A Uva Gewürztraminer é especial sob muitos aspectos. A sua presença nos vinhos é facilmente reconhecida devido às suas características aromáticas. É capaz de produzir vinhos brancos de grande estrutura e cor amarelo-dourado e aroma muito intenso, frutado, floral e herbáceo, com notas de frutas tropicais, rosa, flores de acácia e especiarias. O gosto exprime um bom equilíbrio com base em suas notas frescas e minerais.
Devido a estas características, é necessário muito cuidado com sua vinificação para não gerar um vinho exageradamente aromático. Desta forma, produzir um bom vinho Gewürztraminer é uma arte reservada para poucos produtores...
Acredita-se que a Uva Gewürztraminer deriva da Traminer, originária da Região de Termeno, no Tirol. Hoje ela pode ser considerada internacional - encontramos vinhos produzidos com ela em vários países. Os mais famosos são os da Alsácia, na França, do Alto Adige, na Itália, e os do Reno, na Alemanha.
Características
Uvas utilizadas: Gewürztraminer (85% - 100%)
Vinho branco com cor que vai de amarelo-palha a dourado. Aroma intenso de flores, frutas brancas e especiarias.
O sabor é pleno e seco. Existe uma versão “abboccato”, semi-doce.
Geralmente, apresenta baixo teor alcoólico (11,5%).
Deve ser consumido preferencialmente jovem, de dois a quatro anos da safra.
Cuidado!
Observe que há alguma confusão entre o uso dos nomes Traminer e Gewürztraminer: embora sejam duas uvas distintas, Gewürztraminer, muitas vezes, é definida, na Itália, pelo nome Traminer Aromático.
Saiba Mais
Existem os seguintes DOCs regulamentados para a Uva Gewürztraminer na Região do Alto Adige, na Itália: Gewürztraminer dell'Alto Adige, Alto Adige Valle Isarco Gewürztraminer, Alto Adige Val Venosta Gewürztraminer.
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Autora: Adriana Grasso
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Este vinho espumante doce, único no seu gênero, deriva da vinificação da Uva Moscato Bianco e seu maior centro de produção está na cidade de Canelli (Asti) no Piemonte.
Características
Uvas utilizadas: Moscato Bianco (100%).
Vinho espumante branco de cor amarela claro e aroma intenso.
Sabor doce e equilibrado.
Costuma apresentar teor alcoólico baixo (7,5 %).
Deve ser consumido muito jovem, de preferência de seis a oito meses.
Processo de Produção
A maioria dos vinhos Asti Spumante é feita utilizando o Método Charmat.
A grande diferença para os outros espumantes que usam este método está na segunda fermentação. Enquanto a maioria é feita a partir de um vinho branco seco, adicionando-se sacarose, o Asti é produzido de um vinho branco de Uvas Moscato Bianco, com praticamente metade do açúcar original da fruta para ser fermentado.
Como o vinho base para a re-fermentação já possui teor de açúcar natural, adiciona-se somente o levedo.
Para produzir um vinho doce e espumante, a segunda fermentação, é interrompida quando existe uma quantidade suficiente de CO2, mas com um residual de açúcar natural ainda elevado.
No final do processo, o Asti Spumante apresenta um teor alcoólico entre 7,5 e 9º e um teor de açúcar entre 7,5 e 9%.
Saiba Mais
O Asti Spumante possui DOCG desde 1967.
Na produção de espumantes aromáticos não é permitida a adição de xarope de dosagem e o teor alcoólico mínimo é de 6%.
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O vinho branco que mais se sobressai na Região da Ligúria é feito com a pouco conhecida Uva Pigato. Em geral, ela produz vinhos com mais estrutura e amargor que a Vermentino e lembra um pouco a Uva Cortese, usada no Gavi di Gavi Piemontês.
Riviera Ligure di Ponente Pigato, do produtor Claudio Vio, é meu vinho branco favorito para acompanhar um dos pratos mais famosos da Liguria, a Pasta al Pesto Genovese.
Características
Uvas utilizadas: Pigato (95-100%).
Vinho branco de cor amarela palha; aroma intenso e ligeiramente amendoado.
Sabor seco com um leve amargor.
Costuma apresentar baixo teor alcoólico (12 %).
Deve ser consumido muito jovem, de preferência até um ano da safra.
Sobre a Uva Pigato
A Uva Pigato é originária da Grécia Antiga, mas, ao longo dos séculos, encontrou um ambiente ideal no Distrito de Albenga, na Liguria, de forma que é considerada uma variedade autóctone italiana.
Seu nome deriva do termo pigau ou pigou, do Dialeto da Ligúria que faz menção aos pequenos pontos de ferrugem encontrados na casca desta Uva.
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O Vinho Riviera Ligure di Ponente Pigato possui regulamentação DOC desde 1989.
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Minha amiga e sommelier Daniela Bravin escreveu um comentário referente à região da Liguria.
Até o momento, passeei por quase toda a Itália, mas não escrevi nada sobre a Liguria!
Esta região costeira, que tem como capital o porto de Genova, produz vinhos interessantes. Gosto muito dos brancos, em especial do Riviera Ligure di Ponente Vermentino; um vinho perfeito para acompanhar pratos a base de peixes e frutos do mar, mas que deve ser consumido muito jovem.
Características
Uvas utilizadas: Vermentino (95-100%).
Vinho branco de cor amarela palha com reflexos verde claro e algumas vezes dourado; aroma delicado e agradável com notas de cedro, pêssego e maçã.
Sabor seco e fresco, com um toque mineral.
Costuma apresentar baixo teor alcoólico (11-12 %).
Deve ser consumido jovem, de preferência até dois anos da safra.
Sobre a Uva Vermentino
Há várias hipóteses sobre a introdução desta variedade de uva na Itália. Alguns argumentam que se trata de um vinhedo originário da Espanha, que chegou na Liguria entre os séculos XV e XVIII e de lá foi parar na Toscana e na Sardenha. Outros dizem que ela é originária do Oriente Médio e foi trazida pelos gregos.
A Uva Vermentino, dependendo da área de produção, pode gerar vinhos com mais ou menos aroma, persistência e estrutura.
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Outros DOC produzidos com base na Uva Vermentino da Liguria:
. Colli di Luni Vermentino
. Golfo del Tigullio Vermentino
Autora: Adriana Grasso
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Marcadores: branco, Daniela Bravin, italiano, ligúria, vermentino, vinho

Não encha o copo de vinho. Deixe sempre uma margem de segurança de modo a poder agitá-lo para analisar seus aromas.
Recomendo, para vinhos tintos colocar, no máximo, até um terço da taça; para brancos, até metade; e para espumantes, a quantidade pode chegar a três quartos.
Autora: Adriana Grasso
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Considero Lazio uma região sem grandes vinhos, apesar de possuir zonas vinícolas de alta potencialidade como I Castelli Romani e Montefiascone. Este fato pode parecer estranho para uma área que tem como capital a cidade que foi centro do antigo império Romano, Roma.
Na história do vinho, não se discute o trabalho feito por Fenícios, Gregos e Etruscos para a difusão deste na Itália, mas foi graças aos Romanos que ele se difundiu em toda a Europa. Seus soldados carregavam semente de videiras durante o período de conquistas e quando encontravam locais apropriados, iniciavam plantações de uva. Foram os romanos os responsáveis pela criação de um comércio de vinho fazendo com que este se tornasse importante também do ponto de vista econômico.
Eles consideravam o vinho um elemento imprescindível e na cidade de Roma eram comercializadas dezenas de tipos provenientes de toda a Europa. Existia uma área na cidade dedicada à venda de vinhos, cujo centro era a famosa via Bibaratica... Nos portos vizinhos, haviam sessões dedicadas somente ao néctar de Bacco.
Apesar deste brilhante histórico de disseminação, produção e consumo, os vinhos produzidos em Lazio possuem qualidade irregular. Sua capital, Roma, sempre foi um grande mercado consumidor e absorvia toda a produção dos vinhos de seus arredores. Desta forma, as vinícolas da região não tinham grandes problemas para vender o que produziam. Segundo alguns historiadores, esta é uma das principais razões para o atraso das cantinas em relação à aplicação de novas técnicas e a modernização de seus equipamentos.
Alguns vinhos Produzidos em Lazio
Lazio produz o vinho branco Frascati, que se desenvolve na região dos Castelli Romani e é feito com Uvas Malvasia Branca e/ou Trebbiano Toscano (mínimo 70%) e Greco e/ou Malvasia del Lazio (máximo 30%).
O único DOCG da região é o Cesanese del Piglio, vinho tinto produzido nos arredores de Frosinone, com Uvas Cesanese d’Affile e/ou Comune (mínimo 90%).
Em Montefiascone temos o vinho branco Est! Est!! Est!!! com Uvas Trebbiano Toscano (65%), Malvasia Branca (20%) e Rossetto (15%).
Importante
Alguns produtores estão trabalhando para melhorar a qualidade de seus vinhos, entre eles destacam-se: Fontana Candida, com seus Frascati, Colletono, com Cesanese del Piglio e Trappolini, com Est! Est!! ESt!! Di Montefiascone.
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O Cirò é um grande vinho da Calábria, que conquistou apreciadores e especialistas em todo o mundo. Hugh Johnson, autor conhecido pelas publicações sobre vinhos, define o Cirò como “O Barolo do Sul da Itália”.

O Ciró é produzido na versão Branco, Rose e Tinto.
Seguem as características de cada tipo:
Cirò Rosso DOC
Uvas utilizadas: Gaglioppo (mínimo 95%);
Vinho tinto de cor vermelha rubi. Aroma agradável, delicado e intensamente vinoso. O sabor é seco, harmonioso, tornando-se aveludado com o envelhecimento.
Teor alcoólico alto (13,5%).
O vinho deve envelhecer pelo menos nove meses antes de ser comercializado.
Deve ser consumido entre cinco e sete anos da safra.
Cirò Rosato DOC
Uvas utilizadas: Gaglioppo com Greco Bianco ou Trebbiano Toscano
Vinho rose de cor rosa de média intensidade. Aroma delicado e vinoso. O sabor é seco, fresco e agradável.
Teor alcoólico mediano (12,5%).
Deve ser consumido jovem, de dois a três anos da safra.
Cirò Bianco DOC
Uvas utilizadas: Greco Bianco e Trebbiano Toscano
Vinho branco de cor amarela palha. Aroma vinoso. O sabor é seco e delicado.
Teor alcoólico baixo (11%).
Deve ser consumido jovem, de dois a três anos da safra.
Vinhos à Venda no Brasil
Recomendo o Cirò Riserva Duca San Felice DOC 2005 do produtor Librandi, importado pela Mistral.
Saiba Mais
O vinho possui DOC desde 1969 e é um vinho de custo acessível (em torno de 8 euros, na Itália).
Galeria de Fotos
Conheça um pouco da cidade de Cirò na Calabria.




Links
Mistral: https://www.mistral.com.br/
Librandi: http://www.librandi.it/
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Aconteceu entre os dias 16 e 19 de maio de 2009, em Nápoles, na Itália, o 5º. Salão do Vinho VITIGNOITALIA, que anualmente premia os melhores vinhos italianos produzidos com uvas autóctones.
Este ano, participaram vinhos de Uvas: Aglianico, Barbera, Montepulciano, Nero d’Avola, Primitivo, Sangiovese, Falanghina, Fiano, Greco di Tufo, Inzolia, Trebbiano, Prosecco, Verdicchio e Garganega.
Os finalistas foram: o Verdicchio dei Castelli di Jesi Classico 2005 Umani Ronchi, o Taurasi Docg 2005 Vesevo, o Ben Ryè Passito di Pantelleria da Donnafugata, o Recioto di Soave Docg Trabucchi, o Vigneto Giardino Prosecco Dry 2008 Adami e o Prosecco Cartizze Dry Le Bertole.

O Taurasi Docg 2005 do produtor Vesevo foi o vencedor na categoria vinho autóctone tinto.

O Plenio Verdicchio dei Castelli di Jesi Doc Classico Riserva 2005 do produtor Umani Ronchi venceu na categoria branco.
Além de escolher “Il Vino Perfetto”, o salão elege os vinhos que apresentaram melhor qualidade num patamar de preço em torno de 6 euros (valor de comercialização na Itália).
Os ganhadores desta categoria, chamada “In Vino Veritas”, foram:
. o rose, Grayasusi et Rame Rosato 2008 do produtor Ceraudo;
. os brancos, Coda di Volpe 2008 da Fattoria La Rivolta e Falanghina Campi Flegrei Doc 2008 da Grotta del Sole;
. o tinto, Montepulciano d’Abruzzo 2008 do produtor Farnese.
Links
Umani Ronchi: http://www.umanironchi.com/
Vesevo: http://www.vesevo.it/
VITIGNOITALIA: http://www.vitignoitalia.it/
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Quantas pessoas já sofreram dores de cabeça mesmo depois do consumo moderado de vinho?
Provavelmente, muitos que estão lendo esta postagem já passaram por esta desagradável experiência...
O principal culpado por esta dor de cabeça tem nome e sobrenome: Anidrido Sulfuroso.
O Anidrido Sulfuroso é um produto usado como anti-séptico, anti-oxidante e conservante no vinho. Ele inibe a formação de microrganismos prejudiciais ao vinho e favorece a sua longevidade. Sua utilização é regulamentada por lei; na Itália, existe um limite de 160 mg/l para vinhos tintos e 210 mg/l para vinhos brancos e rose.
Não é simples determinar um índice aceitável, pois cada organismo reage a esta substância de forma distinta; entre os bons produtores há um consenso que o ideal é não ultrapassar 100 mg/l, mesmo a lei permitindo taxas mais elevadas.
A Organização Mundial de Saúde indica um índice mais conservador: eles consideram aceitável o consumo de, no máximo, 0,7 mg/l por quilo de peso corporal (isso significa que uma pessoa com 70 kg, não deve consumir mais de 49 mg/l de anidrido sulfuroso)!
Em 2003, acompanhei via publicações especializadas, o resultado dos testes da quantidade Anidrido Sulfuroso em 28 garrafas de vinho branco de diferentes produtores e diferentes países, realizado num renomado laboratório de análises químicas de Torino. O resultado foi interessante: todos estavam dentro da lei (menos de 210 mg/l), mas 60% das garrafas tinham mais de 100 mg/l. Alguns tinham taxas baixíssimas de 5 mg/l enquanto outros chegavam a 175 mg/l.
A Legislação Brasileira pede a identificação da presença de Anidrido Sulfuroso no contra rótulo dos vinhos, mas a informação da quantidade não é obrigatória.
Então, como se proteger?
Preste atenção, principalmente quando abrir uma garrafa de vinho branco, na presença de odores ocre e de enxofre, pois eles podem indicar excesso desta substância química.
Pesquise na Internet sobre os produtores; muitos expressam sua opinião sobre o assunto de forma bem clara.
Em caso de muita sensibilidade ao Anidrido Sulfuroso, opte por vinhos biológicos (no caso dos italianos, aqueles que tenham a garantia da AIAB - Associação Italiana por uma Agricultura Biológica).
Por fim, tome muito cuidado com vinhos de grande produção e muito baratos...
Curiosidade
Trabalhei com importação de vinhos durante alguns anos e sei que todo importador tem acesso a análise química dos vinhos trazidos para cá, pois a Legislação exige uma análise em laboratório autorizado no país de origem e outra antes da retirada dos vinhos da alfândega.
Lembro-me que muitos se preocupavam com as taxas de Anidrido Sulfuroso, entre eles o Produttori del Barbaresco e o Teo Costa. Encontrei recentemente num blog italiano informações sobre os progressos dos irmãos Roberto e Marco Costa, proprietários da vinícola Teo Costa, neste sentido. Eles explicavam que conseguem vinhos sem Anidrido Sulfuroso trabalhando cuidadosamente em todos os estágios do processo de produção e respeitando a natureza. Eles partem de uvas saudáveis, muito bem selecionadas e lavadas, mantêm a higiene da cantina, controlam o tempo e a temperatura durante todo o processo de fermentação, utilizam leveduras que não produzam sulfurosos, trabalham sempre com tonéis de aço e evitam contato com o oxigênio. Quando questionados sobre o resultado, eles garantiam: um vinho saudável que não dá dor de cabeça!
Saiba Mais
Existem pesquisas para encontrar alternativas para o Anidrido Sulfuroso no vinho. Uma delas usa a Quitosana (derivado da Quitina) como substituto.
O Anidrido Sulfuroso também é utilizado como conservante de alimentos e outras bebidas.
Links
AIAB: http://www.aiab.it/
Produtor Teo Costa: http://www.teocosta.it/
Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br
Marcadores: anidrido sulfuroso, branco, dor de Cabeça, quitosana, rose, teo costa, tinto, vinho


