as uvas; selecionando os levedos mais adequados e deixando a segunda fermentação ocorrer lentamente nas garrafas.
Nasceu assim, no ano de 1902, o primeiro espumante da cantina Ferrari. Giulio não estava atrás de sucesso; sua meta era alcançar um alto nível de qualidade para seu espumante, mas, com o tempo, os prêmios e o reconhecimento internacional apareceram.
Em 1952, Bruno Lunelli, proprietário de uma loja de vinhos, decidiu apostar no produto e assumiu a cantina Ferrari. Profundo conhecedor do setor, direcionou a cantina para o aumento da produção, sem perder a qualidade. O mercado mostrou que ele estava certo e o Ferrari se tornou um líder entre os espumantes produzidos com método clássico na Itália.
Com o passar dos anos, outros produtos foram introduzidos e agora a cantina oferece um leque maior de opções.
Alguns exemplos são:
Ferrari Brut
Feito somente com uvas Chardonnay. É produzido desde a fundação da cantina, em 1902. O espumante tem coloração amarelo-palha, com reflexos esverdeados. O aroma é intenso, com notas de maçã, flores do campo e casca de pão. O sabor é equilibrado e agradável.
Ferrari Maximum Brut
Espumante, criado principalmente para atender restaurantes, produzido num estilo que favorece sua utilização no acompanhamento de uma refeição. É produzido somente com uvas Chardonnay e sua fermentação na garrafa leva 36 meses. O Ferrari Maximum Brut é um espumante de coloração amarelo-palha, com aroma de frutas maduras, casca de pão e nozes, e sabor seco e harmonioso. Tem menor pressão de dióxido de carbono que os outros espumantes da cantina Ferrari.
Ferrari Rose
Espumante rose que começou a ser produzido em 1969 e leva 60% de uvas Pinot Nero e 40% de Chardonnay. A coloração é rosa brilhante. O aroma apresenta notas florais e frutadas – principalmente groselha e morango. O sabor é seco e delicado.
Ferrari Perlé
É um espumante com safra – que utiliza como base, vinhos produzidos com uvas Chardonnay dos melhores vinhedos da propriedade e provenientes de um mesmo ano. Passa por um período de espumantização na garrafa maior que os anteriores - 5 anos. O resultado é um espumante de coloração amarelo-palha com reflexos dourados. Aroma intenso e refinado com notas de amêndoas, maçã e casca de pão. O sabor é seco e elegante.
Ferrari Perlé Nero
Também um espumante com safra, mas feito somente de uvas Pinot Noir vinificadas em branco. O período da segunda fermentação é ainda maior que a versão com Chardonnay; leva 6 anos. O espumante gerado tem coloração amarelo dourado; o aroma é potente e complexo com notas frutadas, tostadas e minerais. O sabor é cremoso, elegante e permanece por muito tempo na boca.
Fonte: Coluna Vinhos e Muito Mais do portal ONNE
Nos anos 1960, a região da Lombardia passou por um surto de atividade na zona de Franciacorta, que atraiu vinicultores e investidores dispostos a mostrar ao mundo que a Itália é capaz de fazer espumantes de alta qualidade.
Sem dúvida, Franciacorta é hoje o ponto de referência dos espumantes italianos, com inúmeros exemplares de peso.
A qualidade de seus vinhos deve-se a vários fatores, entre eles o investimento considerável feito por muitos produtores; safras pequenas; tecnologia de última geração e muita dedicação.
O solo rochoso e impiedoso dos sopés alpinos, ao sul do Lago d'lseo, é propício ao cultivo de uvas de qualidade. A baixa fertilidade do solo - combinada com o clima continental e os frequentes nevoeiros da região - ajuda a criar um bom terroir para vinhos espumantes.
A região da Franciacorta compreende 19 municípios da província de Brescia: Adro, Brescia, Roe, Cazzago San Martino Cellatica, Coccaglio, Colônia, Corte Franca, Erbusco Gussago, Iseo, Monticelli Brusati, Ome, Paderno Franciacorta Paratico, Passirano, Provaglio, Rodengo-Saiano e Rovato.
A história da produção de vinhos na região é bem antiga. Um texto impresso em 1570, de autoria do médico Gerolamo Conforti, com o título Libellus de Vino Mordaci, fala da existência de um vinho cheio de borbulhas produzido em Brescia, e isto vem de muito tempo antes do aparecimento do Champagne, na França.
Embora ostentando uma longa história, o novo curso dos vinhos de Franciacorta teve início nos anos 1960. Os vinhos produzidos até aquela data eram consumidos na própria região. Surgiu então, naquele período, a necessidade de se encontrar uma nova identidade para os vinhos ali produzidos. E assim, dos estudos; experiência empresarial; investimentos de alguns homens corajosos e da vontade de se fazerem as coisas melhores, surgiu o atual fenômeno chamado Franciacorta.
Franciacorta é feito pelo método clássico e com tempos de produção bastante longos. A segunda fermentação, que acontece na própria garrafa, começa sete meses após a colheita, quando se acrescentam levedos e açúcar ao vinho-base, que é a mistura de vários vinhos. As uvas utilizadas podem ser Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Bianco, esta última num percentual máximo de 50%.
O período em que o vinho passa pela segunda fermentação e algumas particularidades vão determinar o tipo de Franciacorta, que pode ser:
- Franciacorta sem Safra: no mínimo, dezoito meses de fermentação na garrafa antes de ser colocado à venda
- Satèn sem Safra: vinte e quatro meses de fermentação na garrafa, sem adição de açúcar no final do processo. É produzido usando somente uvas brancas: Chardonnay e Pinot Bianco
- Rosé sem Safra: vinte e quatro meses de fermentação na garrafa, com o uso obrigatório da uva Pinot Nero
- Franciacorta com Safra: pelo menos trinta meses de fermentação na garrafa, com todos os vinhos usados para formar o vinho-base da mesma safra
- Franciacorta Riserva: no mínimo, sessenta meses de fermentação na garrafa
Outra postagem sobre o eFranciacorta no Blog "Vinhos Italianos por Adriana Grasso": http://vinhositalianos.blogspot.com/2009/09/franciacorta-vinho-tipico-da-lombardia.html
Marcadores: adriana grasso, espumante, franciacorta, Itália, italiano, lombardia, vinhos
A origem da uva Prosecco é incerta. Para alguns, já era conhecida desde o tempo do Império Romano e usada para produzir um vinho chamado Pucino, que tanto agradava aos nobres. Outros argumentam que a variedade - conhecida como Glera - se originou perto da cidade de Trieste. A partir dali, foi levada para o oeste, na área dos montes Colli Euganei - onde foi chamada de Serprina - e depois se espalhou por todo o nordeste do Veneto, com o nome de Prosecco.
O Prosecco, como conhecemos hoje, é um espumante produzido pelo método charmat, no qual a segunda fermentação acontece em um curto espaço de tempo - entre três e seis meses - em autoclaves. Esse tipo de vinificação valoriza a elegância dos aromas e o frescor, e isso permite obter espumantes caracterizados pelos aromas das uvas que compõem o vinho base, que, no caso do Prosecco, são: Prosecco, Verdiso, Bianchetta e Perera. As três últimas entram na composição para ajudar a manter o equilíbrio do espumante. Sua cor é necessariamente amarela palha; o aroma é típico frutado e floreal; o sabor é fresco e equilibrado e o teor alcoólico é baixo (11%).
Os melhores Proseccos estão concentrados na zona que vai de Conegliano a Valdobbiadene e são classificados, atualmente, pelo governo italiano como DOCG (Denominazione di Origine Controllata e Garantita). Essas duas cidades estão localizadas ao norte do Rio Piave e ao Sul dos Alpes: Valdobbiadene fica nas frias colinas do oeste e Conegliano está situada no leste, perto do mar Adriático. As duas áreas são protegidas pelos Alpes, tornando o clima ideal para a produção da uva Prosecco.
Tipos de Prosecco de Conegliano e Valdobbiadene encontrados no mercado:
Valdobbiadene Millesimato
Produzido a partir de uvas de uma mesma safra especialmente selecionadas das vinhas localizadas em maiores altitudes e com boa exposição solar.
Conegliano Valdobbiadene Spumante Extra Dry
É o Prosecco clássico. Combina uma variedade de aromas, como maçã, pera e flores, com um sabor suave e fresco. Apesar do residual de açúcar, de 12 a 20 g/l, a acidez presente equilibra o espumante, deixando o sabor seco e agradável.
Conegliano Valdobbiadene Spumante Brut
É o Prosecco mais moderno e um grande sucesso internacional. Os aromas são cítricos, com leves notas de pão. O sabor é seco, vivo e persistente.
Conegliano Valdobbiadene Tranquilo
É a versão menos conhecida do Prosecco fora da zona de produção. É obtida a partir de uvas bem maduras, colhidas nos vinhedos mais antigos e de baixa produtividade. Não passa por um segundo processo de fermentação, pois o vinho não é espumante. Tem aroma de maçã, pera, amêndoas e mel. A estrutura é suave e persistente, com retrogosto ligeiramente amargo.
Conegliano Valdobbiadene Frizzante
É a versão mais fácil e imediata do Prosecco, produzido para agradar aos paladares mais jovens. Tem menos bolhinhas que os outros e é um vinho bem leve.
Cartizze
Produzido na subzona de Cartizze, uma pequena área de 107 hectares de vinhedos, localizada entre as íngremes Colinas de San Pietro Barbozza, Santo Stefano e Saccol, em Valdobbiadene. É um espumante diferenciado, feito com uvas Prosecco, que crescem num microclima muito particular, numa área de solo arenoso muito antigo, composto por elementos típicos de um leito marinho.
Essas condições possibilitam uma drenagem rápida e eficaz da água das chuvas e faz com que as vinhas se desenvolvam de forma equilibrada. Na subzona de Cartizze, a colheita da uva Prosecco ocorre mais tarde, quando estão bem maduras. Esta escolha irá conferir ao vinho uma concentração de aromas e sabores de intensidades incomuns.
Ele passa pelo mesmo processo de espumantização, mas antes de ser colocado à venda, permanecerá armazenado de 30 a 40 dias, em local escuro, dentro da cantina. O Prosecco Cartizze tem cor intensa, aroma amplo e complexo com notas de maçã, pera, abricó, cítricas, rosas e amêndoas. Seu sabor é agradável e persistente.
O Prosecco Cartizze é produzido na sub-zona de Cartizze, uma pequena área de 107 hectares de vinhedos, localizada entre as íngremes Colinas de San Pietro Barbozza, Santo Stefano e Saccol, no município de Valdobbiadene:
Ele é um espumante diferenciado feito com Uvas Prosecco que crescem num microclima muito particular numa área de solo arenoso muito antigo, composto por elementos típicos de um leito marinho. Essas condições possibilitam uma drenagem rápida e eficaz da água das chuvas e faz com que as vinhas se desenvolvam de forma equilibrada.
Na sub-zona de Cartizze, a colheita da Uva Prosecco ocorre mais tarde, quando elas estão bem maduras. Esta escolha irá conferir ao vinho uma concentração de aromas e sabores de intensidades incomuns.
Um vinho branco será produzido com elas e ficará nos tonéis, adquirindo maturidade até o final do Inverno. Na Primavera, ele é misturado com levedos e açúcares e é levado para uma autoclave, onde ocorrerá a segunda fermentação, que dará origem ao vinho espumante.
No final do processo, o espumante é filtrado e engarrafado. Antes de ser colocado à venda, dele passará por um período de armazenamento de 30 a 40 dias, em local escuro, dentro da cantina.
O Prosecco Cartizze tem cor intensa e aroma amplo e complexo com notas de maça, pêra, abricó, cítricas, rosas e amêndoas. Seu sabor é agradável e persistente.
Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br
Marcadores: cartizze, espumante, prosecco, vinho italiano
O Prosecco antes de ser o nome de um vinho é um tipo de Uva e como tal pode ser cultivada em qualquer parte do mundo, mas com resultados que não podem ser comparados a aqueles da zona de Conegliano e Valdobbiadene, onde este vinhedo reina há pelo menos trezentos anos.
A área do Prosecco Prosecco di Conegliano Valdobbiadene se localiza na faixa montanhosa entre as cidades de Conegliano, Valdobbiadene e Treviso, ao pé dos Alpes.
Para valorizar a elegância dos aromas e o frescor durante a espumantização do Prosecco é utilizado o Método Charmat, que permite obter espumantes caracterizados pelos aromas da Uva que compõem o vinho base. 
Características
Uvas utilizadas: Prosecco, agora chamada de Glera, (mínimo 85%), Verdiso e/ou Perera e/ou Bianchetta (máximo 15%)
Vinho espumante branco de cor amarela palha. Seu aroma é típico frutado e floreal.
O sabor é fresco e equilibrado.
Costuma apresentar teor alcoólico baixo (11 %).
Pode ser consumido entre um e dois anos (no máximo).
O Prosecco é um espumante produzido pelo Método Charmat, a partir de um vinho branco base com as Uvas citadas, onde a segunda fermentação acontece em um curto espaço de tempo, entre três e seis meses, em Autoclaves. Dependendo da quantidade final de açúcar no Prosecco, ele poderá ser classificado como:
EXTRA BRUT - menos de 6 g/l
BRUT - menos de 15 g/l
EXTRA DRY - de 12 a 20 g/l
DRY - de 17 a 25 g/l
Tipologia
Valdobbiadene Millesimato
Produzido a partir de uvas de uma mesma safra especialmente selecionadas das vinhas localizadas em maiores altitudes e com boa exposição solar.
É encontrado na versão Extra Dry, com residual de açúcar entre 12 e 20 g por litro e Brut, com no máximo 15 g de residual de açúcar por litro de vinho.
ConeglianoValdobbiadene Spumante Extra Dry
É o Prosecco “clássico”. Ele combina uma variedade de aromas como maça, pêra e flores, com um sabor suave e fresco.
Apesar do residual de açúcar, de 12 a 20 g por litro, a acidez presente equilibra o espumante deixando o sabor seco e agradável.
ConeglianoValdobbiadene Spumante Brut
É o Prosecco mais moderno e um grande sucesso internacional.
Os aromas são cítricos e apresenta leves notas de pão. O sabor é seco, vivo e persistente.
ConeglianoValdobbiadene Tranquillo 
É a versão menos conhecida do Prosecco, fora da zona de produção. É obtido a partir de uvas bem maduras colhidas nos vinhedos mais antigos e de baixa produtividade.
Durante os primeiros dias de fermentação a casca da uva é deixada para enriquecer a estrutura do vinho.
Esta versão não passa por um segundo processo de fermentação, pois o vinho não é espumante.
Possui aroma de maça, pêra, amêndoas e mel. A estrutura é suave e persistente com retro-gosto ligeiramente amargo.
ConeglianoValdobbiadene Frizzante
É a versão mais fácil e imediata do Prosecco. Produzido para agradar aos paladares mais jovens.
Ele pode ser encontrado na versão Sur Lie, onde a segunda fermentação é feita na própria garrafa, mas durante um curto período de tempo, ou em Autoclave, como os outros tipos de Prosecco espumantes.
É um vinho bem leve.
Sobre a Uva Prosecco
O Prosecco é a uva que garante a estrutura básica deste vinho de Conegliano-Valdobbiadene.
Sua origem é incerta, para alguns, ele já era conhecido desde o tempo do Império Romano com o nome de Pucino, do qual se obtinha um vinho muito apreciado pela imperatriz Livia Augusta.
A partir do século XIX, com a fundação da escola de Viticultura e Enologia e da Estação Experimental para a Viticultura, na região, os estudos sobre o Prosecco se desenvolveram bastante promovendo a sua difusão em toda a área.
O Prosecco é um vinho de estrutura rica, mas outras variedades nativas, como Verdiso, Bianchetta e Perera, ajudam a manter o equilíbrio organoléptico deste espumante.
Diferença entre Prosecco e Champagne
São muitas as diferenças entre eles. O Prosecco é produzido com Uva Prosecco enquanto o Champagne usa, geralmente, Uvas Chardonnay e Pinot Noir.
A segunda fermentação do Prosecco acontece em grandes autoclaves e dura entre três e seis meses, enquanto a do Champagne é feita na garrafa e leva, geralmente, mais de dois anos.
O Prosecco deve ser consumido muito jovem. O Champagne tem uma vida mais longa, geralmente de cinco anos, mas algumas safras especiais, se conservadas corretamente, podem ser consumidas sem problema após 20 ou 30 anos.
Outra diferença muito importante é a terminologia: só se pode chamar de Champagne os vinhos espumantes produzidos conforme a especificação dentro da região que leva este mesmo nome na França.
Saiba Mais
O Prosecco di Conegliano Valdobbiadene passou para DOCG este ano, mas ele possuía regulamentação DOC desde 1969.
Mosaico de Fotos da Região
Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br
Marcadores: espumante, prosecco, veneto, vinho italiano
Ontem quando escrevi a lista dos vencedores de “Cinque Grappoli” do guia Duemilavini 2010 da AIS (Associação Italiana de Sommelier), um dos vinhos que me chamou a atenção foi o Caluso Passito Sulé 2004, do produtor Orsolani.
Conheci o Orsolani em 2004 e admiro muito o trabalho que ele faz para divulgar os vinhos da pequena região de Caluso, no Piemonte, produzidos com Uva Erbaluce.
Ele sempre trabalhou focado na qualidade de seus produtos, sem se deixar influenciar por tendências internacionais. A Uva Erbaluce é muito ácida e algumas pessoas acabam não gostando de seus vinhos, mas a acidez é uma característica que tem outras vantagens, a versatilidade. Com o mesmo vinhedo, é possível produzir vinho branco jovem, espumante método charmat ou método clássico e vinho passito (que no caso foi o premiado pela AIS).
Também li com satisfação, estes dias, que o trabalho de todos os produtores desta pequena região será compensado, o Erbaluce di Caluso passará para a categoria de DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida).
Conheça um pouco sobre o Erbaluce di Caluso:
Características
Uvas utilizadas: Erbaluce (100%).
Vinho branco de cor amarelo-palha a amarelo dourado. Aroma delicado e característico.
O sabor é seco, fresco e com alto índice de acidez.
Geralmente, apresenta baixo teor alcoólico (11%).
Deve ser consumido muito jovem, preferencialmente até um ano da safra.
O Erbaluce di Caluso também é comercializado na versão Espumante, com graduação alcoólica mínima de 11,5%, utilizando autoclave ou a própria garrafa para a segunda fermentação; na versão Passito, usando uvas colhidas tardiamente ou que secaram em estufas apropriadas, com graduação alcoólica mínima de 17%, passando por um período de envelhecimento obrigatório mínimo de quatro anos; e na versão Passito Riserva, que difere da anterior pelo período mínimo de envelhecimento obrigatório de cinco anos. O Erbaluce Passito possui coloração dourada intensa e aromas de maça e frutas cristalizadas.
Sobre a Uva Erbaluce
Existem registros deste vinhedo a partir de 1600. Ele é cultivado em Canavese, na serra de Ivrea e nas colinas que circundam o lago de Viverone, no Piemonte, na Itália. Possivelmente, a Uva Erbaluce é um clone da Uva Fiano da Região da Campania e foi introduzida no piemonte pelos romanos que a chamavam de Alba Lux (luz da aurora).
A Erbaluce possui elevada acidez fixa e é adequada para a produção de vinhos de diferentes tipologias: dos elegantes espumantes seco, a vinhos brancos jovens até importantes vinhos passito, licorosos ou não, obtidos pela secagem das melhores uvas.
Saiba Mais
A Uva Erbaluce foi por muito tempo, a única uva branca piemontesa de prestígio. Com o passar do tempo despontaram também a Cortese, do Gavi di Gavi e a Arnéis. Devido ao intenso trabalho de divulgação e de comprometimento com a qualidade, ela está voltando a ocupar seu papel de prestígio.
O Erbaluce di Caluso foi o primeiro vinho branco da região a obter Denominação de Origem Controlada (DOC). Ele possui esta regulamentação desde 1967. Naquela época só foram reconhecidos o tipo passito e o branco. O espumante, feito com esta uva, foi adicionado à normativa em uma alteração de 1998.
Mosaico de Fotos
Link
Orsolani: http://www.orsolani.it/
Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br
O espumante está substituindo o vinho branco e o tinto, como vinho do dia-a-dia, na mesa do italiano.
O motivo para esta mudança se deve a sua versatilidade na harmonização com os pratos, uma vez que ele é a solução para quase todos os tipos de comida, assim como sua vasta gama de tipologia e relação qualidade X preço.
Nós últimos anos, os produtores adequaram o valor do produto para a nova realidade do mercado e esta diminuição também chegou às importadoras, que adequaram o valor de venda deixando e espumante com um preço mais atrativo...
Dentre os espumantes preferidos pelos italianos estão:
1. Franciacorta
2. Trento
3. Conegliano e Valdobbiadene (Prosecco)
4. Asti
5. Oltrepò Pavese
Outro dado interessante é que os espumantes produzidos no método clássico, com a segunda fermentação na garrafa, são mais procurados do que aqueles feitos no método charmat, com a segunda fermentação em autoclaves.
A venda de espumante fora da Itália também cresceu 15% no primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado. Os principais mercados consumidores são Alemanha, Estados Unidos, Inglaterra e países emergentes.
Muitos destes dados foram divulgados durante o Fórum dos Espumantes, que ocorreu de 05 a 07 de setembro de 2009, em Valdobbiadene, na Itália.
Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br
Para a introdução dos espumantes produzidos na região de Franciacorta, na Lombardia, fiz uma pesquisa sobre relatos históricos e encontrei algumas notícias interessantes.
Existe um texto impresso em 1570, sob autoria do medico Gerolamo Conforti, com o título di "Libellus de Vino Mordaci" onde ele fala da existência de um vinho cheio de borbulhas produzido na região de Brescia, na Itália, e isto vem muito tempo antes do aparecimento do Champagne na França.
Achei interessante encontrar notícias que esta região já tinha vocação para a produção de espumante há tanto tempo atrás, mas seu "boom" realmente aconteceu nos últimos quarenta anos.
Características
Uvas utilizadas: Chardonnay e/ou Pinot Bianco e/ou Pinot Nero (100%).
Vinho espumante branco seco de cor amarela palha com reflexos dourados e esverdeados. Seu aroma é típico dos vinhos fermentados em garrafa, fino, amplo e complexo.
O sabor é fresco, seco e equilibrado.
Costuma apresentar teor alcoólico baixo (12 %).
Pode ser consumido depois de um período de envelhecimento.
Tipologia
Franciacorta é feito com o método clássico e os tempos de produção são muito longos. A segunda fermentação, que acontece na garrafa, começa sete meses após a colheita, quando os vinhos produzidos são misturados com outros para formar o vinho base.
O período que o vinho passa pela segunda fermentação e algumas particularidades vão determinar o tipo de Franciacorta:
- Franciacorta non Millesimato: mínimo dezoito meses de fermentação na garrafa antes de ser colocado à venda
- Satèn non Millesimati: vinte e quatro meses de fermentação na garrafa e não há adição de açúcar no final do processo. O Satèn é produzido usando somente Uvas brancas: Chardonnay e Pinot Bianco
- Rosé non Millesimati: vinte e quatro meses de fermentação na garrafa e é obrigatório o uso da uva Pinot Nero
- Franciacorta Millesimati: pelo menos trinta meses de fermentação na garrafa e todos os vinhos usados para formar o vinho base pertencem à mesma safra
- Franciacorta Riserva: no mínimo sessenta meses de fermentação na garrafa
Saiba Mais
Franciacorta possui reconhecimento DOC desde 1967 e ganhou status de DOCG em 1995.
Importante
Nesta postagem relatei notícias sobre a produção de algum tipo de vinho espumante na Lombardia, antes do surgimento do Champagne na França.
Só mencionei este fato por questão de curiosidade.
A França merece todos os méritos pelo trabalho que fez e que vem fazendo nos últimos trezentos anos para aprimorar e aperfeiçoar a bebida.
Todo este esforço incessante tem seu valor e o resultado é que Champagne é ÚNICO e não só o melhor espumante do mundo, mas um dos "MELHORES VINHOS DO MUNDO".
Vídeo
Está disponível no meu canal do YouTube um vídeo, obtido no "Consorzio per La Tutela del Franciacorta", mostrando o processo de produção do Franciacorta, com duração de três minutos e dezessete segundos:
http://www.youtube.com/watch?v=TrgVZidyTtM
Mosaico de Fotos da Região de Franciacorta
Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br
Este vinho espumante doce, único no seu gênero, deriva da vinificação da Uva Moscato Bianco e seu maior centro de produção está na cidade de Canelli (Asti) no Piemonte.
Características
Uvas utilizadas: Moscato Bianco (100%).
Vinho espumante branco de cor amarela claro e aroma intenso.
Sabor doce e equilibrado.
Costuma apresentar teor alcoólico baixo (7,5 %).
Deve ser consumido muito jovem, de preferência de seis a oito meses.
Processo de Produção
A maioria dos vinhos Asti Spumante é feita utilizando o Método Charmat.
A grande diferença para os outros espumantes que usam este método está na segunda fermentação. Enquanto a maioria é feita a partir de um vinho branco seco, adicionando-se sacarose, o Asti é produzido de um vinho branco de Uvas Moscato Bianco, com praticamente metade do açúcar original da fruta para ser fermentado.
Como o vinho base para a re-fermentação já possui teor de açúcar natural, adiciona-se somente o levedo.
Para produzir um vinho doce e espumante, a segunda fermentação, é interrompida quando existe uma quantidade suficiente de CO2, mas com um residual de açúcar natural ainda elevado.
No final do processo, o Asti Spumante apresenta um teor alcoólico entre 7,5 e 9º e um teor de açúcar entre 7,5 e 9%.
Saiba Mais
O Asti Spumante possui DOCG desde 1967.
Na produção de espumantes aromáticos não é permitida a adição de xarope de dosagem e o teor alcoólico mínimo é de 6%.
Mosaico de Fotos da Região de Asti
Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br
O Método Charmat permite obter vinho espumante, tanto doce quanto seco, num período muito curto, mínimo de trinta dias, mas em geral de quatro a seis meses.
A rapidez do processo gera espumantes frutados, com as características das uvas que o originaram.
Para acelerar a produção o e reduzir os custos elevados, devido às numerosas manipulações necessárias pelo Método Clássico (ou Champenoise), o italiano Federico Martinotti, teve a idéia de realizar a segunda fermentação em um grande recipiente fechado no lugar das garrafas.
A solução provou ser válida e o engenheiro francês, Eugene Charmat, construiu e patenteou, por volta de 1910, a primeira autoclave que tornava possível a realização do processo idealizado por Martinotti.
Sobre o Processo
O vinho recém produzido pode ser misturado com o de safras anteriores para formar o vinho base. Acrescenta-se a ele açúcar e levedos e tudo é colocado em uma autoclave fechada e com temperatura controlada. Lá dentro, inicia-se a segunda fermentação que pode levar, em média, de um a seis meses. Como a autoclave é hermeticamente fechada, o processo irá gerar ácido carbônico, responsável pelas bolhas, sedimentos e álcool.
Os resíduos acumulados nesta re-fermentação são eliminados por uma filtragem isobárica que antecede o engarrafamento do espumante.
Dependendo da quantidade final de açúcar no espumante, ele poderá ser classificado como:
EXTRA BRUT - menos de 6 g/l
BRUT - menos de 15 g/l
EXTRA DRY - de 12 a 20 g/l
DRY - de 17 a 25 g/l
Saiba Mais
Na Itália existem vários espumantes famosos produzidos com o método charmat, como o Moscato e o Prosecco.
Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br
O Método Clássico consiste em transformar um vinho branco em espumante diretamente na garrafa. O Método Champenoise utiliza o mesmo procedimento, mas o termo é usado somente para a produção do Champagne.
Sobre o Processo
Ao vinho base, que pode ser a mistura de um ou mais tipos de vinhos de safras distintas, mistura-se açúcar e levedos selecionados que consigam iniciar uma segunda fermentação na garrafa.
O vinho contendo esta mistura é engarrafado e vedado com uma tampa metálica especial.
Ele fica fermentando lentamente na cantina por um período que varia, geralmente, entre dois e três anos, na posição inclinada para baixo.
As garrafas são agitadas e rodadas periodicamente de forma a conduzir todos os resíduos em direção a tampa.
O vinho refermentado apresentará um índice alcoólico 1,2 % vol maior que o do vinho base e o dióxido de carbono sob a forma de ácido carbônico (as famosas bolhas).
Graças a ação dos levedos nesta fase, o vinho espumante ganhará aromas de casca de pão.
No final do período da segunda fermentação na garrafa, os resíduos acumulados perto da tampa da garrafa serão congelados de modo que quando ela for retirada, eles sairão junto.
A garrafa é então preenchida com o licor de expedição, formado por vinho de altíssima qualidade, acquavite e sacarose.
Em seguida ela é fechada com uma rolha especial, em forma de cogumelo, e uma cápsula protetora de metal.
Dependendo da quantidade final de açúcar no espumante, ele poderá ser classificado como:
Pas dose - menos de 1 g/l
Brut nature – menos de 3 g/l
Extra Brut – menos de 6 g/l
Brut – menos de 15 g/l
Extra Dry – entre 12 e 20 g/l
Dry, Sec ou Secco – entre 18 e 35 g/l
Dem-sec ou Abboccato – entre 33 e 50 g/l
Doux ou Dolce – mais de 50 g/l
Curiosidades
Falam que a garrafa de espumante do método clássico é tocada mais de cem vezes antes de estar pronta para o processo de engarrafamento.
Existem máquinas que fazem o trabalho dos remueurs.
Elas facilitam e barateiam o processo de produção.
Saiba mais
Na Itália existem vários espumantes famosos produzidos com o método clássico, como: Franciacorta e Talento.
Vídeo
Está disponível no meu canal do YouTube um vídeo, obtido no "Consorzio per La Tutela del Franciacorta", mostrando o processo do método clássico utilizado no Franciacorta, com duração de três minutos e dezessete segundos:
http://www.youtube.com/watch?v=TrgVZidyTtM
Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br
Marcadores: champenoise, clássico, espumante, método, vinho
Para muitas pessoas o Bardolino traz como recordação férias no Lago de Garda: a vista para o lago, um restaurante especializado em peixes e este vinho tinto, leve, brilhante, muito refrescante e perfumado.
As uvas são praticamente as mesmas usadas na produção do Valpolicella: Corvina, Rondinella e Molinara, mas a região de cultivo confere uma grande diferença entre eles. Os vinhedos do Bardolino ficam muito próximos do lago e de grandes cadeias de montanhas. O resultado é um vinho mais leve e frutado que o Valpolicella.
Características do Bardolino Rosso
Uvas utilizadas: Corvina (35-65%), Rondinella (10-40%), Molinara (10-20%), Negrara (0-10%) eventualmente Barbera e/ou Rossignola e/ou Sangiovese e/ou Garganega (0-10%)
Vinho tinto de cor vermelha rubi, tendendo às vezes a cereja. O aroma é muito delicado e o sabor é seco, ligeiramente amargo, mas equilibrado e sutil.
Apresenta teor alcoólico baixo (10,5-11,5%)
Deve ser consumido muito jovem, de 1 a 3 anos da safra, dependendo do tipo.
Saiba Mais
Existem vários tipos de Bardolino regulamentados pelo Ministério da Agricultura italiano, são eles:
. Bardolino DOC Classico – produzido na mais antiga área de tradição que compreende a totalidade do território dos municípios de Bardolino e Garda, e parte de Soave, Veronese Cavaion, Costermano e Affi.
. Bardolino DOC – vinho com as características citadas acima.
. Bardolino DOCG Superiore – passa por um período de envelhecimento de um ano antes de ser comercializado e a graduação alcoólica mínima deve ser 11,5%.
. Bardolino DOC Chiaretto – obtido da vinificação em rose, isto é, com a utilização das cascas das uvas durante um curto período da fermentação.
. Bardolino DOC Chiaretto Spumante - é a versão rose, que passa por uma segunda fermentação pelo método Charmat, o mesmo do Prosecco.
. Bardolino DOC Novello – vinho com as características especificadas para o Bardolino Rosso, mas engarrafado antes de 31 de dezembro da colheita das uvas. Deve ser consumido muito jovem, de preferência de três a seis meses.
Mosaico de Fotos da Região de Bardolino
Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br

Não encha o copo de vinho. Deixe sempre uma margem de segurança de modo a poder agitá-lo para analisar seus aromas.
Recomendo, para vinhos tintos colocar, no máximo, até um terço da taça; para brancos, até metade; e para espumantes, a quantidade pode chegar a três quartos.
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Guarde seu espumante na cave de vinhos:
Coloque na geladeira somente alguns dias antes de servir: 
Se você não tiver uma cave, escolha um lugar para guardar que seja escuro, sem grandes variações de temperatura e longe de alimentos com odores marcantes. Não se esqueça: os grandes inimigos para a conservação do espumante são o calor e a luz.
Deixe, de preferência, o espumante deitado, pois se a garrafa for mantida na vertical durante mais de quatro meses, a rolha pode secar e deixar escapar o gás...
Importante
Não deixe seu espumante na geladeira por muito tempo e evite colocá-lo na porta:
A temperatura excessivamente fria e as vibrações do motor da geladeira podem deixar seu espumante choco ou alterar seu sabor e aroma.
Dicas
Prefira comprar seu espumante em lojas com grandes volumes de vendas e escolha os mais jovens. Como a maioria não tem safra por serem produzidos a partir de uma mistura de vinhos de diversos anos, pergunte ao vendedor sobre quando eles foram engarrafados. Bons negociantes sempre saberão esta informação!
Dê preferência a lojas que armazenam seus espumantes com controle de temperatura e umidade.
Autora: Adriana Grasso
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