sábado, 28 de novembro de 2009

Vin Santo del Chianti - Vinho Típico da Toscana



Os melhores Vin Santo são levemente adocicado e com alta concentração de álcool, cor amarelo dourado ou âmbar, com aroma muito intenso e persistente de frutos secos, mel e especiarias. Na época da colheita, os agricultores colocam de lado os melhores cachos de uvas (tradicionalmente Malvasia, Trebbiano, San Colombano) para fazê-los murchar. Após um longo período de secagem, as uvas são levemente prensadas e vinificadas. O vinho repousa depois por um longo período, que vai de três a dez anos, sem serem tocados, em barris de madeiras especiais.

A qualidade deste vinho depende de muitos fatores: do tipo de uva, do tempo de secagem, da fermentação e do tempo de envelhecimento.



Características do Vin Santo del Chianti

Uvas Utilizadas: Trebbiano Toscano e/ou Malvasia (70-100%).
Vinho doce com cor variando de amarelo claro a dourado. Aroma intenso.
Sabor doce, aveludado e equilibrado.
Apresentar teor alcoólico alto (mínimo 15,5 %).
Pode ser consumido após longo envelhecimento.

Segue o esquema do processo de produção:



Saiba Mais

Há várias hipóteses a respeito da origem do Vin Santo. Uma refere-se a um frade que distribuía este tipo de vinho aos doentes com efeitos terapêuticos positivos. O vinho ficou então conhecido como Vin Santo pelo poder de cura. Outra relaciona o ciclo de produção do vinho com o calendário de festas religiosas. O início da fermentação com o dia de todos os santos e o seu final com o dia de Natal.

Existem vários tipos de Vin Santo. Os mais prestigiados são: Vin Santo del Chianti e suas subzonas: Colli Aretini, Colli Fiorentini, Colli Sebesi, Colline Pisane, Montalbano, Montespertoli, Rufina, Vin Santo del Chianti Clássico e Vin Santo de Montepulciano.

Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br

O que é um Vinho Biodinâmico?



A produção de Vinhos Biodinâmicos é uma prática que possui poucos adeptos, em sua maioria, na França. Ela teve maior impulso e divulgação a partir dos anos 80.
A biodinâmica gera vinho sem tratamento químico, sem correção, retoques, filtragem e sem possibilidade para remediar algum possível erro cometido durante o cultivo das uvas. É o puro reflexo dos ventos, das chuvas, do solo e do sol sobre os vinhedos. Muitos dizem que é o caminho mais puro para expressar um terroir(*).

Os princípios da biodinâmica têm suas raízes em uma série de conferências realizadas pelo filósofo e cientista austríaco Rudolf Steiner, em 1924, intituladas "Fundamentos Espirituais para a Revolução da Agricultura", que pregavam a necessidade de unir o mundo da ciência, com o material e o espiritual, através de métodos filosóficos.

A moderna prática da biodinâmica foi inspirada nas teorias de Steiner, mas é importante ressaltar que um grande número de produtores adeptos da biodinâmica não gostam de serem associados às opiniões e aos ensinamentos de Steiner....

A chave para biodinâmica está em considerar a propriedade agrícola, em sua totalidade, como um sistema vivo e auto-sustentável. Ela também utiliza como parâmetro, ritmos lunares e cósmicos. No lugar de fertilizantes ou pesticidas sintéticos utiliza-se uma série de produtos orgânicos especiais para melhorar a vida do solo, que são aplicados no momento adequado, de acordo com os ritmos da natureza. Qualquer problema, ou doença que ocorra nas plantações não são avaliados isoladamente. Toda a propriedade é analisada para diagnosticar o que está gerando este desequilíbrio.

Os agricultores adeptos da biodinâmica, geralmente, adaptam as técnicas desta metodologia de acordo com as necessidades de suas propriedades e garantem que conseguem bons resultados.

Um dos pontos mais importantes é a existência de um solo equilibrado com uma população de microorganismos saudáveis.

Um dos órgãos internacionais que regulamentam a agricultura biodinâmica é o Demeter. Ele possui subsidiárias em 43 países. Além de ditar suas normas, o Demeter tem como função fazer com que os consumidores entendam o significado deste tipo de agricultura e mostrar que suas regras são mais rigorosas que as da agricultura biológica.

O interesse pela agricultura biodinâmica está crescendo, especialmente entre os viticultores. As inscrições de produtores de vinhos no Deméter triplicaram nos últimos cinco anos, de acordo com Elisabeth Candelario, diretora de marketing de Deméter EUA.

(*) Terroir: uma palavra muito difícil de traduzir pois possui vários significados. Ela engloba todo ambiente natural em que algo está crescendo. Isso inclui aspectos climáticos como, variação de temperatura durante o ano, quantidade de sol, índice pluviométrico, vento e outras condições naturais que possam ocorrer como geadas, chuvas de granizo. Ela também se referencia a variedade de uva plantada, ao solo e subsolo dos vinhedos, incluindo seu conteúdo mineral, sua fertilidade, drenagem. A localização geográfica do terreno também é muito importante: sua inclinação, altitude, proximidade de rios.

Saiba Mais

A biodinâmica tem algumas práticas que fogem do tradicional como: o uso de chás no terreno para equilibrar carências minerais; chifre de boi com cristais de quartzo moído enterrado em determinadas épocas para manter a energia do solo; uso de esterco de diferentes animais, uma vez que os que comem raízes produzem melhor adubo para as plantas; colheita, vinificação e engarrafamento baseados nas fases da lua; aragem por tração animal; colheita manual. Devido a algumas dessas práticas, seus adeptos, muitas vezes, são considerados pessoas exotéricas e esquisitas...

Dentre os adeptos da biodinâmica estão grandes nomes como: Lalou Bize-Leroy, co-proprietária do Domaine de la Romanée-Conti e dona do seu próprio Domaine Leroy, Michel Chapoutier, proprietário de extensos e importantes vinhedos no Rhône e na Provença e Álvaro Palácios, na Espanha. Pelos resultados que eles obtêm usando a agricultura biodinâmica nas propriedades que produzem seus famosos vinhos, não se pode considerá-los tão estranhos assim...

Atualmente, até os críticos mais céticos acabam concordando que os vinhos biodinâmicos costumam ser melhores que os da vinicultura tradicional. Eles parecem ter mais presença, mais intensidade e mais energia!

Link
Demeter: www.demeter.net

Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O que é um Vinho Orgânico?



Segundo a regulamentação americana chamada NOP (National Organic Program), a definição técnica de um vinho orgânico é "vinho feito de uvas cultivadas organicamente e sem adição de sulfitos", isto é, um vinho feito a partir de uvas de produção biológica certificada, cultivadas sem pesticidas, herbicidas e fertilizantes químicos, e que não pode receber anidrido sulfuroso, ou outro tipo de sulfito, geralmente adicionados no final, para garantir maior tempo de vida para a bebida.

A idéia do vinho orgânico é que a não utilização de produtos químicos é melhor para o nosso planeta e também para as pessoas que consumem a bebida.

Esta preocupação é muito importante, pois, depois da Segunda Guerra Mundial, produtos químicos passaram a ser utilizados nos vinhedos em grande escala para aumentar a quantidade de vinhos produzidos.

Vários estudos relatam o efeito nocivo da utilização de produtos químicos no solo, no vinho, no ar, na água e em quem consome. Pesticidas e fungicidas também danificam a videira e seus frutos.

A produção orgânica busca o equilíbrio, isto é, um solo balanceado e fértil. Os fertilizantes químicos tiram do solo os minerais essenciais para a sua saúde, necessitando, portanto, da utilização cada vez maior de insumos artificiais para restaurar o que foi perdido, sem nunca encontrar o equilíbrio natural de novo.
A produção orgânica é mais trabalhosa, ela precisa de cuidados constantes e, geralmente, tudo é feito manualmente. Os custos aumentam em média 20% e o rendimento do vinhedo é menor.

Uma pergunta que ocorre naturalmente é: Por que tomar vinhos orgânicos?

Os vinhedos orgânicos têm mais resistência natural e tendem a obter melhores resultados, mesmo em safras ruins. A colheita manual também ajuda, permitindo a seleção dos cachos. Usando uvas de qualidade, a chance de obter um vinho melhor sempre é maior. O aroma e o sabor dos vinhos biológicos são, geralmente, acima da média. Produtores de vinhos famosos, como o Romanée-Conti, usam estas técnicas em seus vinhedos há décadas. Escolhendo vinhos produzidos a partir de práticas menos nocivas à natureza, o consumidor força outros produtores a seguirem o mesmo caminho e todos ganham com isso.

Importante

Muitos produtores de vinho trabalham com vinhedos orgânicos, mas ainda não conseguiram abolir por completo a adição de sulfito, permitido por lei, nos Estados Unidos, por exemplo, na quantidade máxima de 100 ppm. Desta forma, seus vinhos só podem ser rotulados como feitos de uvas orgânicas. Eles, pela lei americana, não podem chamar seus vinhos de orgânicos até abolirem por completo a utilização do sulfito.

Cada país possui uma regulamentação quanto a vinhos orgânicos. Vale a pena se informar para saber o que realmente está sendo consumido.

Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br

domingo, 15 de novembro de 2009

Garrafa “Titulus” Fazi Battaglia - um dos Ícones do Design Italiano



A garrafa "Titulus" Fazi Battaglia foi selecionada para a mostra "Disegno e Design - Brevetti e Creatività Italiani" que acontece de 04 novembro de 2009 a 31 janeiro de 2010, em Roma, no "Museo dell’Ara Pacis" sob responsabilidade da "Fondazione Valore Italia".

Esta exposição percorre um século de inovações do design italiano.

Estão presentes na mostra, todos os grandes produtores italianos que fizeram a história do design e que ainda representam o melhor da Itália.

A garrafa "Titulus" foi reconhecida como modelo de uma linha de desenhos e de uma tecnologia capaz de resistir ao tempo e continuar a inspirar novas criações.

Sua forma de ânfora, que lembra os recipientes utilizados pelos etruscos, foi um projeto do arquiteto Antonio Maiocchi, vencedor de um concurso instituído pela vinícola Fazi Battaglia em 1953.

Galeria de Fotos da Exposição



Links
Fazzi Battaglia: http://www.fazibattaglia.it/
Disegno e Design Italiano: http://www.disegnoedesign.it/

Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br

sábado, 14 de novembro de 2009

Barbera - Vinho Típico Piemontês

É um vinho muito consumido no cotidiano do Italiano (principalmente do piemontês). Ele deve ser servido acompanhado com comida. Possui alto teor de acidez e é extremamente frutado. Pode variar muito dependendo do tipo de vinificação empregada e se passou por processo de envelhecimento.

Adoro servir os vinhos mais jovens com pizzas e massas. Os encorpados ficam melhores quando acompanhados com pratos mais condimentados (pesados) e queijos picantes.

A produção de vinhos derivado da Uva Barbera cobre praticamente, todas as áres da Região do Piemonte.

Segue a lista de algumas denominações regulamentadas pela legislação italiana que usam um percentual de Uva Barbera na produção de seus vinhos:
















Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br

Grand Cru d’Italia

Primeira seleção de vinhos italianos direcionada para colecionadores e investidores sob responsabilidade da casa especializada em leilões de vinhos, Gelardini & Romani, que há ano promove grandes leilões de vinhos em todo o mundo.



Esta é uma ótima maneira de comprar vinhos que alcançarão grande valor de venda no mercado, por serem de safras especiais, antes que estejam disponíveis no comércio para venda. Para este evento foram selecionados os seguintes vinhos italianos:

TOSCANA

Super Tuscanos
Oreno, Sette Ponti, 2007 – Data de Entrega: 12/2009
Le Pergole Torte, Montevertine, 2007 – Entrega: 06/2010
Tignanello, Antinori, 2007 – Data de Entrega: 06/2010
Apparita, Castello di Ama, 2007 – Entrega: 10/2010
Ornellaia, Tenuta dell’Ornellaia, 2007 – Entrega: 06/2010
Sassicaia, M.si Incisa della Rocchetta, 2007 – Entrega: 06/2010
Redigaffi, Tua Rita, 2008 – Data de Entrega: 10/2010
Messorio, Le Macchiole, 2007 – Data de Entrega: 10/2010
Solaia, Antinori, 2007 – Data de Entrega: 10/2010
Masseto, Tenuta dell’Ornellaia, 2007 – Data de Entrega: 10/2010

Brunello di Montalcino Riserva
Madonna del Piano, Valdicava, 2004 – Data de Entrega: 06/2010
Biondi Santi, 2004 – Data de Entrega: 06/2010

Vin Santo
Occhio di Pernice, Avignonesi, 1998 – Data de Entrega: 10/2010

VENETO

Amarone Riserva
Romano Dal Forno, 2004 – Data de Entrega: 10/2010

PIEMONTE

Barbaresco
Gaja, 2007 – Data de Entrega: 06/2010

Barbaresco Riserva
Santo Stefano, B. Giacosa, 2007 – Data de Entrega: 06/2010
Asili, B. Giacosa, 2007 – Data de Entrega: 06/2010

Barolo
Cannubi Boschis, Sandrone, 2006 – Data de Entrega: 10/2010
Vigneto Arborina, E. Altare, 2007 – Data de Entrega: 10/2011
Sperss, Gaja, 2006 – Data de Entrega: 06/2010

Barolo Riserva
Granbussia, A. Conterno, 2005 – Data de Entrega: 10/2012
Le Rocche del Falletto, B. Giacosa, 2004 – Entrega: 06/2010

Além dos vinhos italianos, serão leiloados Grand Cru e 1er Cru da região francesa de Bordeuax da safra de 2008.

O catálogo completo dos lotes de vinhos deste leilão está disponível no site: (http://www.grwineauction.com/).

Local
O evento ocorrerá dia 20 de novembro de 2009, com início às 19h, em Roma, na Itália, na Villa Aurelia.



Villa Aurelia
Largo di Porta San Pancrazio, 1
00153 Roma, Italia
Tel: +39 06 5846620/3
http://www.villaaurelia.org/

Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Programa VINHOS de 09/11/09

O tema do Programa Vinhos, que apresentei na allTV no dia 09/11/09, foi sobre o Beaujolais Nouveau e o Vinho Novello:



No bloco sobre Enoturismo, falei sobre a Região de Beaujolais, na França:



Beaujolais fica entre Borgonha e Cotes du Rhône. Trata-se de um percurso gastronômico que atravessa 12 regiões produtoras de vinho. Não é necessário gostar de vinho para visitar o local, pois a região é repleta de castelos, beleza física, cidades medievais e artesanato e possui uma gastronomia muito rica, além de muitos outros atrativos.
Em todo o mundo, esta pequena área francesa ficou famosa pela produção do Beaujolais Nouveau, vinho lançado com hora marcada, sempre em novembro, e para ser consumido de imediato.

Como chegar:

De avião até Paris e de carro até lá ou de avião de Paris a Lyon e depois de carro para Beaujolais.

Opções de acomodação:

São três as possibilidades de hospedagem na região: gîte, chambre d’hôtes e hotéis.
A expressão chambre d’hôtes significa, ao pé da letra, quarto de hóspedes: é um quarto com café da manhã numa casa de família por um preço bem em conta.
Os hotéis são poucos e caros e uma das melhores opções é o Château de Bagnols, um castelo do século XVIII que ainda conserva muitas de suas características originais. As tarifas variam entre 565 e 885 euros por noite em apartamento.
A terceira e última forma é o gîte, uma casa rural bem simples e confortável, com o menor preço dos três mas, certamente, a opção mais trabalhosa. Lá você arruma cama, lava pratos e faz outros afazeres domésticos.

O que esperar da região:

Formada por centenas de pequenos vilarejos compostos por uma igreja, um jardim e um pequeno centro comercial.
As maiores cidades são Beaujeu, capital histórica da região, e Viellefranche-sur-Saône, atual capital do distrito, com igual charme e encanto das outras.
Há quem diga que o lugar é o mais representativo da Velha França, com a vida simples do campo, a existência de excelentes vinhos e uma adorável gastronomia regional.

Depois, falei sobre a uva predominante em todo o território: a Gamay:



Ela reina no solo de argila arenoso da região e foi lá que ela encontrou o terroir perfeito para produzir um vinho fresco, vivaz, frutado e leve. A videira de Gamay tem uma vida muito longa, passando, normalmente, de 70 anos.

Os melhores vinhos saem geralmente do Haut Beaujolais. Nesta área se encontram demarcados 38 lugares que podem usar a denominação Beaujolais-Villages; seus vinhedos se encontram acima de 450 metros.

Perto desta região existem dez áreas especiais que podem usar seus próprios nomes nos rótulos - eles produzem os Beaujolais Cru.

Cada Cru tem uma característica distinta que os produtores exploram e expressam com o máximo de vigor que se permite. São eles:

Brouilly – o maior em termos de produção, com qualidade muito variada
Chénas – um pouco mais concentrados
Chiroubles – delicado, aromático e muito agradável
Côte de Brouilly – um pouco mais complexo e concentrado que o Brouilly
Fleurie – de médio corpo e aveludado
Juliénas – considerado por muitos o mais consistente e o melhor dos crus, pois produz vinhos ricos e encorpados
Morgon – em boas safras, é pleno e terroso
Régnié – são as aldeias mais recentes, de qualidade variada
Saint-Amour – suave, leve e de corpo médio, muito utilizado como presente no Dia dos Namorados

Falei também sobre as particularidades do Boujolais Nouveau. É um vinho com uma sazonalidade muito marcante, conhecido como “Sabor do Início do Outono”.

Um grande cuidado deve ser tomado para não fazer confusão: VINHO NOUVEAU NÃO É SIMPLESMENTE VINHO NOVO.

O Nouveau foi inventado quase por acaso, na França, em 1934, quando pesquisadores do Setor Agrícola estudavam uma forma de conservar os cachos de uvas frescas por um longo período de tempo. Entre os vários experimentos, havia um que deixava as uvas armazenadas em câmeras de dióxido de carbono. Depois de algum tempo, os grãos de uva ficavam com um gosto frisante e agradável, mas não podiam mais ser comercializadas como uvas frescas. Eles decidiram, então, espremer as uvas e produzir um vinho. Os primeiros produtores que vinificaram este vinho eram da região de Beaujolais, e foi ela que deu o nome à criação.

As características do Beaujolais Nouveau são: vinho fácil de beber, com pouco tanino, baixa acidez, baixo teor alcoólico e aroma bastante frutado.
Todo ano, na terceira quinta-feira do mês de novembro, a nova safra de Beaujolais Nouveau é lançada em todo o mundo com uma grande festa:



É normal encontrar cartazes na França e em outras partes do mundo com a frase "Le Beaujolais Nouveau est arrivé" ou "Le Nouveau est arrivé", que significa "O Beaujolais Nouveau chegou". Em várias cidades da França, pessoas esperam pela hora de saborear a taça do vinho que representa a nova colheita!

Depois falei sobre a versão italiana - o Vinho Novello - e as principais diferenças entre os dois.

Expliquei também a Maceração Carbônica, utilizada na produção destes vinhos:



Utilizei umas cubas para ilustrar a diferenças da Maceração dos vinhos tintos tradicionais e do Novello e do Nouveau:

Hora da Dica

O tema foi sobre a hora certa de consumir os vinhos que foram tema do Programa.

O Beaujolais Nouveau ou o Novello Italiano, produzidos por Maceração Carbônica, devem ser consumidos ainda jovens, no máximo, em até um ano da data da colheita.

O Boujolais Simples, que não é Nouveau e nem Village, deve ser consumido em um ano de safra. Já o Village pode ser consumido em até dois anos de safra.

Entre os Crus da Região podemos dividí-los em:

Os mais leves podem ser consumidos em até três anos de safra. São eles: Brouilly, Chiroubles, Côte de Brouilly, Régnié e o Saint-Amour.

Os de média estrutura podem ser consumidos em até quatro anos de safra. São eles: Chénas e Fleurie.

Os mais estruturados, Juliénas e Morgon, podem ser consumidos de cinco a sete anos de safra.

Harmonização

Os Boujolais mais leves vão bem com aves e pratos leves; já os mais estruturados vão bem com carne vermelha, guisados e queijos. No caso do Beaujolais Nouveau, o que vale é o espírito: beber um vinho despretensioso e descontraído. Por isso ele pode acompanhar qualquer tipo de prato salgado.

Quanto ao Novello Italiano, geralmente, ele deve ser acompanhado por pratos típicos de Outono, principalmente aqueles à base de castanha. Ele também pode ser servido com pizzas e pratos picantes.

Os guias especializados em harmonização recomendam a utilização do Novello ou Nouveau com sanduíches, pizzas, massas, sushi e pratos condimentados.

Saiba Mais

Eu apresento, ao vivo, o Programa Vinhos, na allTV, todas as segundas-feiras, das 11h às 12h.

Este episódio está disponível no OnDemand da allTV ou no Vimeo (http://www.vimeo.com/7519247)

Link
allTV: http://www.alltv.com.br/

Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br