Bonarda Oltrepò Pavese – Vinho Típico da Lombardia
0 comentários Postado por Adriana Grasso às 13:09O vinho tinto Bonarda Oltrepò Pavese - feito principalmente com uva Croatina - é muito consumido no dia a dia pelos italianos da Lombardia, principalmente dos que moram nos arredores da cidade de Pavia.
O vinho é leve, ligeiramente frisante, com baixo teor alcoólico, aroma frutado e é feito para ser consumido ainda jovem.
Ele é um dos vinhos mais tradicionais da região e harmoniza muito bem com pratos feitos com molho a base de carne, ou de funghi, pappardelle com sugo de lebre, risotos, agnolotti com molho de brasato, queijos de média maturação e salames.
Características:
Uvas utilizadas: Croatina (85%-100%), Barbera e/ou Uva Rara e/ou Ughetta e/ou Pinot Nero (0%-15%).
Vinho tinto de cor vermelha rubi intensa, com reflexos roxos. O aroma é fino, intenso, com notas de cereja e amora. Algumas vezes são encontrados traços de pimenta preta. O sabor é seco e equilibrado, ligeiramente tânico e um pouco frisante.
Apresenta teor alcoólico em torno de 12,5%.
Deve ser consumido muito jovem, de 1 a 2 anos da safra.
Sobre a uva Croatina
Croatina é uma uva tinta autóctone italiana com origens na idade média, na região da Lombardia.
Os vinhos produzidos com esta uva possuem pouco corpo, taninos mais leves e aroma intenso de frutas vermelhas.
É atualmente uma das uvas mais importantes do Oltrepò Pavese, na Lombardia, onde são produzidos vinhos tintos levemente frisantes que lembram um pouco o Lambrusco.
Ela também é cultivada no Piemonte e na Emilia Romagna.
No Oltrepò Pavese, em Colli Piacentini e no Roero, os vinhos de uva Croatina são chamados, às vezes, de Bonarda. Isso cria uma grande confusão uma vez que Bonarda é uma variedade de uva distinta.
Saiba Mais
O vinho Bonarda Oltrepò Pavese obteve o certificado DOC do governo italiano em 1970.
Além deste, também é possível encontrar vinho Oltrepò Pavese DOC na versão branco ou tinto feito com uvas como: Barbera, Cabernet Sauvignon, Pinot Nero, Chardonnay, Cortese, Malvasia, Moscato, Pinot Grigio, e Riesling.
Com relação à uva Croativa, ela também está presente em outros DOC: Colli Piacentini Gutturnio DOC e Colli Piacentini Bonarda DOC, na região da Emilia Romagna, e Colline Novaresi Croatina DOC e Cisterna d'Asti DOC , no Piemonte.
Galeria de imagens da região de Oltrepò Pavese, na Lombardia:
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O Barolo é um vinho italiano tão importante que é referenciado como o rei dos vinhos e, realmente, um Barolo bem produzido, de boa safra, pode ser considerado um dos melhores vinhos do mundo.
O Barolo é um vinho que melhora muito depois de envelhecido, mas não é um vinho fácil. Quando jovem, ele é austero e bastante tânico. Para equilibrar sua potência são necessários alguns anos de envelhecimento - entre seis e dez - antes de ser consumido e, mesmo assim, quando aberto, ele deve passar por um processo de decantação para atenuar seus taninos.
A área de produção do Barolo tem como centro a cidade de Barolo, no Piemonte, situada nas colinas de Langhe, perto da cidade de Alba. As principais cidadezinhas que compõem a zona de produção do Barolo são La Morra, Barolo, Serralunga d’Alba, Castiglione Falleto e Monforte d’Alba.
Características do Barolo:
Uvas utilizadas: 100% Nebbiolo
Vinho tinto de cor vermelha granada com reflexos laranja. O aroma é intenso com notas florais que lembram rosas e violeta, quando o vinho é jovem. Com o tempo aparecem aromas de cereja, ameixa cozida, frutas silvestres, terra molhada, couro, com notas de pimenta, canela e baunilha. Ele é tânico, encorpado, seco, robusto, mas aveludado e harmonioso.
Apresenta teor alcoólico superior a 13%.
Deve ser consumido depois de um período de envelhecimento aproximadamente de 10 anos. Geralmente, pode ser guardado por mais de 20 anos.
Saiba Mais
Nos dias de hoje, é comum encontrar à venda dois tipos distintos de Barolo:
Tradicional – produzido a partir de um processo de longa maceração, ou seja, as cascas das Nebbiolo ficam em contato com o mosto na fermentação durante 20 dias ou mais - isto é feito para extrair bastante tanino para o vinho. Depois da fermentação, o vinho passa por um longo período de envelhecimento em velhos barris de carvalho. O resultado é um vinho muito forte, tânico e encorpado, que precisa de mais de dez anos para se desenvolver e encontrar seu equilíbrio.
Moderno - representa uma tentativa de fazer um Barolo pronto para beber mais cedo que o tradicional e também menos austero. O período de contato das cascas da uva durante a fermentação é menor, geralmente de uma semana, e o tempo de envelhecimento em barris de carvalho também é menor. O vinho fica pronto para beber mais cedo, mas não tem a longevidade do tradicional.
Alguns produtores optaram por uma via de meio entre os dois estilos e combinam os melhores aspectos das duas tipologias.
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É um vinho muito consumido no cotidiano do Italiano (principalmente do piemontês). Ele deve ser servido acompanhado com comida. Possui alto teor de acidez e é extremamente frutado. Pode variar muito dependendo do tipo de vinificação empregada e se passou por processo de envelhecimento.
Adoro servir os vinhos mais jovens com pizzas e massas. Os encorpados ficam melhores quando acompanhados com pratos mais condimentados (pesados) e queijos picantes.
A produção de vinhos derivado da Uva Barbera cobre praticamente, todas as áres da Região do Piemonte.
Segue a lista de algumas denominações regulamentadas pela legislação italiana que usam um percentual de Uva Barbera na produção de seus vinhos:






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O vinho Rosso Torgiano Riserva é produzido na zona em torno à cidade de Torgiano, na Província de Perugia. O nome Torgiano deriva da contração de "Torre di Giano”, uma torre que ainda domina a paisagem da região e faz parte das ruínas de um castelo medieval. O cultivo de uva nesta área é muito remoto e vem, pelo menos, da época dos etruscos.
Outro fato importante é que o Rosso Torgiano Riserva foi o primeiro vinho da Umbria a conseguir regulamentação DOCG:
Características
Uvas utilizadas: Sangiovese (de 70 a 100%) e outras uvas da região (de zero a 30%)
Vinho tinto cor vermelho rubi. Aroma vinoso e delicado.
O sabor é seco, harmonioso e equilibrado.
Apresenta teor alcoólico mínimo de 12,5%.
O vinho passa por um período de envelhecimento obrigatório antes de ser colocado à venda – são, no mínimo, três anos, e pelo menos seis na garrafa.
O Torgiano Riserva pode ser consumido, preferencialmente, em até oito anos da safra.
Saiba Mais
Nesta região, além do Rosso Riserva, também são produzidos:
Bianco de Torgiano, com uvas Trebbiano (de 50 a 70%), Grechetto (de 15 a 40%) e outras uvas brancas (de zero a 15%).
Chardonnay di Torgiano, com uvas Chardonnay (mínimo 85%) e outras uvas brancas (de zero a 15%).
Pinot Grigio di Torgiano, com uvas Pinot Grigio (mínimo 85%) e outras uvas brancas (de zero a 15%).
Riesling Italico di Torgiano, com uvas Riesling (mínimo 85%) e outras uvas brancas (de zero a 15%).
Torgiano Spumante, produzido com o método clássico e segunda fermentação na garrafa, à base de uva Chardonnay (de 40 a 50%), Pinot Nero (de 40 a 50%) e outras uvas brancas (de zero a 15%).
Rosato di Torgiano, com uvas Sangiovese (mínimo 50%), Canaiolo (de 15 a 30%), Trebbiano (de zero a 10%) e outras uvas tintas (de zero a 15%).
Rosso di Torgiano, com uvas Sangiovese (mínimo 50%), Canaiolo (de 15 a 30%), Trebbiano (de zero a 10%) e outras uvas tintas (de zero a 15%).
Cabernet Sauvignon di Torgiano, com uvas Cabernet Sauvignon (mínimo 85%) e outras uvas tintas (de zero a 15%).
Pinot Nero di Torgiano, com uvas Pinot Nero (mínimo 85%) e outras uvas tintas (de zero a 15%).
Estes vinhos possuem regulamentação DOC desde 1968.
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Uma lenda diz que o povo de Merzifon, situado no Mar Negro, depois da Guerra de Tróia, imigrou para a Costa do Adriático e levou com ele um dos seus bens mais valiosos, a Uva Marzemino!
Características
Uvas utilizadas: Marzemino (85-100%)
Vinho tinto de cor vermelho rubi escura, quase roxa, com reflexos granada e azul. O aroma é suave, com notas de pequenos frutos silvestres, flores aromáticas, em especial violeta, toque de especiarias e menta. O sabor é seco e bastante harmonioso.
Teor alcoólico baixo (11%).
A grande maioria deve ser consumida ainda jovem, em até quatro anos da safra.
Sobre a Uva Marzemino
Uva típica da Vallagarina e, em particular das áreas de Isera e Volano. Ela produz um vinho jovem e brilhante que encanta pela intensidade da cor e da frescura que emana.
Saiba Mais
O Marzemino Trentino possui regulamentação DOC desde 1971.
Curiosidade
O Marzemino também é conhecido como vinho de Mozart, por ser citado na sua obra “Don Giovanni” - Despeje o vinho, excelente Marzemino!
Ele também é famoso como vinho dos doges e dos imperadores, por nunca faltar na mesa dos nobres.
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Sangiovese di Romagna - Vinho Típico da Emilia-Romagna
0 comentários Postado por Adriana Grasso às 22:26Apesar de ser uma única região, os italianos que vivem na Emilia-Romagna costumam dizer que são da Emília, caso morem mais ao Norte ou próximo de Milão ou Romagna, caso estejam abaixo de Bologna, no Sudeste da região. As uvas predominantes também diferem - na Emília, reina a Lambrusco, e na Romagna, a Sangiovese.
A Uva Sangiovese desta região é um clone da Sangiovese encontrada na Toscana. Suas características organolépticas são muito variadas e vão de vinhos bem leves aos de boa estrutura. Seus grãos são menores, mas na mão dos melhores produtores de Romagna, produzem vinhos de alta qualidade que não ficam nada a dever em relação aos Toscanos.
Características
Uvas utilizadas: Sangiovese (85-100%)
Vinho tinto de cor vermelha rubi com reflexos roxos. O aroma é vinoso com notas de violetas. O sabor é seco harmonioso, ligeiramente tânico, com retro-gosto agradavelmente amargo.
Teor alcoólico baixo (12%).
A grande maioria deve ser consumida ainda jovem, em até quatro anos da safra.
O Sangiovese de Romagna também é comercializado na versão Novello, com graduação alcoólica mínima de 11% e que deve ser consumido em, no máximo, seis meses; na versão Superiore, com graduação alcoólica de pelo menos 0,5% a mais que o tradicional, passando por um período de envelhecimento obrigatório mínimo de seis meses; e na versão Riserva, com um período mínimo de envelhecimento obrigatório de dois anos - neste caso, o vinho pode ser consumido em até dez anos da safra.
Sobre a Uva Sangiovese
A Uva Sangiovese se tornou popular no final do século XVIII.
Há várias hipóteses sobre a origem de seu nome.
Diz uma lenda que os frades que habitavam o Monte Giove, na Colina de Santacangelo di Romagna cultivavam esta uva na região.
Durante a visita de um ilustre convidado, este se encantou pelo vinho oferecido e perguntou o nome da uva. Os frades ficaram num dilema, pois nunca tinham pensado em dar um nome para ela. Um deles, para salvá-los do constrangimento, inventou na hora o nome Sanguis di Jovis. A partir daí, o nome ficou Sanguis di Giove para fazer referência ao Monte onde habitavam - alguns anos depois, o nome evoluiu para Sangiovese.
Saiba mais
Sangiovese di Romagna foi o primeiro vinho tinto da região a obter Denominação de Origem Controlada (DOC). Ele possui esta regulamentação desde 1967.
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O Verduno Pelaverga é um vinho tinto, de uma pequena região do Piemonte, que tinha tudo para desaparecer!
Suas pequenas videiras sempre ocuparam preciosos espaços entre as famosas e rentáveis Uvas Nebbiolo e Barbera.
Com o crescente movimento europeu para produzir vinhos com uvas nativas e de características diferentes, ele acabou despertando interesse, principalmente do mercado internacional. Para você ter uma idéia, hoje ele é mais consumido em Nova York do que em Milão.
O que motivou tanta curiosidade foram suas características muito peculiares:
. aromas inesperados, como: pimenta, especiarias, ervas balsâmicas e licor de cereja
. teor alcoólico alto, mas quase imperceptível pelo seu frescor
. não apresenta estrutura na boca, mas é agradável e fresco
. dizem que a Uva Pelaverga tem poderes afrodisíacos e existem várias histórias circulando sobre estes efeitos milagrosos
Resumindo, o Verduno Pelaverga possui características que não se assemelham a outros vinhos conhecidos!
Importante
O Verduno Pelaverga deve ser consumido preferencialmente jovem (até três anos da safra).
Nem sempre o vinho agrada...
É mais um dos típicos casos de amor ao primeiro gole ou rejeição.
Ele é recomendado para acompanhar pratos à base de peixes.
O Governo Italiano regulamentou o Verduno Pelaverga com Denominação de Origem Controlada em 1995. Até então ele era vendido como Vino da Tavola.
É um vinho de produção muito limitada e concentrada na mão de pouquíssimos produtores.
Vale à pena experimentar, mesmo que seja por curiosidade...
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Para comemorar 60 anos de casamento, Franco Biondi Santi abriu para degustação, no mês passado, uma das 6 garrafas ainda existentes de Brunello Riserva 1891.
Segundo os convidados, depois de mais de um século, o vinho ainda estava vivo, vibrante e sem traços de oxidação. A cor era cereja bem fechada, o aroma apresentava notas de mel e castanhas e o sabor mostrava ainda alguma acidez. A persistência do vinho na boca (retro-gosto) foi longuíssima.
Sorte de quem teve o prazer de degustar esta maravilha produzida na Tenuta Il Greppo na cidade de Montalcino, na Toscana.
Em 1888 a Tenutta Il Greppo era administrada por Ferruccio Biondi Santi, enologo e avó de Franco. Ele foi responsável pela criação do Brunello, da maneira como conhecemos hoje, tanto que os vinhos da cantina Greppo são considerados universalmente o arquétipo do Brunello.
A cantina utiliza cortiça de altíssima qualidade para fechar seus vinhos, mas mesmo assim, o Brunello Riserva 1891 degustado teve sua rolha trocada em três ocasiões: 1927, 1970 e 1985. Não sei como este processo é chamado em português. Na Itália ele é conhecido como Ricolmatura, um ritual cheio de charme feito e acompanhado por especialistas, para trocar a rolha antes que ela cause problemas ao vinho, mas sem comprometer a qualidade do mesmo.
Guardado na cantina da Tenuta Il Greppo existem outras preciosidades, como o Brunello di Montalcino Riserva 1888, 1891, 1925 e 1945.
Links
Tenula Il Greppo: http://www.biondisanti.it/
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Em uma pequena região de Bolgheri, na Toscana, numa faixa de terra relativamente próxima ao mar, perto de Livorno, produz-se um vinho que não pode ser chamado de típico italiano, pois suas características são similares aos vinhos franceses bordoleses, com 85% de Uva Cabernet Sauvignon e 15% de Uva Cabernet Franc, mas que é considerado, por muitos críticos, um dos melhores vinhos do mundo.
Estou falando do Sassicaia, resultado de anos de trabalho de um italiano apaixonado por vinhos franceses, Mario Incisa della Rocchetta.
Mario Incisa não percorreu uma estrada fácil até conseguir êxito com seus vinhos. Seu trabalho teve início quando ele era estudante de agronomia e resolveu implantar, na propriedade de sua família, na região de Bolgheri, uvas para a produção de vinhos estilo bordoles. Parecia muito estranho para a época esta decisão, uma vez que a região era muito próxima ao mar.
Os vinhos produzidos por ele, entre 1948 e 1960, ficaram restritos a consumo local e foram duramente criticados por serem extremamente austeros.
Sem deixar-se abater com as opiniões adversas, Mario Incisa continuou pesquisando e aprimorando seus vinhos.
A cada safra ele guardava algumas garrafas em sua cantina e percebeu que os vinhos melhoravam depois de um período de envelhecimento.
Em 1965, Mario plantou novos vinhedos em uma área da propriedade com solo e micro-clima muito parecidos com os da região francesa de Graves, em Bordeaux. O nome escolhido para o vinho produzido a partir destes vinhedos foi Sassicaia.
Sua primeira safra foi em 1968. A partir daí, Mario decidiu reformular a cantina e introduziu o uso de barris de carvalho para o envelhecimento do vinho.
Todo este esforço foi recompensado e o Sassicaia teve reconhecimento mundial. O primeiro a compreender sua importância foi o crítico de vinhos Luigi Veronelli, em 1974; em 1978, a revista inglesa Decanter, classificou o Sassicaia 1972 como o melhor entre uma elite de grandes Cabernet; em 1982 o Pocket Wine Book o definiu como o melhor vinho italiano; e em 1982 a Associação Vinarius o elegeu como o melhor vinho do ano.
A coroação veio quando o Sassicaia recebeu status de primeiro cru italiano e ganhou uma Denominação de Origem Controlada só para ele. É o único caso em que o governo regulamentou um vinho produzido por um vinhedo pertencente a um produtor, o Sassicaia da Tenuta San Guido.
Antes detse imenso sucesso, era possível degustá-lo em vários restaurantes de Livorno e da região. Hoje é praticamente impossível, pois, devido a sua larga procura, o vinho atingiu alto valor de mercado e ficou restrito a uma faixa de consumidores de poder aquisitivo elevado.
Saiba Mais
O vinho tinto Sassicaia não foi produzido nos anos de 1969 e 1973, por causa de problemas climáticos que comprometeram sua qualidade.
Hoje quem administra a Tenuta San Guido é o filho de Mario, Nicolò Incesa.
O Sassicaia ganhou status de DOC em 1994. Antes desta data, ele não tinha uma classificação específica, pois fugia dos padrões dos vinhos da região, e foi vendido por muito tempo como Vino da Tavola. Para não chama-lo assim, o mercado internacional criou um nome para este tipo de vinho, Super Toscano. Outros produtores da região de Bolgheri aproveitaram a onda e também criaram vinhos de alto nível com corte bordoles, que também são chamados de Super Toscanos.
Links
Sassicaia: http://www.sassicaia.com/
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contato: adriana.grasso@uol.com.br
Marcadores: bolgheri, italiano, mario incisa, sassicaia, supertoscano, tenuta san Guido, toscana, vinho tinto

A Nebbiolo é sem dúvida a mais nobre das uvas da região do Piemonte. Seu nome deriva de “neblina”, seja porque a uva amadurece tarde (quando as colinas já estão com as primeiras neblinas do Outono) ou pela cor da uva (com tonalidades cinza que, no conjunto, também lembram a neblina). As primeiras notícias de seu cultivo nesta região vêm dos anos 300. A uva dá o melhor de si na produção de vinhos de grande corpo e estrutura que, durante o envelhecimento, conseguem complexidade e elegância.
Existem vários vinhos produzidos com Uva Nebbiolo, mas devido a legislação italiana para a nomenclatura dos mesmos, não é possível descobrir a uva utilizada somente lendo o rótulo, pois nele é obrigatório constar somente a região de produção.
Para você ter uma idéia, relacionei os vários tipos de vinhos do Piemonte com Regulamentação de Origem Controlada pelo governo italiano (DOC e DOCG) e que levam a Uva Nebbiolo em sua produção.
Não se assuste, pois a lista é grande...
Seguem os detalhes e a região de cada um dos tipos:
Este vinho tem regulamentada uma versão Rose, o Albugnano Rosato, com graduação alcoólica mínima de 11% e é aconselhado para acompanhar refeições mais leves.
Maiores detalhes sobre o Barbaresco DOCG podem ser obtidos na postagem do dia 30 de março de 2009, Barbaresco – Vinho Típico do Piemonte http://vinhositalianos.blogspot.com/2009/03/barbaresco-vinho-tipico-do-piemonte.html



Além da tipologia apresentada, existem outras possibilidades para o Canevese, como: Barbera, Bianco e Rosato.
Existem outras possibilidades para o Colline Novaresi, como: Barbera, Bianco, Bonarda, Croatina e Vespolina.
Existem outras possibilidades para o Colline Saluzzesi, como: Quaglian e Quagliano Spumante.
Além da tipologia apresentada, existem outras possibilidades para o Coste della Sesia, como: Bianco, Bonarda, Croatina, Rosato e Vespolina.

Maiores detalhes sobre o Gattinara DOCG podem ser obtidos na postagem do dia 12 de março de 2009, Gattinara – Vinho Típico do Piemonte http://vinhositalianos.blogspot.com/2009/03/gattinara-vinho-tipico-do-piemonte.html 

Além da tipologia apresentada, existem outras possibilidades regulamentadas para a região de Langhe, como: Arneis, Bianco, Chardonnay, Dolcetto, Favorita e Freisa.

Outras possibilidades regulamentadas para a região de Monferrato são: Bianco, Casalele, Chiaretto e Freisa.

Existem outras possibilidades regulamentadas para a região de Pinerolese, como: Barbera, Bonarda, Dolcetto, Doux D'Henry, Freisa, Rami e Rosato.
Outra possibilidade regulamentada para a região de Roero é o vinho branco produzido com uvas Arneis.
Autora: Adriana Grasso
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Experimentei o vinho tinto Capichera Assajè IGT Sardegna 2006 por indicação da Enoteca La Mia Crota, localizada na cidade piemontesa de Biella, na Itália.
Fiquei impressionada com o Assajè; ele possui cor vermelho rubi com reflexos violeta, uma vasta gama de aromas, que vão de eucalipto e rosas a frutas vermelhas e especiarias. Na boca é extremamente equilibrado. O vinho é produzido somente com Uvas Carignano e não passa por envelhecimento em madeira.
Também me encantou a filosofia de trabalho dos produtores. Desde o início dos anos 70, a cantina Capichera tem como objetivo produzir vinhos elegantes, de nível internacional, utilizando exclusivamente vinhedos autóctones da Sardegna em pureza e que mantenham as características da uva e do ambiente.
Isto pode parecer comum nos dias de hoje, mas para a época era uma meta arrojada e inovadora.
Para conseguir bons resultados, os vinhedos foram cuidadosamente selecionados e conduzidos para obter o máximo de qualidade e de tipicidade.
Segundo os proprietários, respeitar a tradição não significa ficar parado no passado, mas estar à altura de poder transmitir com seus próprios produtos a sensação da natureza do local, desfrutando o que há de mais moderno em tecnologia.
Sobre a Uva Carignano 
É uma uva de origem incerta. Algumas teses falam que ela foi introduzida na região pela Espanha, França ou Tunísia e devido à sua resistência a climas com ventos fortes e escaldantes, ela se deu muito bem na Sardegna.
É neste terreno particular, cheio de pedras, com ventos quentes provenientes do mar que o vinhedo de Carignano cresce enriquecendo-se de aromas intensos e persistentes.
Links
Capichera: http://www.capichera.it/
La Mia Crota: http://www.lamiacrota.it/
Autora: Adriana Grasso
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Na quinta-feira passada, eu bebi um Cerasuolo di Vittoria DOCG 2007 do produtor Planeta. Já havia experimentado este vinho durante um dos Vinitaly que participei, mas ele não tinha chamado tanto a minha atenção. Adoro quando abro uma garrafa, sem tantas expectativas e me surpreendo. E foi o que aconteceu com o Cerasuolo di Vittoria. Ele agradou a mim e a todos que me acompanhavam. Resolvi então, pesquisar um pouco mais sobre ele e escrever uma postagem.

Características
Uvas utilizadas: Nero d’Avola (50% a 70%) e Frappato (30% a 50%).
Vinho tinto de cor cereja e nuances violetas. Aroma floreal e frutado.
O sabor é seco, pleno e aveludado.
Costuma apresentar teor alcoólico elevado (14 %).
Deve ser consumido em quatro ou cinco anos da safra.
Sobre a Uva Nero d’Avola
Também é conhecido com o nome de “calabrese”, talvez pela antiga proveniência da uva ou, mais provavelmente, seja uma tradução errada do dialeto siciliano ("cala" significa uva e "aulisi" indica a região de Avola que fica na província de Siracusa).
O Nero d’Avola é conhecido como "O Príncipe da Viticultura Siciliana" e atualmente é um dos vinhedos mais difundidos na região. No passado, esta uva era utilizada para corte, inclusive sendo bastante exportada para a França.
Possui elevada quantidade de açúcar e acidez na medida certa produzindo vinhos perfumados, frutados e robustos.
Sobre a Uva Frappato
Esta variedade autóctone, conhecida desde século VXIII, pode ter origem na província de Ragusa e Siracusa, na Sicília. Outros defendem que ele foi introduzido a partir da Espanha. A Uva Frappato é muito comum na Sicília, em particular na zona de Vittoria. Sua colheita ocorre no início de setembro e dá um vinho de grande sabor com notas de cereja e romã. É uma das bases do Cerasuolo di Vittoria e faz parte, também, da especificação do Eloro DOC, nero d'avola e/ou frappato e/ou pignatello (90%-100%).
Sugestão de Vinho
O Cerasuolo di Vittoria DOCG 2007 do produtor Planeta, está fantástico. É uma explosão de aromas (principalmente floreais) e ele está extremamente equilibrado na boca.
Imperdível!
Saiba Mais
O Cerasuolo di Vittoria possui DOCG desde 2005. Ele é comercializado também na versão Clássico, que passa por um envelhecimento, de no mínimo, oito meses.
As melhores safras do Cerasuolo di Vittoria nos últimos anos foram: 1997, 2001 e 2007. Quem tiver oportunidade, pode experimentar a safra de 2007 que ainda encontra-se a venda e está pronta para beber.
Galeria de Fotos
Conheça algumas cidades nos arredores de Vittoria, na Sicília.




Links
Planeta: http://www.planeta.it/
Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br
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