O vinho Rosso Torgiano Riserva é produzido na zona em torno à cidade de Torgiano, na Província de Perugia. O nome Torgiano deriva da contração de "Torre di Giano”, uma torre que ainda domina a paisagem da região e faz parte das ruínas de um castelo medieval. O cultivo de uva nesta área é muito remoto e vem, pelo menos, da época dos etruscos.
Outro fato importante é que o Rosso Torgiano Riserva foi o primeiro vinho da Umbria a conseguir regulamentação DOCG:
Características
Uvas utilizadas: Sangiovese (de 70 a 100%) e outras uvas da região (de zero a 30%)
Vinho tinto cor vermelho rubi. Aroma vinoso e delicado.
O sabor é seco, harmonioso e equilibrado.
Apresenta teor alcoólico mínimo de 12,5%.
O vinho passa por um período de envelhecimento obrigatório antes de ser colocado à venda – são, no mínimo, três anos, e pelo menos seis na garrafa.
O Torgiano Riserva pode ser consumido, preferencialmente, em até oito anos da safra.
Saiba Mais
Nesta região, além do Rosso Riserva, também são produzidos:
Bianco de Torgiano, com uvas Trebbiano (de 50 a 70%), Grechetto (de 15 a 40%) e outras uvas brancas (de zero a 15%).
Chardonnay di Torgiano, com uvas Chardonnay (mínimo 85%) e outras uvas brancas (de zero a 15%).
Pinot Grigio di Torgiano, com uvas Pinot Grigio (mínimo 85%) e outras uvas brancas (de zero a 15%).
Riesling Italico di Torgiano, com uvas Riesling (mínimo 85%) e outras uvas brancas (de zero a 15%).
Torgiano Spumante, produzido com o método clássico e segunda fermentação na garrafa, à base de uva Chardonnay (de 40 a 50%), Pinot Nero (de 40 a 50%) e outras uvas brancas (de zero a 15%).
Rosato di Torgiano, com uvas Sangiovese (mínimo 50%), Canaiolo (de 15 a 30%), Trebbiano (de zero a 10%) e outras uvas tintas (de zero a 15%).
Rosso di Torgiano, com uvas Sangiovese (mínimo 50%), Canaiolo (de 15 a 30%), Trebbiano (de zero a 10%) e outras uvas tintas (de zero a 15%).
Cabernet Sauvignon di Torgiano, com uvas Cabernet Sauvignon (mínimo 85%) e outras uvas tintas (de zero a 15%).
Pinot Nero di Torgiano, com uvas Pinot Nero (mínimo 85%) e outras uvas tintas (de zero a 15%).
Estes vinhos possuem regulamentação DOC desde 1968.
Mosaico de Fotos da Região
Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br
Marcadores: Riserva, Torgiano, umbria, vinho italiano, vinho tinto
Além do DOC, DOCG e IGT (citadas na Parte 1), encontramos outras nomenclaturas nos rótulos dos vinhos Italianos. Veja o significado de algumas delas:
Novello – vinhos muito jovens (geralmente colocados à venda após a fermentação, nos meses de novembro, dezembro). Devem ser consumidos em, no máximo 3 meses.
Riserva - indica que o vinho foi envelhecido por um tempo maior que a versão normal (o período mínimo e o recipiente para maturação são determinados pelo disciplinar de cada tipo de vinho).
Superiore – vinho com graduação alcoólica maior que a versão normal.
Spumante - vinho espumante elaborado pelo método Charmat ou pelo método Champenoise, o mesmo usado para produzir o Champagne, onde a segunda fermentação acontece na garrafa.
Frizzante - vinho ligeiramente espumante .
Passito – vinho elaborado com uvas semi-desidratas (passas).
Vino da Tavola – se o rótulo é omisso quanto à origem e o tipo de uva, pode ser considerado um vinho genérico, muitas vezes resultado de cortes ou misturas de vinhos de origens diferentes. Nem sempre é de qualidade inferior. Alguns vinhos famosos ou de boa qualidade que por diversas razões não podem ter o DOC ou IGT estão sob este rótulo.
Saiba Mais
Existem ótimos vinhos italianos à venda no Brasil com o rótulo de "Vino da Tavola". Um exemplo é o Edizione Cinque Autoctone Vini Farnese, feito com 5 uvas autoctonas provenientes das Regiões de Abruzzo e Puglia (Montepulciano, Negroamaro, Sangiovese, Primitivo e Malvasia Rossa). Ele não pode ser classificado como IGT, pois é produzido com uvas de mais de uma região italiana.
Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br


