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Grappas Especiais

Uma boa grappa depende, principalmente, da qualidade do bagaço das uvas utilizadas e da habilidade do destilador. A figura do responsável pela destilação, que em italiano recebe o nome de mastro distillatore, é tão importante, que por norma, é permitido colocar seu nome do rótulo da grappa.

Já tive oportunidade de provar algumas grappas memoráveis. Algumas eu adquiri em minhas visitas às destilarias italianas, outras degustei no Salão Internacional do Vinho e Destilado, Vinitaly, que acontece anualmente em Verona.



Segue a lista de algumas grappas que me agradaram muito.

Grappa Sule Orsolani



Esta grappa é feita com Uvas Erbaluce cultivadas em Caluso, no Piemonte. Depois de um processo de secagem para gerar uvas passas, elas são primeiramente usadas na produção de um vinho de sobremesa. O bagaço remanescente é pressionado novamente e utilizado nesta grappa. Depois de pronta, ela passa por um longo período de envelhecimento em barris de carvalho.
DIVINA!

Grappa of Amarone Barrique Bonollo



Esta grappa é o resultado da destilação do bagaço das uvas passas, Corvina, Rondinella e Molinara, usadas na produção do vinho Amarone. Ela envelhece em pequenos barris carvalho, atingindo plena maturidade e maciez.
Resultado: uma grappa agradável no palato e rica em termos de aroma.
MEMORÁVEL!

Grappa di Barolo Montanaro



Grappa obtida de bagaços selecionados provenientes de Uvas Nebbiolo utilizadas na produção de Barolo. Depois de destilada, passa por um período de envelhecimento em barris de carvalho.
Resultado: Uma grappa suave, com aroma e sabor inconfundível.
MUITO BOA!

Grappa di Dolcetto Barile



A altíssima qualidade desta grappa é garantida pela utilização de bagaço de Uva Dolcetto muito frescas e pouco espremida. Sua destilação ocorre muito lentamente e ela passa depois por um longo envelhecimento barris de carvalho.
EXCEPCIONAL!

Importante
Somente destilados de bagaço de uva produzidos na Itália podem ser chamados de grappa.

Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br



Características
Uvas utilizadas: 100% Dolcetto
Vinho tinto de cor vermelha com reflexos violetas e aroma intenso com notas de cereja e frutas vermelhas, às vezes é ligeiramente amendoado
Possui pouca acidez e retro-gosto um pouco amargo. Geralmente apresenta teor alcoólico baixo (12,5%)
Deve ser consumido jovem (de 2 a 3 anos da safra) ou depois de um breve envelhecimento

Importante
Devido a suas características, ele deve ser servido antes de vinhos mais encorpados, isto é, com maior teor de álcool, tanino e acidez.

Cuidado
Não se confunda com o nome; Dolcetto é um vinho tinto seco!

Dica
O Dolcetto é um vinho tinto leve de custo baixo em comparação a outros vinhos italianos. Adoro recomendá-lo para festas ou jantares com muitas pessoas. Ele agrada a maioria dos paladares e acompanha bem da Entrada ao Prato Principal, inclusive os à base de peixe. É um coringa!

Melhores Safras (nos últimos anos)
- 2007 (ótima)

Vinhos à Venda no Brasil
Como acabei de voltar ao País, vou percorrer algumas lojas especializadas e supermercados para indicar opções interessantes.
Durante o período em que estive na Itália, experimentei o Dolcetto delle Langhe DOC 2007, do produtor Teo Costa (bom e equilibrado).

Saiba Mais
Existem 7 tipos de Dolcetto DOC:
Dolcetto d'Acqui
Dolcetto d'Alba
Dolcetto d'Asti
Dolcetto delle Langhe Monregalesi
Dolcetto di Diano d'Alba (Diano d'Alba)
Dolcetto di Dogliani
Dolcetto di Ovada
Eles diferem, principalmente, quanto à sua região de produção e lgumas características, como a quantidade mínima de álcool permitida (Diano d'alba - 12%, Langhe Monregalesi - 11%).

Links
Produtor Teo Costa: http://www.teocosta.it/

Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br

Para Fabricar Vinhos Tintos



Barbera - conhecida pelo seu alto índice de acidez e baixo tanino; a mais cultivada da região do Piemonte e produz vinhos de diferentes estilos e aromas
Dolcetto - possui baixa acidez e níveis médios de taninos; produz vinhos de cor rubi intensa e para consumo ainda jovem
Grignolino - uva com bons índices de tanino; produz vinhos secos para serem consumidos quando jovens e de cor rubi desbotada
Nebbiolo - considerada a uva mais nobre da região, possui taninos firmes; usada para produzir vinhos complexos e de longo envelhecimento, como Barolo, Barbaresco e Gattinara.

Para Fabricar Vinhos Brancos



Arneis – acidez moderada; produz vinhos com personalidade, elegância e aroma frutado que devem ser consumidos ainda jovens
Cortese – produz vinhos agradáveis, muitas vezes frescos e leves, ou mais complexos e estruturados; é a uva-base na fabricação do vinho Gavi di Gavi
Moscato - geralmente utilizada na produção de vinhos de sobremesa frisante ou espumante (Asti)

Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br


 

Vinhos Italianos por Adriana Grasso