Petit Rouge é uma uva autóctone usada na produção de alguns tipos de vinho tinto na região do Valle d'Aosta, que fica no Norte da Itália e faz fronteira com a França e a Suíça.



Características
Uvas utilizadas: Petit Rouge (entre 70% e 85%) com outras uvas tintas da região
Vinho tinto de cor vermelha rubi tendendo ao granada com o envelhecimento. Aroma de rosas selvagens e notas de amêndoas
O sabor é seco, aveludado e ligeiramente tânico
Teor alcoólico mediano (12-13%)
Geralmente, pode ser consumido em até oito anos da safra

Sobre a Uva Petit Rouge
Esta variedade é uma das mais utilizadas em todo o centro do Valle d’Aosta, de Saint-Vincent e de Arvier. Existem relatos de sua produção datados do século XIX.
Seus vinhedos são cultivados nas encostas das íngremes montanhas do vale, em altitudes que chegam a 750 m acima do nível do mar.



Devido às características do terreno, sua produção é muito pequena.

Sugestão de Vinho
Degustei o Valle d’Aosta Torrette Superiore 2006, do produtor Didier Gerbelle, que está na lista dos 100 Melhores Vinhos Italianos de 2008 de Papillon. Vinho de preço razoável e muito equilibrado na boca. Outros produtores, como Anselmet e Di Barrò, também conseguem bons resultados.

Saiba Mais
A Uva Petit Rouge é usada na produção dos seguintes DOC: Valle d'Aosta (mínimo 85%); Torrente (mínimo 70%) e Chambave Rosso (entre 60% e 75%). Destes o mais importante e de melhor qualidade é o Torrente.

Curiosidade
No Valle d’Aosta, nas proximidades de Morgex, encontram-se os vinhedos mais altos da Europa.

Galeria de Fotos
Conheça um pouco desta bela região da Itália.

Valle d'AostaValle d'AostaValle d'AostaValle d'Aosta: Castello di Fenis










Links
Anselmet: http://www.maisonanselmet.vievini.it/
Di Barrò: http://www.dibarro.vievini.it/

Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br

No domingo passado, dia 31 de maio, aconteceu em toda a Itália um evento chamado Cantine Aperte, aonde as vinícolas, que fazem parte do Movimento Turismo do Vinho, abrem suas portas para o público.

Meu destino este ano foi a região de Monferrato, no Piemonte.
Visitei a cantina Vicara, que fica na cidade de Rosignano Monferrato.



Veja como foi:

Cheguei por volta das 11 horas da manhã.



Fui recebida pelo proprietário, Carlo Cassinis e sua filha Adriana. Já havia um grupo de jovens no local e me juntei a eles para visitar as instalações da cantina.
A primeira parada foi aonde acontece a fermentação dos vinhos.



Depois passamos para a parte reservada à expedição, onde eles são engarrafados, etiquetados e embalados.



Visitamos também a área onde os vinhos envelhecem. No caso da cantina Vicara, a climatização ocorre naturalmente, proveniente da umidade de uma grande rocha existente no local.



No final, subimos para a sala de degustação.
Começamos com o vinho branco, o Airales Monferrato DOC 2007, produzido com Uvas Cortese, Chardonnay e Sauvignon.



Passamos, então, para os tintos.
O primeiro foi o Grignolino del Monferrato Casalese DOC 2007. Vinho leve e que acompanha muito bem pratos à base de peixe!



Depois degustamos os vinhos de Uva Barbeira, começando com a versão mais leve, e ligeiramente frisante, o Barbera del Monferrato DOC 2008 Vivace, seguido por um com mais estrutura, o Barbeira del Monferrato Superiore DOC 2005 e finalizando com o estruturado Rubello Monferrato DOC 2003, que, além da Barbeira, leva um pouco de Uvas Nebbiolo e Cabernet Sauvignon e passa por um envelhecimento de mais de três anos antes da sua comercialização.

A vinícola também produz um vinho Rose com Uva Barbeira, muito interessante, chamado Chiaretto.

Para fechar a visita com chave de ouro, o proprietário da cantina, Carlo Cassinis, foi buscar um espumante Rose método clássico que começou a ser produzido há pouco tempo e deve ser comercializado daqui a dois anos.
O espumante, que ainda não tem nome definido, estava no meio de sua segunda fermentação, aquela que acontece na garrafa e é responsável pela produção das borbulhas.
O resultado não podia ser outro, vinho aberto e espuma para todo lado...
Fomos todos abençoados com algumas gotas da bebida de Bacco!



Resumindo
Vale à pena participar de eventos onde os proprietários das vinícolas abrem suas portas para visitação. Você aprende uma série de detalhes sobre a produção dos vinhos, tem a oportunidade de degustá-los e pode adquiri-los a preços excelentes...

Links
Vicara: http://www.vicara.it/

Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br



Considero Lazio uma região sem grandes vinhos, apesar de possuir zonas vinícolas de alta potencialidade como I Castelli Romani e Montefiascone. Este fato pode parecer estranho para uma área que tem como capital a cidade que foi centro do antigo império Romano, Roma.

Na história do vinho, não se discute o trabalho feito por Fenícios, Gregos e Etruscos para a difusão deste na Itália, mas foi graças aos Romanos que ele se difundiu em toda a Europa. Seus soldados carregavam semente de videiras durante o período de conquistas e quando encontravam locais apropriados, iniciavam plantações de uva. Foram os romanos os responsáveis pela criação de um comércio de vinho fazendo com que este se tornasse importante também do ponto de vista econômico.
Eles consideravam o vinho um elemento imprescindível e na cidade de Roma eram comercializadas dezenas de tipos provenientes de toda a Europa. Existia uma área na cidade dedicada à venda de vinhos, cujo centro era a famosa via Bibaratica... Nos portos vizinhos, haviam sessões dedicadas somente ao néctar de Bacco.

Apesar deste brilhante histórico de disseminação, produção e consumo, os vinhos produzidos em Lazio possuem qualidade irregular. Sua capital, Roma, sempre foi um grande mercado consumidor e absorvia toda a produção dos vinhos de seus arredores. Desta forma, as vinícolas da região não tinham grandes problemas para vender o que produziam. Segundo alguns historiadores, esta é uma das principais razões para o atraso das cantinas em relação à aplicação de novas técnicas e a modernização de seus equipamentos.

Alguns vinhos Produzidos em Lazio
Lazio produz o vinho branco Frascati, que se desenvolve na região dos Castelli Romani e é feito com Uvas Malvasia Branca e/ou Trebbiano Toscano (mínimo 70%) e Greco e/ou Malvasia del Lazio (máximo 30%).
O único DOCG da região é o Cesanese del Piglio, vinho tinto produzido nos arredores de Frosinone, com Uvas Cesanese d’Affile e/ou Comune (mínimo 90%).
Em Montefiascone temos o vinho branco Est! Est!! Est!!! com Uvas Trebbiano Toscano (65%), Malvasia Branca (20%) e Rossetto (15%).

Importante
Alguns produtores estão trabalhando para melhorar a qualidade de seus vinhos, entre eles destacam-se: Fontana Candida, com seus Frascati, Colletono, com Cesanese del Piglio e Trappolini, com Est! Est!! ESt!! Di Montefiascone.

Autora: Adriana Grasso
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A prática da enologia é muito antiga na Basilicata. Escavações arqueológicas encontraram videiras datadas do século VIII a.C. A Uva Aglianico foi introduzida nesta região durante o período de colonização dos gregos. Ela se desenvolveu muito bem, principalmente nos terrenos vulcânicos que se situam entre 200 e 500 m acima do nível do mar, na Colina de Vulture. O vinho Aglianico del Volture é o único DOC da Basilicata e é produzido com Uvas Aglianico cultivadas nesta colina.



Características
Uvas utilizadas: Aglianico (100%);
Vinho tinto de cor vermelha de intensidade média, tendendo ao granada com o envelhecimento. Aroma vinoso, delicado, com notas de morango e framboesa.
O sabor é seco, elegante, que se torna mais aveludado com o envelhecimento.
Teor alcoólico mediano (12-13%).
Pode ser consumido, geralmente, em até 10 anos da safra.
Se o vinho envelhecer por pelo menos três anos, em barris de carvalho, antes de ser colocado à venda, pode receber o título de Vecchio e se o período for de no mínimo cinco anos pode ser chamado de Riserva.

Sugestão de Vinho
Gosto muito dos vinhos produzidos por Elena Fucci. Ela é a enóloga responsável por uma pequena vinícola em Barile, na Basilicata, que leva seu nome. Eles trabalham somente com Uvas Aglianico. Se você tiver oportunidade, prove o Aglianico del Vulture Titolo DOC desta produtora. Recomendo as safras 2005 ou 2006.

Saiba Mais
O Aglianico del Vulture possui DOC desde 1971.
A uva deste vinho é da mesma espécie usada na produção do famoso Taurasi, da região da Campania.

Galeria de Fotos
Algumas fotos de Maratea e Matera, na Basilicata.

Basilicata: MarateaBasilicata: MarateaBasilicata: MateraBasilicata: Matera









Autora: Adriana Grasso
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Aconteceu dia 31 de maio, em Roma, na Itália, o Prêmio Internacional do Vinho 2009, idealizado pela Associação Italiana de Sommelier.
Dentre os prêmios, existe um de grande importância, o vinho símbolo das “Cidades do Vinho”. Nesta categoria concorrem a cidade e seus vinhos mais representativos de pequena produção (entre 1.000 e 50.000 garrafas).

Os grandes vencedores foram:
Ben Ryé Passito di Pantelleria DOC 2007 do produtor Donnafugata, que teve pontuação máxima, seguido do Colli Piacentini Malvasia Passito DOC 2007 da Azienda Agricola Il Negrone. O primeiro da cidade de Pantelleria e o segundo, da de Piacenza.
O interessante é que os vencedores ilustram as duas realidades italianas, a primeiro é uma grande vinícola de reconhecimento internacional e o segundo é um pequeno vinicultor.

A cerimônia de premiação foi filmada pela Rai Uno e será transmitida por este canal de TV domingo, 7 de junho, às 16:35.

Segue a lista dos 10 primeiros colocados nesta categoria, tirando os dois grandes vencedores já citados:
. Trentino Superiore Bianco Rupe Re 2006 – produtor Cavit – cidade Trento;
. Pantelleria Moscato Nikà 2007 – produtor Case di Pietra di Pantelleria – cidade Trapani;
. Passito di Pantelleria Nes 2007 – produtor Carlo Pellegrino & Co. di Pantelleria – cidade Trapani;
. Recioto di Soave San Zeno 2006 – produtor Fasoli Gino di Colognola ai Colli – cidade Verona;
. Montepulciano d’Abruzzo Testarossa 2005 – produtor Franco Pasetti di Francavilla al Mare – cidade Chieti;
. Veneto Adoro Passito 2007 – produtor Agostino e Lamberto Bellussi di Vazzola – cidade Treviso;
. Primitivo di Manduria Skepsis 2007 - Produttori Agricoli Associati Sava di Sava – cidade Taranto;
. Sicilia Ambrosìa 2007 – produtor Favuzza-Salemi di Salemi - cidade Trapani;
. Vigneti delle Dolomiti Moscato Rosa 2006 - produtor Fondazione Edmund Mach dell'Istituto Agrario di San Michele all'Adige – cidade Trento;
. Basilicata L'Autentica 2007 - produtor Cantine del Notaio di Giuratrabocchetti di Ripacandida – cidade Potenza.

Autora: Adriana Grasso
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O vinho branco Picolit é uma das jóias da viticultura italiana. Luigi Veronelli chegou a citá-lo como o Chateau d’Yquem italiano.
Sua produção anual é pequena devido à baixa produtividade de seus vinhedos.
Quando penso no Picolit vêm na minha mente às seguintes palavras: caro, raro, precioso e inesquecível.



Características
Uvas utilizadas: Picolit (85-100%)
Vinho branco de cor dourada, mais ou menos intensa. Aroma complexo com notas de flores do campo, uvas passas, mel e laranja em compota.
O sabor varia de amável a doce e é extremamente harmonioso.
Teor alcoólico alto (15%).
Este vinho é considerado um vinho para meditação e é adapto ao envelhecimento (mais de 15 anos da safra).

Sobre a Uva Picolit
Picolit é um vinhedo autóctone de uvas brancas e muito raro. Sua produção é escassa e inconstante devido à queda de grande parte dos grãos dos cachos antes do amadurecimento da uva.
Sobre sua origem sabe-se pouco, mas certamente é o mais antigo e famoso vinhedo do Friuli.
Sua colheita é manual e geralmente feita em duas ou três passadas, dependendo do grau de maturação das uvas. Elas são levadas em locais especiais para secarem e então são vinificadas à temperatura baixa (entre 18º - 20º C). Depois da fermentação, passam por um envelhecimento em barris da carvalho (de 12 a 24 meses). Antes de serem colocados à venda, devem repousar pelo menos um ano na garrafa.

Saiba mais
O Picolit está presente em alguns vinhos da região do Friuli, como o Colli Orientali del Friuli, que possui DOCG desde 2006 e o Colli Goriziani que possui DOC desde 1968.
A produção anual não ultrapassa 500 hl. Desta forma, além de precioso, ele é muito difícil encontrar.
Este vinho já teve a honra de deliciar o paladar de Papas, Príncipes e Reis.
Quem é apaixonado por vinhos e passar pela região do Friuli, não deve perder a oportunidade de provar deste néctar!

Galeria de Fotos
Algumas fotos da Província de Udine:

Província de Udine: Cidade de Udine - PiazzaProvíncia de Udine: AquileaProvíncia de Udine: StrassoldoProvíncia de Udine: StrassoldoProvíncia de Udine: PalmanovaProvíncia de Udine: PalmanovaProvíncia de Udine: PalmanovaProvíncia de Udine: Palmanova







Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br

Reciclagem de Rolha de Cortiça

Rolha de Cortiça para Reciclagem

Começou este ano, na Itália, um projeto para reciclagem das rolhas de cortiça usadas para tampar os vinhos.
Ele é promovido pelo Rilegno, Consórcio Italiano de Reciclagem de Madeira, com apoio da Associação Italiana de Sommelier e do Movimento Turismo pelo Vinho. Foi através deste último que tomei conhecimento que as rolhas de cortiça são 100% recicláveis e depois de reprocessadas podem ser utilizadas na produção de painéis de isolamento, objetos de decoração, solas de calçados e produtos para a construção.
O projeto atualmente compreende as regiões italianas do Piemonte, Veneto, Trentino, Alto Adige e Emilia Romagna e deve ser estendido para todas a Itália até o final do ano.
Hoje, o processo para recolher as rolhas funciona da seguinte maneira: elas são entregues em locais especiais de coleta, que ficam geralmente em bares, enotecas e restaurantes; depois são enviadas para as cantinas que fazem parte do Movimento Turismo Vinho e de lá partem para os centros de reciclagem.
Adorei a iniciativa e já levei minhas rolhas usadas para reciclagem!

Links
Rilegno: http://www.rilegno.org/

Autora: Adriana Grasso
Contato: adriana.grasso@uol.com.br


 

Vinhos Italianos por Adriana Grasso